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巴西资讯巴西宏观市场2026年8月5日

巴西7月车市同比增10.17%,政府激励计划成中资车企关键变量

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Emplacamentos de veículos cresceram 10% em julho

巴西7月车辆上牌量同比增10.17%至50.46万辆,汽车和卡车细分市场受政府激励计划推动显著反弹,中资车企在巴销售及本地化布局迎来窗口期。

为什么值得关注

巴西车市政策驱动复苏,直接影响中资车企销售窗口与合规成本。

巴西机动车分销商联合会(Fenabrave)8月发布数据显示,2026年7月巴西车辆上牌量达504,574辆,同比增长10.17%,环比增长3.31%,为历史第三好的7月表现。其中,汽车和轻型商用车售出265,695辆,同比大增15.54%;卡车环比反弹18.89%。Fenabrave主席Arcelio Junior将增长归因于“可持续汽车计划”(Programa Carro Sustentável)和“巴西移动计划”(Programa Move Brasil)的推进。对于在巴西布局的中资整车厂及零部件供应商而言,这一数据意味着政策驱动的需求复苏正在加速。

7月数据覆盖汽车、轻型商用车(皮卡和厢式货车)、客车、卡车、摩托车及道路挂车全品类。Fenabrave称,这是历史上第三好的7月。汽车和轻型商用车细分市场环比增长2.02%,同比增长15.54%,售出265,695辆,主要得益于“可持续汽车计划”降低更轻、更环保车型的工业产品税(IPI)税率。据该机构统计,纳入该计划的车型销量比实施前高出29.4%。卡车细分市场在经历连续下跌后出现反弹,环比增长18.89%,同比增长7.16%,Arcelio Junior表示复苏主要归功于“巴西移动计划”第一和第二阶段。客车细分市场环比小幅增长4.26%,但同比仍下降2.32%,反映出该行业缺乏政府计划支持。摩托车细分市场环比增长2.55%,同比增长3.11%。Fenabrave维持今年全年增长约8.6%的预期,预计销量将超过530万辆。

对中资企业而言,巴西车市的结构性分化直接影响两类企业的决策。一是面向乘用车市场的整车厂和电池材料出口商:汽车和轻型商用车同比15.54%的增速表明,享受IPI税收优惠的轻量化、环保车型正在快速放量,中资品牌若已进入或计划进入该细分市场,需评估自身车型是否符合“可持续汽车计划”的技术标准,以获取同等价格竞争力。二是卡车及工程机械相关企业:卡车环比18.89%的反弹与“巴西移动计划”提供的融资信贷直接相关,该计划第二阶段为客车融资提供了20亿雷亚尔信贷,对中资商用车企业而言,这意味着终端客户的购车支付能力和车队更新意愿正在修复。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过政府激励计划这一机制,需求传导路径清晰可见。

底稿显示,巴西车市复苏并非全面均衡:汽车、轻型商用车和卡车受政策拉动明显,而客车同比仍下滑2.32%,Arcelio Junior称年初该细分市场同比一度萎缩近25%,随着“巴西移动计划”第二阶段实施,差距从第二季度起逐步缩小。CBI认为,这一数据印证了巴西政府正通过税收减免和定向信贷主动塑造汽车产业的结构调整方向——更轻、更环保的乘用车和运输工具获得政策倾斜,而缺乏政策覆盖的客车领域则持续承压。对于中资企业,这意味着在巴西市场的产品投放节奏应紧密跟随联邦政府的激励计划窗口,而非仅依据整体市场增速做判断。Fenabrave对全年8.6%增长的预期维持不变,显示行业对下半年需求保持信心,但需注意该预期建立在现有政策持续执行的前提之上。

待观察的跟踪点包括:第一,“可持续汽车计划”下一阶段是否扩大车型覆盖范围或调整IPI税率,这将直接影响中资品牌在巴定价策略;第二,“巴西移动计划”第二阶段20亿雷亚尔信贷额度的实际使用进度,可关注Fenabrave月度数据中卡车和客车的上牌量变化;第三,全年530万辆销量目标能否达成,需跟踪9月至12月每月上牌量同比增幅是否保持在8%以上。

CBI 观察编辑判断

底稿显示增长主要由政府激励计划驱动,而非纯市场自发需求。CBI认为,中资企业应关注激励计划的时间窗口和车型范围,避免在政策退坡后陷入被动。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
中资整车厂、零部件供应商、电池材料出口商、商用车企业
核验
待核验
对象
在巴中资车企汽车零部件出口商商用车及工程机械企业
话题
行业趋势政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Emplacamentos de veículos cresceram 10% em julho
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Emplacamentos de veículos cresceram 10% em julho

No mês de julho, o emplacamento de veículos cresceu 10,17% em relação a julho do ano passado e 3,31% em relação a junho, com um total de 504.574 unidades vendidas. Isso engloba a venda de automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários [como reboques e carrocerias]. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), este foi o terceiro melhor mês de julho da história. Notícias relacionadas: Fenabrave: emplacamentos crescem 16,01% no primeiro semestre . Emplacamentos de veículos avançaram em fevereiro, aponta Fenabrave. Venda de carros novos no país em 2026 atinge maior patamar desde 2013. “Estamos vivendo um ano com resultados positivos nos segmentos de maior volume, principalmente, no varejo de automóveis, comerciais leves e motocicletas. Além do Programa Carro Sustentável, observamos que a demanda por mobilidade, renovação de frota e investimento permanecem, e a competição entre marcas continua favorecendo a oferta de mais produtos no mercado”, disse Arcelio Junior, presidente da Fenabrave. Quando se considera apenas o segmento de automóveis e comerciais leves, o crescimento foi 2,02% sobre junho e 15,54% em julho de 2025, com 265.695 unidades vendidas. Para o presidente da Fenabrave, esse crescimento é resultado principalmente do programa Carro Sustentável, que reduz as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros mais leves e sustentáveis. Segundo a entidade, os modelos incluídos nesse programa registram números 29,4% superiores ao período antes de sua implementação. Já o segmento de caminhões, que vinha em uma sequência de quedas, apresentou uma reação em julho deste ano, com crescimento de 18,89% sobre junho e 7,16% sobre julho do ano passado. “A recuperação é resultado, principalmente, do Programa Move Brasil, etapas 1 e 2. Por ser um segmento ligado ao PIB (Produto Interno Bruto - soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país) e desenvolvimento industrial e do agronegócio, o transportador avalia bem o mercado antes de comprar e acaba renovando sua frota quando enxerga demanda, capacidade de pagamento e segurança para assumir um financiamento de longo prazo”, disse Arcelio Junior. O segmento de ônibus, por sua vez, apresentou um pequeno crescimento em julho na comparação com junho, representando 4,26%, mas continua em queda na comparação anual (-2,32%). Isso, segundo Arcelio Junior, é reflexo da falta de programas governamentais para esse setor. “No início do ano, o segmento chegou a registrar retração de quase 25% em relação a 2025. A diferença caiu de forma gradual e consistente a partir do segundo bimestre, com a implantação da segunda fase do Move Brasil, que incluiu R$ 2 bilhões em crédito para financiar ônibus”. O setor de motocicletas, por sua vez, demonstrou alta, com crescimento de 2,55% sobre junho e 3,11% sobre julho do ano passado. Expectativa A Fenabrave manteve expectativa de crescimento nos emplacamentos para o fechamento deste ano. A previsão é que o setor, como um todo, deverá crescer em torno de 8,6% neste ano, com mais de 5,3 milhões de unidades comercializadas.

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