巴西劳动与就业部(MTE)于7月29日发布6月就业数据,当月新增正式就业岗位145,161个,低于去年同期的161,999个。服务业以74,514个岗位领跑,农业、商业、建筑业和工业均实现正增长。东南地区新增70,383个岗位,圣保罗州、米纳斯吉拉斯州和里约热内卢州贡献最大。平均实际录用工资升至2,404.34雷亚尔,环比增加16.90雷亚尔。劳动与就业部长路易斯·马里尼奥将增速放缓归因于巴西央行14.25%的高利率、美国特朗普政府对巴西产品加征关税以及国际冲突。对于在巴中资企业,就业数据折射出劳动力市场韧性,但用工成本上升和区域分化值得关注。
根据巴西劳动与就业部(MTE)本周三(29日)发布的新版就业与失业人员总登记册(Novo Caged),巴西6月新增正式就业岗位145,161个,来自2,220,131次录用和2,074,970次解雇。截至6月底,正式就业存量达48,032,308个,环比增长0.30%,过去12个月累计就业余额为942,854个。五大行业全部实现正增长:服务业新增74,514个,农业22,898个,商业19,177个,建筑业14,136个,工业4,438个。地区分布上,东南地区新增70,383个(环比增长0.29%),东北地区34,433个(0.43%),中西部地区19,617个(0.46%),南部地区10,453个(0.12%),北部地区9,633个(0.40%)。25个州实现正增长,圣保罗州(34,981个)、米纳斯吉拉斯州(20,805个)和里约热内卢州(16,856个)领先;圣埃斯皮里图州(-2,259个)和托坎廷斯州(-135个)出现负增长。按比例看,阿马帕州、阿克雷州和马托格罗索州表现突出。6月平均实际录用工资为2,404.34雷亚尔,较上月增加16.90雷亚尔。18至24岁青年占录用岗位100,597个,17岁以下青少年24,833个,25至29岁13,007个,30岁以上6,724个。棕色人种工人占106,176个岗位,白人28,636个,黑人20,199个。
对于在巴中资企业,就业数据直接影响用工成本与市场布局。服务业新增岗位占比超51%,中资企业若涉足物流、电商、餐饮等服务业,需关注劳动力竞争加剧带来的薪资上涨压力。农业新增22,898个岗位,中资农业企业或受益于产区用工需求,但需留意东北部和中西部劳动力流动性。建筑业新增14,136个岗位,中资基建和房地产项目在东南部(尤其是圣保罗州和米纳斯吉拉斯州)可能面临更高的招聘成本。工业仅新增4,438个岗位,制造业中资企业需评估高利率对投资扩产的抑制效应。平均录用工资环比上升0.7%,虽幅度不大,但若持续上行,将推高企业合规成本。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过行业和区域数据可间接传导至用工策略:东南部仍是就业主力,中西部增速(0.46%)领先,中资企业可优先布局这些区域以获取劳动力资源。
CBI解读:底稿显示巴西就业市场在14.25%的高利率、美国关税及国际冲突背景下仍保持正增长,体现一定韧性,但增速放缓(同比减少10.4%)暗示经济减速风险。CBI认为,马里尼奥部长将责任归于外部因素(利率、关税、战争)是巴西政府惯用的政治叙事,但数据本身并未量化这些因素的单独影响。从历史看,2024年同期就业余额为161,999个,当前下降约10%,与巴西央行连续维持高利率抑制消费和投资有关。服务业和农业的强劲表现部分受益于季节性因素(6月收获季和年中促销),而工业疲软则反映制造业信心不足。中资企业应警惕:若Selic利率在三季度维持高位,就业增长可能进一步放缓,进而影响消费市场和B2B订单。
待观察:一是巴西央行将于8月6-7日召开货币政策会议,是否释放降息信号将直接影响企业融资成本和用工预期。二是美国对巴西产品关税调整的后续动态,尤其是钢铁和农产品领域,可能波及中资出口企业。三是7月就业数据(预计8月底发布)能否延续服务业增长势头,若连续两个月低于14万个岗位,将确认就业放缓趋势。四是中资企业密集的圣保罗州和米纳斯吉拉斯州就业数据是否持续领先,若出现下滑,需重新评估区域用工策略。
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Brasil fecha o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos
O Brasil fechou o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O resultado de junho decorreu de 2.220.131 admissões e de 2.074.970 desligamentos.
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O estoque de empregos formais no mês passado foi de 48.032.308, o que representa uma variação de 0,30% em relação ao estoque do mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo chega a 942.854 empregos.
Todos os cinco grandes agrupamentos apresentaram resultado positivo em junho.
O setor de Serviços fechou o mês com 74.514 postos e a Agropecuária registrou saldo de 22.898 vagas. O Comércio com 19.177, a Indústria ficou com 4.438 postos; a Construção Civil ficou com 14.136 vagas.
No mês passado, a região Sudeste veio na frente na geração de empregos com 70.383 postos, um incremento de 0,29% em relação a maio; o Nordeste, com 34.433 postos (0,43%); Centro-Oeste, com 19.617 postos (0,46%); o Sul com 10.453 postos (0,12%) e o Norte, com 9.633 postos (0,40%).
Entre os estados da federação, 25 tiveram saldo positivo. Em números absolutos, o destaque ficou com São Paulo, com 34.981 postos; Minas Gerais, com 20.805; e Rio de Janeiro, com 16.856 vagas.
Os estados com menor saldo foram o Espírito Santo, que apresentou saldo negativo de 2.259 vagas; Tocantins, também com saldo negativo de 135 postos, e Rondônia, que gerou 108 postos de trabalho.
Proporcionalmente, o destaque ficou para o Amapá, que gerou 1.111 vagas; o Acre, com 980 postos e Mato Grosso, com 8.258 postos.
Salário
O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34. Comparado ao mês anterior, houve um aumento real de R$ 16,90 no salário médio de admissão.
Os jovens de 18 a 24 anos representaram 100.597 vagas nas contratações e os adolescentes até 17 anos, 24.833 vagas. Para o grupo de 25 a 29 anos, o saldo foi de 13.007 vagas e o de 30 anos ou mais, 6.724.
Os trabalhadores de raça/cor parda somaram 106.176 postos, enquanto a branca registrou 28.636 postos e a preta, saldo de 20.199 postos.
Empregos
Apesar do resultado positivo, os números do Caged mostram uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram criadas 161.999 vagas de emprego.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, credita a queda no número de vagas à política de juros do Banco Central (BC), que contrai a economia.
O BC vem reduzindo em ritmo lento a taxa de juros básica da economia, a Selic. A autoridade monetária, em sua última reunião, fez um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, que ficou em 14,25% ao ano.
“Isso é o comportamento da economia desacelerando e você tem como evidente a contradição dos juros”, avalia Marinho.
O ministro também creditou os números ao tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a diversos produtos brasileiros e aos conflitos internacionais.
“São números positivos levando em consideração os juros que estamos praticando, levando em consequência o tarifaço e as guerras. O tarifaço e principalmente as guerras deram uma mexida no humor do petróleo global”, acrescentou Marinho.