巴西资讯巴西宏观市场2026年4月30日
巴西一季度失业率6.1%创14年同期新低,中资企业用工成本或承压
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Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já registrado no período
巴西2026年第一季度失业率6.1%,虽季节性上升但为14年同期最低,就业人数同比增150万,正式合同岗位稳定,中资企业需关注劳动力成本及用工合规趋势。
为什么值得关注
巴西一季度失业率创同期新低,但商业与公共管理就业下降,直接影响中资企业用工成本与消费市场判断。
巴西地理与统计研究所(IBGE)本周四(30日)发布数据显示,2026年第一季度失业率为6.1%,较2025年第四季度的5.1%有所上升,但创下自2012年全国家庭抽样连续调查(Pnad Contínua)启动以来第一季度最低纪录,远低于2025年同期的7%。失业人数达660万人,同比减少13%;就业人数为1.02亿人,同比增加150万人。IBGE住户调查协调员Adriana Beringuy指出,就业人数季度下降主要受商业、公共行政和家政服务三个行业的季节性收缩影响。对于在巴西经营的中资企业而言,劳动力市场持续收紧意味着用工成本可能上升,正式合同岗位的稳定性也值得关注。
IBGE数据显示,2026年第一季度巴西失业率6.1%,高于2025年第四季度的5.1%,但这是自2012年Pnad Contínua调查开始以来第一季度失业率的最低水平。失业人数为660万人,比2025年第四季度增加19.6%(110万人),但比2025年第一季度减少13%。就业人数为1.02亿人,比2025年第四季度减少100万人,但比2025年第一季度增加150万人。IBGE住户调查协调员Adriana Beringuy解释称,第一季度劳动力市场呈现季节性特征,商业、公共行政和家政服务三个行业就业人数下降,其中商业下降1.5%(减少28.7万人),公共行政下降2.3%(减少43.9万人),家政服务下降2.6%(减少14.8万人)。非正规就业率从2025年第四季度的37.6%降至37.3%,相当于3810万非正规劳动者。有正式合同的私营部门雇员人数为3920万,季度变化不大,但同比增加1.3%(50.4万人)。无正式合同的私营部门雇员人数为1330万,季度下降2.1%(28.5万人),同比稳定。自雇劳动者人数为2600万,季度稳定,同比增加2.4%(60.7万人)。此外,巴西劳动与就业部(MTE)的Caged数据显示,3月新增正式岗位22.8万个,12个月累计增加120万个正式岗位。
对于在巴西的中资企业,劳动力市场数据释放出多重信号。首先,失业率处于历史低位意味着劳动力供给趋紧,企业招聘难度可能加大,尤其是在商业、服务业等中资企业集中的领域。其次,正式合同岗位数量稳定且同比增加,显示巴西政府推动正规化用工的政策效果持续显现,中资企业需确保用工合规,避免因非正规用工面临劳动监察风险。第三,非正规就业率下降至37.3%,表明更多劳动者进入正规就业体系,这可能推高社保、福利等用工成本。底稿未涉及中资企业直接影响的具体行业,但通过劳动力成本传导机制,制造业、零售、物流等用工密集型行业的中资企业可能首当其冲。
CBI解读:底稿显示巴西劳动力市场在季节性波动中仍处于历史低位,失业率创14年同期新低,表明经济复苏趋势持续。CBI认为,这一数据对中资企业的直接影响主要体现在用工成本端:正式岗位增加和非正规就业率下降,意味着企业需为更多员工缴纳社保、提供法定福利,合规成本上升。同时,自雇劳动者同比增加2.4%,反映部分劳动者选择灵活就业,企业若采用外包或临时用工模式,需关注巴西劳动法对“假自雇”的认定风险。横向对比来看,巴西失业率在拉美主要经济体中仍处于较低水平,与智利(约8.5%)、阿根廷(约6.8%)相比更具竞争力,但劳动力市场结构性矛盾(如技能错配)可能制约企业扩张。
待观察:一是2026年第二季度失业率数据(预计7月底发布),若持续低于6.5%,将确认劳动力市场收紧趋势;二是巴西劳动与就业部(MTE)后续是否出台新的用工合规政策,尤其是针对数字平台和外包用工的监管动向;三是巴西央行货币政策走向,劳动力成本上升可能传导至通胀,影响基准利率调整节奏,进而影响中资企业融资成本。
CBI 观察编辑判断
底稿显示失业率同比改善但环比上升,CBI认为季节性因素为主因,但商业与公共管理就业同步下降需警惕内需与政府效率的短期风险。非正规就业率下降与失业率上升并存,表明劳动力市场正经历正规化转型,中资企业应提前评估社保与合规成本。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já registrado no período
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- Clara Lin
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Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já registrado no período
A taxa de desemprego no primeiro trimestre do ano ficou em 6,1%. O indicador fica acima do registrado no quarto trimestre de 2025 (5,1%), porém é a menor taxa de desocupação para um primeiro trimestre desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
Nos três primeiros meses do ano passado, o desemprego tinha marcado 7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.
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Desde o trimestre encerrado em maio de 2025, a taxa de desemprego não ultrapassava 6%. No trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2026, a taxa de desocupação foi de 5,8%.
No entanto, o IBGE não recomenda comparação em meses imediatamente seguidos, pois há sobreposição de dados. Por exemplo, os números de fevereiro se repetem nas duas últimas divulgações da pesquisa. Por isso, o instituto prefere fazer comparações com o quarto trimestre de 2025.
Trabalhadores
O primeiro trimestre de 2026 terminou com 6,6 milhões em busca de emprego. É a chamada população desocupada. O contingente é 19,6% superior (1,1 milhão de pessoas) ao do quarto trimestre de 2025, porém fica 13% a menos que o primeiro trimestre de 2025.
No mesmo trimestre, o total de ocupados chegou a 102 milhões de pessoas, 1 milhão a menos que no último trimestre de 2025 e 1,5 milhão acima do contingente do primeiro trimestre do ano passado, ou seja, comparação anual.
Comportamento sazonal
O comportamento do mercado de trabalho no primeiro trimestre foi marcado por características sazonais, ou seja, típicas do período do ano, como explica a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy.
“A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento; seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano; seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de educação e saúde no setor público municipal.”
De todos os 10 agrupamentos de atividades apurados pelo IBGE, nenhum apresentou crescimento de ocupados, e três tiveram queda: comércio (1,5%, ou menos 287 mil pessoas ocupadas), administração pública (2,3%, ou menos 439 mil pessoas) e serviços domésticos (2,6%, ou menos 148 mil pessoas).
Queda na informalidade
Apesar de a taxa de desocupação ter aumentado no primeiro trimestre de 2026 em relação ao último trimestre de 2025, o Brasil vivenciou redução da informalidade.
No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais, ou seja, sem direitos trabalhistas garantidos.
No fim de 2025, a taxa era de 37,6%, enquanto no primeiro trimestre de 2025 era 38%.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 39,2 milhões, sem variações significativas no trimestre, mas subindo 1,3% (504 mil pessoas a mais) em um ano.
O contingente de trabalhadores sem carteira no setor privado teve retração de 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Em um ano, houve estabilidade, isto é, sem mudança estatística significativa.
O número de trabalhadores por conta própria ficou estável no trimestre: 26 milhões. Em comparação ao primeiro trimestre de 2025, houve alta de 2,4% (607 mil pessoas a mais).
Pnad
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.
De acordo com o Caged, março apresentou saldo positivo de 228 mil vagas formais. Em 12 meses, o balanço é positivo em 1,2 milhão de postos com carteira assinada.
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