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巴西资讯巴西金融监管2026年6月16日

巴西联邦5月代偿地方债8.35亿雷亚尔,中资企业需关注州级财政风险

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União paga R$ 834,8 milhões em dívidas de estados e municípios em maio

巴西联邦政府5月代偿各州市逾期债务8.348亿雷亚尔,里约州占74%;2026年累计代偿22亿雷亚尔。中资企业需警惕与高风险州政府合作时的应收款及合同履约风险。

为什么值得关注

联邦代偿数据直接反映州级财政健康度,影响中资企业应收款安全及新项目融资可行性。

巴西国库本周一(15日)发布的《联邦政府担保信贷及反担保回收报告》显示,今年5月联邦政府代偿了各州市逾期债务共计8.348亿雷亚尔,其中里约热内卢州(Rio de Janeiro)占6.1961亿雷亚尔(约74%),南里奥格兰德州(Rio Grande do Sul)2.1236亿雷亚尔,北里奥格兰德州(Rio Grande do Norte)266万雷亚尔。市级层面,托坎廷斯州的帕拉南市(Paranã)和巴伊亚州的桑塔诺波利斯市(Santanópolis)也获得代偿。2026年至今,联邦政府代偿总额已达22亿雷亚尔。对于在巴西开展业务的中资企业,尤其是与州、市政府有工程承包、设备供应或服务合同的企业,地方财政困境可能直接影响应收账款的回收周期和合同执行稳定性。 根据国库本周一(15日)发布的《联邦政府担保信贷及反担保回收报告》,联邦政府今年5月代偿了各州市逾期债务共计8.348亿雷亚尔。2026年至今,联邦政府代偿的联邦实体债务总额已达22亿雷亚尔。上月需要国库覆盖的州包括:里约热内卢州(6.1961亿雷亚尔)、南里奥格兰德州(2.1236亿雷亚尔)和北里奥格兰德州(266万雷亚尔)。在市级层面,托坎廷斯州的帕拉南市(99,880雷亚尔)和巴伊亚州的桑塔诺波利斯市(67,910雷亚尔)的债务由联邦政府代偿。自2016年以来,联邦政府已代偿担保债务887.3亿雷亚尔。 底稿未直接涉及中资企业受影响的具体案例,但通过联邦代偿机制可间接传导风险。联邦政府作为担保人,在州市违约后代偿债务,随后从常规联邦转移支付(如参与基金和税收分成收入)中扣除代偿金额,并禁止违约实体获得新融资。这意味着,与里约州、南里奥格兰德州等高风险州政府有合同关系的中资企业,可能面临政府支付能力下降、项目资金延迟或新融资受限导致的工程暂停。此外,逾期债务产生的利息、滞纳金等费用也由联邦政府支付,但存在因财政复苏制度、司法判决暂停执行或债务补偿立法而阻止反担保执行的情况——在联邦政府代偿的887.3亿雷亚尔中,约809.6亿雷亚尔属于此类情形,表明实际回收难度较大。 CBI解读:底稿数据显示,里约热内卢州是联邦代偿的最大受益方(5月占74%),其财政困境由来已久。自2016年以来,联邦政府从里约州回收的反担保金额为27.7亿雷亚尔,但相比其代偿规模仍显不足。南里奥格兰德州因2024年洪水获得联邦暂停债务偿还36个月及利息豁免,其联邦债务存量约1000亿雷亚尔,财政调整计划包括去国有化和削减开支。CBI认为,中资企业若与上述州有长期合同,应密切关注其财政复苏计划执行情况,尤其是南里奥格兰德州的债务暂停期将于2027年结束,届时可能面临还款压力集中释放。此外,22个州已加入《各州债务全额偿还计划》(Propag),但未加入的联邦单位包括联邦区、马托格罗索州、帕拉州、巴拉那州和圣卡塔琳娜州,这些地区的财政自主性较高,违约风险相对较低。 待观察:1)里约热内卢州2026年下半年是否会出现新的代偿高峰,以及联邦政府是否会加强反担保回收措施;2)南里奥格兰德州债务暂停期(2024年洪水后36个月)结束后,其还款能力及财政调整效果;3)Propag计划下,加入的22个州能否如期向联邦均衡基金注资,从而释放200亿雷亚尔投资,这对基建类中资企业可能构成机会。
CBI 观察编辑判断

底稿显示里约州代偿额占比高达74%,其财政困境具有长期性。CBI认为,中资企业应优先选择加入Propag计划且财政纪律较好的州进行合作,同时关注南里奥格兰德州债务暂停期结束后的还款节奏。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
与巴西州、市政府有工程承包、设备供应或服务合同的中资企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者税务合规负责人
话题
金融政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
União paga R$ 834,8 milhões em dívidas de estados e municípios em maio
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

União paga R$ 834,8 milhões em dívidas de estados e municípios em maio

A União pagou R$ 834,8 milhões em dívidas atrasadas de estados e municípios em maio deste ano, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Tesouro Nacional. Em 2026, o valor já chega a R$ 2,2 bilhões de dívidas de entes federados honradas pela União. Os estados que precisaram de cobertura do Tesouro Nacional no mês passado foram: Notícias relacionadas: União paga R$ 10,95 bilhões de dívidas de estados. Tesouro paga R$ 257,7 mi em dívidas de estados e municípios em janeiro. Tesouro Nacional lança título com aplicação a partir de R$ 1 . - Rio de Janeiro: R$ 619,61 milhões; - Rio Grande do Sul: R$ 212,36 milhões; e - Rio Grande do Norte: R$ 2,66 milhões. Em relação aos municípios, tiveram a dívida paga pela União as prefeituras de Paranã (TO), com R$ 99,88 mil, e Santanópolis (BA), com R$ 67,91 mil. Desde 2016, a União pagou R$ 88,73 bilhões em dívidas garantidas. Além do relatório mensal, o Tesouro Nacional disponibiliza os dados no Painel de Garantias Honradas. As garantias representam os ativos oferecidos pela União – representada pelo Tesouro Nacional – para cobrir eventuais calotes em empréstimos e financiamentos dos estados, municípios e outras entidades com bancos nacionais ou instituições estrangeiras, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Como garantidora das operações, a União é comunicada pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Recuperação de garantias Caso o ente não cumpra suas obrigações no prazo estipulado, o Tesouro compensa os calotes, mas desconta o valor coberto de repasses federais ordinários – como receitas dos fundos de participação e compartilhamento de impostos, além de impedir novos financiamentos. Sobre as obrigações em atraso incidem ainda juros, mora e outros encargos previstos nos contratos de empréstimo, também pagos pela União. Há casos, entretanto, de bloqueio na execução das contragarantias pela adoção de regimes de recuperação fiscal, por meio de decisões judiciais que suspenderam a execução ou por legislações de compensação das dívidas. Dos R$ 88,73 bilhões honrados pela União, cerca de R$ 80,96 bilhões se enquadram nessas situações. Desde 2016, a União recuperou R$ 6,04 bilhões em contragarantias. Os maiores valores são referentes a dívidas pagas pelos estados do Rio de Janeiro (R$ 2,77 bilhões) e de Minas Gerais (R$ 1,45 bilhão), além de outros estados e municípios. Algumas dessas contragarantias, entretanto, foram restituídos aos referidos entes por força de decisão judicial. Em 2026, o Tesouro já recuperou R$ 118,04 milhões em contragarantias. Propag Até o fim do ano passado, os estados puderam aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), que prevê uma série de condições, como venda de ativos à União e um plano de corte de gastos para a liberação de até R$ 20 bilhões em investimentos pelos estados. O Propag prevê descontos nos juros e parcelamento do saldo das dívidas estaduais em até 30 anos. Em troca, os estados que aderirem vão aportar recursos para o Fundo de Equalização Federativa (FEF), que distribuirá dinheiro para todos os estados que aderirem, mesmo os que não tiverem débitos com a União, para investimentos em educação, segurança pública, saneamento, habitação, transportes e outras áreas. Após o Congresso derrubar os vetos ao Propag, no fim de novembro, 22 estados aderiram ao programa. Das unidades da Federação, só o Distrito Federal, o Mato Grosso, Pará, Paraná e Santa Catarina não ingressaram na renegociação especial. Rio Grande do Sul Por causa das enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, a União suspendeu o pagamento da dívida do estado por 36 meses. Além disso, os juros que corrigem a dívida anualmente, em torno de 4% ao ano mais a inflação, serão perdoados pelo mesmo período. O estoque da dívida do estado com a União está em cerca de R$ 100 bilhões atualmente e as parcelas que deveriam ser pagas serão repassadas a um fundo estadual destinado a realização de investimentos na reconstrução do estado devido à calamidade pública. Em junho de 2022, o Rio Grande do Sul tinha fechado acordo com a União e teve o plano de recuperação fiscal homologado. O plano permite que o estado volte a pagar, de forma escalonada, a dívida da União, cujo pagamento estava suspenso por liminar do Supremo Tribunal Federal desde julho de 2017. Em troca, o governo gaúcho deverá executar um programa de ajuste fiscal que prevê desestatizações e reformas para reduzir os gastos locais.

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