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巴西资讯巴西宏观市场2026年4月2日

巴西复活节食品篮价格连续第二年下降,同比下跌5.73%

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Cesta de produtos de Páscoa cai 5,73% este ano

巴西热图利奥·瓦加斯基金会经济研究所调查显示,2026年复活节传统食品篮价格同比下降5.73%,连续第二年下降,但糖果巧克力等关键商品价格涨幅仍超16%,反映出通胀结构分化。

为什么值得关注

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在2026年复活节(4月5日)前夕,巴西热图利奥·瓦加斯基金会巴西经济研究所(Ibre/FGV)发布调查显示,包含传统巧克力和鳕鱼的复活节食品篮价格连续第二年出现同比下降,今年降幅为5.73%。这一降幅大于同期由IPC-10衡量的总体消费者通胀率(3.18%),但篮子内部分商品如糖果巧克力价格涨幅高达16.71%,凸显了通胀压力的结构性差异。 根据Ibre/FGV在复活节前夕发布的调查,2026年复活节食品篮价格较12个月前下降了5.73%,延续了2025年下降6.77%的趋势。作为对比,2025年4月至2026年3月期间,由FGV月度消费者价格指数(IPC-10)衡量的总体消费者通胀率为3.18%。然而,食品篮内部价格走势分化显著。糖果和巧克力价格同比上涨16.71%,鳕鱼上涨9.9%,罐装沙丁鱼和金枪鱼分别上涨8.84%和6.41%,均远超总体通胀水平。另一方面,大米、鸡蛋和橄榄油价格分别大幅下降26.11%、14.56%和23.20%,是拉低整体食品篮价格的主要力量。回顾过去四个复活节,价格走势呈现涨跌交替格局:2023年和2024年分别上涨13.16%和16.73%,而2025年和2026年则连续下降。Ibre/FGV经济学家Matheus Dias指出,过去四年复活节商品累计价格上涨15.37%,略低于同期IPC-10衡量的总体消费者通胀率(16.53%)。但部分品类涨幅惊人,糖果和巧克力在过去四年累计上涨了49.26%,鳕鱼、金枪鱼和橄榄油也分别累计上涨31.21%、38.98%和34.74%。Matheus Dias解释称,对于巧克力这类工业化产品,尽管其主要原材料可可的国际市场价格自2025年10月以来已下跌约60%,但价格下降传导至消费端存在更长的滞后性,导致消费者购买的巧克力价格在过去12个月内仍上涨16.71%。经济学家Valter Palmieri Junior此前的研究也指出,市场集中度是价格持续上涨的因素之一,例如糖果和巧克力市场中,来自三家公司的五个品牌占据了83%的份额。巴西巧克力工业协会(Abicab)在回应中表示,巧克力价格不仅取决于可可,还受牛奶、糖、运费及美元汇率等其他投入成本影响。该协会透露,今年市场上有800种产品,其中134种是新品,而去年为611种。针对去年的可可价格飙升,Abicab解释称,2024年厄尔尼诺现象严重影响了占全球产量60%的加纳和科特迪瓦种植园,导致市场出现约70万吨缺口,推动纽约交易所可可价格一度飙升至每吨1.1万美元(约合5.67万雷亚尔),但“只有10%的这种影响反映在最终价格上”。目前可可价格已回落至每吨约3300美元。尽管部分商品价格高企,行业对今年复活节消费预期仍持积极态度。Abicab表示,经济稳定和处于历史低位的失业率是乐观基础,预计节日将创造约1.46万个临时工作岗位,比2025年多50%,其中20%最终可能转为正式员工。Locomotiva研究所的调查也显示,高达90%的消费者计划在今年购买复活节相关产品。
CBI 观察编辑判断

复活节食品价格连续两年下降,但关键节日商品如巧克力价格涨幅仍高,显示巴西通胀压力正从广泛性转向结构性。行业集中度与成本传导滞后是理解价格分化的关键。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
巴西食品零售业、巧克力及糖果制造商、鳕鱼及罐头食品进口商、消费者;中国对巴食品出口商及快消品投资者。
核验
待核验
对象
贸易商投资者对巴西感兴趣的普通读者
话题
市场行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Cesta de produtos de Páscoa cai 5,73% este ano
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Cesta de produtos de Páscoa cai 5,73% este ano

A mesa de Páscoa vai pesar menos no bolso do brasileiro pelo segundo ano seguido. Uma cesta de produtos alimentícios, que inclui os tradicionais chocolates e o bacalhau, vai custar 5,73% a menos do que há 12 meses. Em 2025, o recuo nos preços foi de 6,77%. A constatação é de levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado às vésperas do domingo de Páscoa (5). Notícias relacionadas: Pesquisa aponta que 90% dos consumidores comprarão chocolate na Páscoa. Feriado de Páscoa: bancos não abrirão na sexta-feira (3). Páscoa: entenda a transição de ovos decorados para ovos de chocolate. Para efeito de comparação, a inflação geral do consumidor, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mensal (IPC-10) da FGV, marcou alta de 3,18% no período de abril de 2025 a março de 2026. No entanto, olhando de forma isolada, alguns produtos sobem mais que a inflação geral: Inflação geral: 3,18% Bombons e chocolates: 16,71% Bacalhau: 9,9% Sardinha em conserva: 8,84% Atum: 6,41% Entre os itens que ajudaram a inflação da Páscoa ficar negativa figuram: Arroz: -26,11% Ovos de galinha: -14,56% Azeite: -23,20% Os pescados frescos subiram 1,74%; e os vinhos, 0,73%. Nas últimas quatro Páscoa, duas foram de inflação positiva e duas de deflação (queda média de preços), quando comparadas ao ano anterior. 2026: -5,73% 2025: -6,77% 2024: 16,73% 2023: 13,16% De acordo com o economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, a variação acumulada dos preços de Páscoa nos últimos quatro anos foi de 15,37%. Essa alta ficou abaixo da inflação geral ao consumidor, calculada pelo IPC-10, que marcou 16,53% de abril de 2022 a março de 2026. Nesse período, bombons e chocolates ficaram 49,26% mais caros. O bacalhau subiu 31,21%; o atum, 38,98%, e o azeite, 34,74%. Viram o preço cair a batata inglesa (-16,02%) e a cebola (-15,44%). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Industrializados Matheus Dias destaca que os repasses de quedas provenientes de melhoras na produção agrícola são mais complexos e apresentam defasagens mais longas em produtos industrializados. Ele exemplifica com o chocolate. Mesmo com o cacau, principal matéria-prima, registrando quedas no mercado internacional desde outubro de 2025, chegando a recuar cerca de 60% em relação aos últimos 12 meses, os preços dos chocolates ao consumidor seguiram em alta de 16,71% no período. “Em produtos mais industrializados, a queda da matéria-prima demora a chegar ao bolso do consumidor nos últimos anos”, explica. Concentração Na terça-feira (31), ao divulgar um estudo sobre a inflação de alimentos no Brasil, o economista Valter Palmieri Junior, doutor em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explicou que um dos fatores de alta consistente nos preços é a concentração, que tende a diminuir a concorrência entre empresas. No levantamento, ele aponta que cinco marcas de bombons e chocolates de três empresas alcançam 83% do mercado. Indústria Procurada pela Agência Brasil para fazer comentários sobre o preço dos chocolates, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) informou que o valor não é determinado apenas pelo cacau. “Outros insumos como leite, açúcar, frete (uso de caminhões frigoríficos, já que se trata de carga perecível) e variação do dólar devem ser levados em conta”, ressalta a entidade. A Abicab explica ainda que cada empresa tem a própria política de preço e que a indústria acompanha oscilações naturais do mercado e cria alternativas de venda de produtos “para todos os paladares e adaptadas às várias faixas de consumo”. Este ano, de acordo com a associação, foram colocados 800 itens no mercado, com 134 lançamentos, contra 611 ano passado. Os representantes da indústria detalham que, em 2024, o fenômeno El Niño (aquecimento anormal das águas da porção leste da região equatorial do Oceano Pacífico) devastou plantações. Os países africanos Gana e Costa do Marfim, responsáveis por 60% da produção mundial de cacau, foram atingidos, e o mercado ficou com um déficit de 700 mil toneladas, segundo a Abicab. A falta do produto levou o preço da tonelada, negociada na Bolsa de Nova York, a subir quatro vezes, para US$ 11 mil - equivalente hoje a cerca de R$ 56,7 mil. De acordo com a Abicab, “apenas 10% desse impacto se refletiu no preço final”.  Hoje a cotação beira US$ 3,3 mil. Empregos A indústria de chocolates ressalta que “a expectativa para esta Páscoa é positiva porque vivemos estabilidade econômica, com a menor taxa histórica de desemprego”. Na estimativa da Abicab, o número de empregos temporários é de 14,6 mil, 50% a mais que em 2025, frisando que as contratações costumam se iniciar em agosto do ano anterior. Desses, 20% acabam se tornando fixos, com carteira assinada, de acordo com a associação. Uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva revelou que 90% dos consumidores pretendem comprar produtos relacionados à Páscoa neste ano.

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