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巴西资讯巴西宏观市场2026年6月30日

巴西5月财政赤字533亿雷亚尔创两年新高,中资企业需关注支出增速与税收分化

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Governo registra déficit primário de R$ 53,3 bi em maio

巴西中央政府5月录得533亿雷亚尔基本赤字,为2024年以来同月最差,支出增速(9.4%)远超收入(5.5%),但联邦税收创历史同期新高;中资企业需警惕社保福利、行政成本上升对经营环境的传导,同时关注股息收入骤降对在巴国企分红的影响。

为什么值得关注

巴西财政赤字创两年新高,支出增速远超收入,中资企业需关注社保成本、行政效率及国企分红变化。

巴西国库局6月29日公布,2026年5月中央政府(含国库局、社会保障局和中央银行)录得基本赤字533亿雷亚尔,为2024年以来同月最差表现。当月净收入1980亿雷亚尔,支出2512亿雷亚尔,支出实际同比增长9.4%,收入仅增长5.5%。尽管赤字扩大,联邦税收总额达2668亿雷亚尔,为2000年以来5月最高。对于在巴中资企业,这一数据意味着巴西政府财政空间收窄,可能影响后续税收政策、社保缴费调整及公共投资节奏。

巴西国库局本周一(29日)发布的数据显示,2026年5月中央政府基本赤字达533亿雷亚尔,较2025年同月的402亿雷亚尔赤字进一步恶化。赤字主要源于支出增长快于收入:当月净收入1980亿雷亚尔,支出2512亿雷亚尔。支出压力来自多个方向:可自由支配支出实际增加167亿雷亚尔,投资实际增长73.9%,行政成本增长19.7%,社保福利增加49亿雷亚尔。12个月累计赤字已达1423亿雷亚尔,占GDP的1.06%。

对在巴中资企业而言,财政赤字的直接影响体现在几个层面。首先,社保福利支出增加49亿雷亚尔,可能推动社保缴费率或工资税基调整,增加用工成本。其次,行政成本增长19.7%意味着政府运营效率承压,可能影响审批、清关、许可证发放等行政流程的时效。第三,投资实际增长73.9%虽为正面信号,但若赤字持续,后续基建项目拨款可能面临不确定性。此外,国有企业股息收入从2025年5月的96亿雷亚尔骤降至23亿雷亚尔,涉及中资参股或合作的巴西国企(如石油、电力领域)的分红预期需下调。

CBI解读认为,底稿数据呈现明显的“税收强、财政弱”分化。联邦税收和缴款总额达2668亿雷亚尔,其中CSLL(社会贡献税)增长36.7%,IOF(金融操作税)增长30.4%,石油特许权使用费增长84.5%,显示企业利润、金融交易和资源行业景气度较高。但支出端刚性增长(尤其是社保和司法判决债务)吞噬了税收红利。国库局长Daniel Leal表示结果符合预期,不危及年度财政预测,但当前政府估计2026年全年赤字约603亿雷亚尔,远高于官方盈余目标343亿雷亚尔。CBI认为,这一差距意味着巴西政府可能在2026年下半年推出增收或减支措施,中资企业需关注企业所得税、社保缴费、进口关税等领域的政策变动。

待观察:一是2026年预算修正案(499亿雷亚尔)中378亿雷亚尔强制性执行的落实情况,将直接影响基建和民生项目招标节奏;二是司法判决债务(precatórios)支付时间变化对2026年下半年财政数据的扰动;三是联邦税务局(Receita Federal)是否在2026年第三季度出台新的税收合规要求,以弥补收支缺口。

CBI 观察编辑判断

事实层面:底稿显示巴西5月赤字533亿雷亚尔,支出增速9.4%远超收入增速5.5%,但联邦税收创历史新高。CBI认为,税收强劲与财政恶化并存,反映巴西经济结构性矛盾——刚性支出(社保、司法判决)挤压了投资和可自由支配空间。中资企业应警惕下半年可能出现的社保费率上调或税收稽查加严,同时关注投资增长73.9%是否可持续,若赤字目标无法达成,基建项目可能面临预算削减。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业、国企参股项目、基建与能源行业
核验
待核验
对象
在巴中资企业税务合规负责人投资者
话题
政策金融

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Governo registra déficit primário de R$ 53,3 bi em maio
原始语言
葡萄牙语
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Clara Lin
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Governo registra déficit primário de R$ 53,3 bi em maio

As contas do Governo Central registraram déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio de 2026, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29). O resultado considera as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central e representa o pior desempenho para o mês desde 2024, em valores corrigidos pela inflação. O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, sem considerar os gastos com juros da dívida pública. Notícias relacionadas: Desenrola lança modalidades de crédito para estimular bons pagadores. Mercado mantém em 5,33% projeção de inflação para 2026. Gastos de turistas estrangeiros no Brasil somam R$ 25 bi em 5 meses. Em maio de 2025, o resultado negativo havia sido de R$ 40,2 bilhões. A piora ocorreu porque os gastos avançaram em ritmo maior que a arrecadação. Principais números: •    Déficit em maio: R$ 53,3 bilhões •    Receita líquida em maio: R$ 198 bilhões •    Despesas em maio: R$ 251,2 bilhões •    Alta das despesas (ante maio de 2025): 9,4% acima da inflação •    Alta das receitas (ante maio de 2025): 5,5% acima da inflação •    Déficit em 12 meses: R$ 142,3 bilhões (1,06% do PIB) Gastos pressionam O aumento das despesas foi o principal fator para o resultado negativo. Segundo o Tesouro, os gastos cresceram mais rapidamente que a arrecadação, pressionados principalmente pelas despesas discricionárias (não obrigatórias), que incluem custeio da máquina pública e investimentos. Entre os destaques de maio estão: •    Despesas discricionárias: aumento real de R$ 16,7 bilhões; •    Investimentos: alta real de 73,9%; •    Custeio administrativo: crescimento de 19,7%; •    Benefícios previdenciários: aumento de R$ 4,9 bilhões. Arrecadação melhora Apesar do déficit, a arrecadação federal teve desempenho positivo em maio. As receitas com impostos e contribuições somaram R$ 266,8 bilhões, o maior resultado para meses de maio desde 2000, segundo dados da Receita Federal. Entre as receitas que tiveram crescimento estão: •    Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL): alta de 36,7%; •    Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): aumento de 30,4%; •    Royalties e participações do petróleo: avanço de 84,5%. Por outro lado, houve queda nos dividendos recebidos de empresas estatais. Em maio, o governo arrecadou R$ 2,3 bilhões nessa rubrica, contra R$ 9,6 bilhões no mesmo mês de 2025. Precatórios e emendas O pagamento de precatórios – dívidas do governo com sentenças judiciais definitivas – também influenciou o resultado. No ano passado, esses débitos foram quitados em maio, enquanto em 2025 o pagamento ocorreu em junho. Segundo o Tesouro, essa alteração afetou especialmente três grupos de despesas: •    Benefícios previdenciários: alta de R$ 42,7 bilhões; •    Pessoal e encargos sociais: aumento de R$ 19,2 bilhões; •    Sentenças judiciais de custeio e investimentos: crescimento de R$ 35,4 bilhões. As emendas parlamentares também tiveram aceleração. O Orçamento de 2026 prevê R$ 49,9 bilhões em emendas, sendo R$ 37,8 bilhões de execução obrigatória. Parcial do ano No acumulado de janeiro a maio, o governo central registrou déficit de R$ 44,4 bilhões. No mesmo período de 2025, havia superávit de R$ 32,9 bilhões. Ao descontar a inflação, esse é o déficit mais alto para os cinco primeiros meses do ano desde 2020, início da pandemia de covid-19. A receita líquida acumulada chegou a R$ 1,059 trilhão, enquanto as despesas alcançaram R$ 1,104 trilhão. Meta fiscal Para 2026, a meta oficial prevê superávit primário de cerca de R$ 34,3 bilhões, mas há uma margem de tolerância que permite resultado até zero. Com exceções previstas em lei para determinadas despesas, como precatórios, a estimativa atual do governo é encerrar o ano com déficit de aproximadamente R$ 60,3 bilhões. Cenário anual O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que o resultado está dentro das expectativas do governo e que não compromete a previsão fiscal para o ano. Segundo o Tesouro, a diferença entre receitas e despesas continua sendo o principal desafio para o equilíbrio das contas públicas em 2026.

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