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巴西资讯巴西金融监管2026年6月25日

雷亚尔贬至5.20创三个月新低,在巴中资企业购汇成本上升

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Dólar sobe a R$ 5,20 e volta a atingir maior valor em três meses

本周三美元兑雷亚尔升至5.202,创三个月新高,巴西股市同步下跌;美元走强叠加油价大跌,在巴中资企业进口成本及资金汇出压力增大。

为什么值得关注

雷亚尔贬至5.20三个月新低,直接推高在巴中资企业进口成本和资金汇出成本,影响制造业、贸易和基建行业利润。

本周三(24日),美元兑雷亚尔汇率攀升至5.202雷亚尔,盘中最高触及5.22雷亚尔,创下自3月30日以来的三个月收盘新高,连续第二个交易日升值。同日,巴西股市Ibovespa指数收于170,506点,下跌0.44%,结束了此前连续三个交易日的上涨行情。对于在巴西经营的中国企业而言,雷亚尔快速贬值意味着以本币计价的收入换算成人民币或美元时缩水,同时进口原材料、设备以及向国内汇出利润的成本显著上升。

核心事实:本周三,巴西金融市场经历紧张交易日。商业美元收盘报5.202雷亚尔,上涨0.28%,盘中最高触及5.22雷亚尔。这是自3月30日以来的最高收盘水平,也是连续第二个交易日升值。巴西股市Ibovespa指数收于170,506点,下跌0.44%,主要受石油和矿业公司股价下跌拖累。美元走强背后有两大驱动力:一是市场预期美联储可能采取更紧缩的货币政策以应对美国通胀压力,二是国际油价大幅下跌至冲突爆发以来最低水平。Brent原油期货收于每桶73.87美元,下跌3.81%;WTI原油期货收于每桶70.34美元,下跌3.92%。衡量美元兑一篮子主要货币的DXY指数交易在一年多高位附近,年内累计上涨约3%。

中资企业触点:雷亚尔贬值直接冲击在巴中资企业的资金管理。对于以雷亚尔收入为主(如本地销售、工程回款)的企业,兑换成人民币或美元汇回国内的金额将减少。进口依赖型企业(如机械设备、电子产品、化工原料进口商)的采购成本上升。此外,巴西央行与美联储利率前景差距缩小,降低了carry trade(利差交易)的吸引力,可能进一步削弱雷亚尔。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过汇率传导机制,在巴中资制造业、贸易商和基建承包商的利润率和现金流将受到挤压。石油价格下跌对巴西国家石油公司(Petrobras)股价构成压力,进而影响持有相关资产的中资投资者。

CBI解读:底稿显示,美元走强与油价下跌形成双重压力。数据表明,DXY指数年内已上涨约3%,而雷亚尔同期贬值幅度更大。CBI认为,美联储紧缩预期短期内难以消退,雷亚尔可能继续承压。对于在巴中资企业,当前汇率水平已接近关键心理关口5.20,若突破5.30,将触发更多企业启动套期保值操作。历史经验显示,雷亚尔快速贬值期间,中资企业往往面临应收账款减值、融资成本上升等连锁反应。建议企业密切关注巴西央行可能的干预动作,以及美联储7月议息会议信号。

待观察:1)美联储7月议息会议(7月30-31日)是否会释放更鹰派信号,这将直接影响美元指数走势;2)巴西央行是否会在近期召开特别会议或调整利率预期以稳定汇率;3)Brent原油价格能否在70美元/桶附近获得支撑,若跌破70美元,将加剧巴西贸易条件恶化,进一步施压雷亚尔。

CBI 观察编辑判断

底稿显示美元走强与油价下跌双重压力叠加。CBI认为,美联储紧缩预期短期内难以消退,雷亚尔可能继续承压,5.30为关键心理关口,突破将触发更多企业套保操作。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资制造业、贸易商、基建承包商及持有巴西资产的中国投资者
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者贸易商
话题
金融市场进入

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Dólar sobe a R$ 5,20 e volta a atingir maior valor em três meses
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Dólar sobe a R$ 5,20 e volta a atingir maior valor em três meses

Em um dia de nervosismo no mercado financeiro, o dólar avançou e atingiu o valor mais alto em quase três meses nesta quarta-feira (24). A bolsa de valores encerrou o pregão em queda de quase 0,5%, pressionada pela baixa das ações de petroleiras e mineradoras. O movimento refletiu a expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos e a forte queda do petróleo, que recuou para o menor nível desde o início da guerra. Isso reduziu o apetite por ativos ligados a commodities (bens primários com cotação internacional). Notícias relacionadas: Dólar sobe para R$ 5,18 e atinge maior valor desde fim de março. Mercado de trabalho formal cresce 3,6%; serviço público puxa alta. Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano. O dólar comercial fechou esta quarta-feira (24) em alta de 0,28%, cotado a R$ 5,202, após atingir máxima de R$ 5,22 durante a manhã. Foi o segundo pregão consecutivo de valorização e o maior nível de fechamento desde 30 de março. A moeda americana ganhou força com a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) possa adotar uma postura mais restritiva diante de sinais de pressão inflacionária na economia dos Estados Unidos. O mercado aguarda a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE), principal indicador de inflação acompanhado pelo banco central americano. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de moedas fortes, operava próximo dos maiores níveis em mais de um ano, acumulando alta de cerca de 3% no ano. No Brasil, analistas avaliam que a diferença entre as perspectivas de juros dos Estados Unidos e do Brasil reduziu a atratividade do chamado carry trade, estratégia baseada em ganhos com a diferença entre os juros altos na economia brasileira e as taxas estadunidenses, mais baixas. Bolsa perde força Principal índice da B3, o Ibovespa encerrou o dia aos 170.506 pontos, com queda de 0,44%, após três sessões consecutivas de alta. O índice chegou a subir pela manhã, mas perdeu força com a pressão das ações ligadas a commodities. O desempenho ocorreu em meio à queda dos preços do petróleo e à valorização do dólar, que pressionou metais básicos. Bancos também contribuíram para a baixa do índice. Na contramão, ações mais ligadas ao consumo interno tiveram ganhos, favorecidas pelo recuo das taxas de juros futuros. Cenário internacional Os investidores também acompanharam os sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além da retomada gradual do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz. O alívio nas tensões externas reduziu o prêmio de risco sobre o petróleo e afetou empresas ligadas à energia. Ao mesmo tempo, o mercado monitora os próximos passos do Fed e os dados econômicos americanos para ajustar as expectativas sobre juros. Petróleo recua O petróleo caiu pelo terceiro pregão seguido e fechou no menor nível desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, com o mercado reagindo à perspectiva de aumento da oferta global. O contrato do Brent para setembro, parâmetro para a Petrobras, caiu 3,81%, encerrando a US$ 73,87 por barril. O barril do tipo WTI, do Texas, para agosto, recuou 3,92%, para US$ 70,34 por barril, chegando a operar abaixo de US$ 70 durante o dia. A queda ocorreu após sinais de normalização do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz e medidas envolvendo possíveis flexibilizações de restrições ao petróleo iraniano. Analistas avaliam que o mercado passou a considerar menor risco de interrupção no fornecimento do petróleo, embora ainda acompanhe a evolução das negociações geopolíticas. *com informações da Reuters.

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