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巴西资讯巴西金融监管2026年7月23日

雷亚尔升值破5.05,石油涨超3%利好巴西资产,中资关注汇率与能源传导

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Dólar cai ao menor valor desde junho com alta do petróleo

周三美元兑雷亚尔收于5.053,创6月以来新低,石油上涨超3%推动股市创7月新高;中资企业需关注汇率波动对进口成本、贸易结算及能源板块的传导影响。

为什么值得关注

雷亚尔升值至6月以来最低,石油上涨超3%,直接影响中资进口成本、出口利润及能源板块资产表现。

周三(22日),美元兑巴西雷亚尔收于R$ 5.053,下跌0.42%,为6月2日以来最低收盘价,连续第三个交易日走弱。同日,巴西股市Ibovespa上涨2.44%至177,547.57点,创7月10日以来新高,结束连续五日下跌。布伦特原油9月合约上涨3.36%至US$ 94.07/桶,WTI原油上涨2.95%至US$ 86.83/桶,均连续第四个交易日上涨。对于在巴西经营的中资企业而言,雷亚尔升值有利于降低进口成本,但石油价格上涨可能推高物流与能源支出,同时改善巴西贸易平衡,间接利好中资出口导向型业务。

据Agência Brasil报道,周三美元兑雷亚尔收于R$ 5.053,日内跌幅0.42%,为6月2日以来最低。美元年内累计跌幅已达7.95%。汇率走弱主要受三重因素驱动:石油价格持续上涨、外国资本流入巴西市场,以及投资者对巴西高利率的偏好。巴西央行数据显示,截至7月,2026年累计外汇总流量为正值US$ 179.46亿,金融流量较去年同期明显改善。尽管美国对巴西部分产品加征25%关税已于近期生效,但市场已提前消化,对汇率影响有限。

对于在巴西的中资企业,雷亚尔升值直接降低以美元计价的进口原材料、设备及零部件的成本,利好制造业和基建类企业。同时,石油价格上涨改善巴西作为净出口国的贸易平衡,有助于稳定雷亚尔汇率预期。但能源成本上升可能挤压运输、化工等行业的利润空间。Ibovespa的上涨主要由矿业、石油和银行股推动,Petrobras普通股上涨2.39%,优先股上涨2.21%,中资若持有相关资产或与Petrobras有合作,将受益于股价回升。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过汇率与能源价格机制间接传导至采购、出口及资金结算环节。

CBI解读:底稿显示,美元走弱与石油上涨形成共振,短期内有利于巴西资产吸引力。CBI认为,中资企业应关注两个传导链条:一是雷亚尔升值可能压缩出口利润,尤其是以美元结算的对华农产品出口;二是中东地缘政治紧张持续,若霍尔木兹海峡或曼德海峡运输受阻,全球油价可能进一步攀升,巴西作为石油净出口国将受益,但中资进口依赖石油的行业(如化工、物流)成本压力将加大。横向对比,2024年类似地缘事件曾导致布伦特原油单月上涨超10%,雷亚尔同期升值约3%,本次走势具有相似性。

待观察:1)下周美联储议息会议结果,若降息预期强化,可能进一步推动资本流入巴西,压低美元;2)中东局势是否出现实质性升级,特别是胡塞武装对红海航道的威胁是否转化为实际中断;3)巴西央行下一期外汇流量数据(预计8月初公布),以验证资本流入趋势是否持续。

CBI 观察编辑判断

底稿显示美元走弱与石油上涨同步发生,CBI认为中资企业需区分短期汇率波动与中期贸易平衡改善的影响,尤其关注中东地缘风险对能源成本的二次冲击。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资制造业、基建、化工、物流企业,以及持有巴西资产或与Petrobras合作的中资机构
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商与出口商金融机构
话题
金融

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Dólar cai ao menor valor desde junho com alta do petróleo
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Dólar cai ao menor valor desde junho com alta do petróleo

O dólar encerrou a quarta-feira (22) no menor nível de fechamento desde 2 de junho. A valorização do petróleo, o fluxo de capital estrangeiro e o apetite de investidores pelos juros altos no Brasil empurraram para baixo a cotação. O movimento favoreceu também a Bolsa brasileira, que avançou mais de 2% e voltou a superar os 177 mil pontos, num dia em que o petróleo subiu mais de 3%, sustentado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Principais números Dólar à vista: R$ 5,053 (-0,42%) Ibovespa: 177.547,57 pontos (+2,44%) Petróleo Brent (setembro): US$ 94,07 (+3,36%) Petróleo WTI (setembro): US$ 86,83 (+2,95%) Dólar no ano: queda de 7,95% Ibovespa em 2026: alta de 10,19% Dólar Notícias relacionadas: CNI mantém projeção de alta de 2% do PIB para este ano. Tarifaço de 25% dos EUA sobre o Brasil começa a valer; saiba mais. Acusado pelos EUA, Brasil é referência no combate ao trabalho forçado. O dólar comercial caiu 0,42%, para R$ 5,053, registrando o menor fechamento desde 2 de junho e acumulando a terceira sessão consecutiva de baixa. O movimento ocorreu em meio à entrada de recursos estrangeiros no mercado brasileiro, favorecida pela diferença dos juros brasileiros em relação aos dos Estados Unidos e pela valorização do petróleo. A moeda chegou a operar em alta no início das negociações, mas passou a recuar após a abertura do mercado de ações, acompanhando a forte valorização da bolsa e o desempenho positivo de outras moedas de países emergentes. A alta do petróleo, cujo barril voltou a aproximar-se dos US$ 95, melhora as perspectivas para a balança comercial brasileira. Isso porque o país é exportador líquido do produto. Mesmo com a entrada em vigor da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros e o anúncio de novas medidas de apoio do governo às empresas afetadas, o impacto sobre o câmbio foi limitado, já que o mercado considerava esses fatores amplamente precificados. Dados do Banco Central também contribuíram para o cenário positivo. O fluxo cambial total acumulado em 2026 até julho ficou positivo em US$ 17,946 bilhões, refletindo principalmente a melhora do fluxo financeiro em relação ao mesmo período do ano anterior. Bolsa O Ibovespa subiu 2,44%, encerrando o pregão aos 177.547,57 pontos, maior nível desde o último dia 10. O indicador interrompeu uma sequência de cinco sessões de queda. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas ações de mineradoras, petroleiras e bancos. As ações da Petrobras, as mais negociadas, acompanharam a forte valorização do petróleo no mercado internacional, reforçando o desempenho do índice. Os papéis ordinários (com voto em assembleia de acionistas) da estatal subiram 2,39%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) avançaram 2,21%. Segundo analistas, o mercado brasileiro também foi beneficiado pelo retorno do fluxo estrangeiro, diante da busca por ativos baratos em comparação às bolsas estadunidense. O movimento ocorreu mesmo com os principais índices de Nova York encerrando o dia em queda. Petróleo Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta pela quarta sessão consecutiva, sustentados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo de petróleo no Oriente Médio. Referência nas negociações internacionais, o barril do tipo Brent para setembro avançou 3,36%, para US$ 94,07 o barril. O barril WTI, do Texas, subiu 2,95%, encerrando a US$ 86,83. O mercado segue atento aos riscos de bloqueios nos estreitos de Ormuz e de Bab-el-Mandeb, rotas estratégicas para o comércio global de petróleo. As ameaças do grupo Houthi, no Iêmen, e novas declarações de autoridades iranianas ampliaram os temores sobre a oferta da commodity, mesmo após os Estados Unidos divulgarem aumento nos estoques de petróleo acima do esperado na última semana. * com informações da Reuters

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