巴西资讯巴西宏观市场2026年4月23日
研究称巴西优先开发亚马逊河口石油或损失470亿雷亚尔
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Brasil pode perder R$ 47 bi ao priorizar petróleo na Foz do Amazonas
世界自然基金会巴西分会研究显示,若巴西选择在亚马逊河口勘探石油而非投资可再生能源,可能放弃高达470亿雷亚尔的收入和效益。
为什么值得关注
该研究为巴西能源政策决策提供关键经济对比依据,影响投资者和政府对石油与可再生能源的选择。
世界自然基金会巴西分会(WWF Brasil)于2025年1月23日发布的一项研究指出,如果巴西选择在亚马逊河口(Foz do Amazonas)勘探石油,而非投资可再生能源和生物燃料,可能放弃高达470亿雷亚尔的收入和效益。该金额包括在赤道边缘(Margem Equatorial)投资化石燃料预计损失的222亿雷亚尔,以及因未投资能源矩阵电气化而损失的248亿雷亚尔。
世界自然基金会巴西分会(WWF Brasil)于本周四(23日)发布的一项开创性研究指出,如果巴西选择在亚马逊河口(Foz do Amazonas)勘探石油,可能会放弃高达470亿雷亚尔的收入和效益,而这些效益本可通过选择可再生能源和生物燃料实现。该金额包括在赤道边缘(Margem Equatorial)投资化石燃料预计损失的222亿雷亚尔,以及因未投资能源矩阵电气化而损失的248亿雷亚尔。研究采用社会经济成本效益分析(Análise Socioeconômica de Custo-Benefício, ACB)方法,该方法由联邦审计法院(Tribunal de Contas da União)推荐用于评估大型公共投资。WWF-Brasil顾问丹尼尔·塔(Daniel Thá)表示,这是一种基于证据、透明且可比较的系统性方法,着眼于长期视角,关注社会所有参与者的回报,而非仅私人投资者利润或政府税收。研究模拟了亚马逊河口盆地40年的生产表现,前10年用于勘探和确认石油储量并开发新开采前线,后30年从2036年开始运营,假设储量9亿桶、日产量12万桶、油价每桶39美元(当前约100美元)。仅从财务角度看,企业可盈利,但考虑温室气体排放的社会成本后,石油路线净损失222亿雷亚尔。研究还将石油路线与电气化(50%陆上风电、42%光伏、4%甘蔗渣生物质、4%沼气)和生物燃料路线对比,发现电气化路线可带来近250亿雷亚尔的正回报,且无需等待10年勘探期。生物燃料路线虽成本较高,但同样具有积极结果。该研究在巴西面临能源转型和气候行动的关键时刻,揭示了石油勘探与可再生能源选择之间的巨大经济和社会成本差异,可能影响巴西未来的能源政策决策。
CBI 观察编辑判断
研究采用联邦审计法院推荐的成本效益分析法,强调长期社会回报而非短期企业利润,为巴西能源转型提供了量化证据。当前油价远高于盈亏平衡点,但温室气体社会成本显著改变了石油路线的净收益。
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信息概要
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- 来源
- Agência Brasil — Economia
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- Brasil pode perder R$ 47 bi ao priorizar petróleo na Foz do Amazonas
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Brasil pode perder R$ 47 bi ao priorizar petróleo na Foz do Amazonas
Ao optar pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas, o Brasil poderá abrir mão de R$ 47 bilhões em receita e benefícios que poderiam ser gerados na escolha por energia renovável e biocombustíveis, diz estudo inédito da WWF Brasil, lançado nesta quinta-feira (23).
O montante soma as perdas de R$ 22,2 bilhões estimadas para o investimento em combustíveis fósseis na Margem Equatorial aos R$ 24,8 bilhões que o país deixaria de lucrar pela ausência de investimentos na eletrificação da matriz energética.
Perdas e ganhos
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Para entender o que o país pode ganhar e perder ao investir em uma nova fronteira petrolífera em um contexto de transição energética acelerada e riscos crescentes, o estudo promovido pelo WWF-Brasil usou como metodologia a Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB). É a mesma medição recomendada pelo Tribunal de Contas da União para avaliação de grandes investimentos públicos.
De acordo com Daniel Thá, consultor da WWF-Brasil, é um método bastante sistemático e comparativo com critérios objetivos, baseados em evidências, transparentes e comparáveis, em uma perspectiva de longo prazo.
“É uma análise que não está focada no lucro do investidor privado ou no imposto que o governo recolhe. Está balizada no retorno para todos os atores da sociedade, incluindo governo, empresa e famílias”, explica.
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Bacia da Foz do Amazonas
O estudo partiu de um cenário de desempenho produtivo da bacia da Foz do Amazonas, em um período de 40 anos, considerando os dez primeiros anos necessários à exploração para identificar e comprovar o petróleo, além de desenvolver a nova frente de extração do recurso.
Nos 30 anos seguintes, com o início da operação, foram levantados investimentos compatíveis com o mercado e o preço do petróleo no longo prazo, a partir de 2036, quando os barris estariam disponíveis no mercado. A reserva considerada seria de 900 milhões de barris de petróleo, com a capacidade de explorar 120 mil barris ao dia a partir de 20 poços exploratórios
Partindo do ponto de vista exclusivamente financeiro, descontados os custos das operações, as empresas teriam lucro, a partir do valor de venda de US$ 39 por barril. Atualmente, o barril de petróleo está em torno de US$ 100.
Segundo Daniel Thá, o lucro seria mais ou menos vantajoso conforme as ações climáticas adotadas pelo país. “As petroleiras dependem muito de um mundo sem ação climática suficiente para terem lucro”, diz.
Efeitos
O cálculo inclui ainda o custo social do modelo adotado na Foz do Amazonas tendo como principal efeito colateral as emissões de gases de efeito estufa, conforme critérios da Agência Internacional de Energia.
“Nós conseguimos, a partir do desenho desse modelo representativo, estimar emissões de 446 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. A maior parte na fase de consumo dos combustíveis”, explica o consultor da WWF-Brasil.
O montante das emissões, apenas considerando o custo social do carbono, pode variar de R$ 21 a R$ 42 bilhões em prejuízos gerados à população.
Na prática, ao considerar prejuízos como esses, os pesquisadores chegaram à conclusão de que o saldo líquido da nova frente petrolífera na Foz do Amazonas geraria perda de R$ 22,2 bilhões em 40 anos.
“A adição dessas externalidades faz com que a somatória dos custos de exploração e produção mais as externalidades não sejam superadas pelo volume de benefícios que é gerado”, explica Daniel Thá.
Cenários
A partir desse modelo, a rota do petróleo foi comparada a outros dois sistemas com os mesmos parâmetros de investimentos, quantidade de energia entregue, volume de combustível e risco de mercado nos mesmos 40 anos.
O estudo adota como premissa que a demanda social é por energia, e não pelo petróleo em si. Para viabilizar a comparação entre diferentes fontes, a produção média anual de petróleo foi convertida em uma unidade de medida equivalente, totalizando 48,63 TWh/ano. Essa métrica serve como base para avaliar se alternativas, como a eletrificação, podem entregar o mesmo serviço energético com custos e impactos reduzidos.
Para o cenário de eletrificação foram considerados 50% de eólica em solo, 42% de solar fotovoltaica, 4% de biomassa -bagaço de cana - e 4% de biogás previstos no último Plano Decenal de Expansão de Energia.
“Desvendamos que essa rota de eletrificação, que é imediata e não precisa esperar os dez anos de exploração da rota do petróleo, traria um retorno positivo para sociedade, ou seja mais benefícios que custos e externalidades, de quase R$ 25 bilhões”, afirma Daniel Thá.
Para o terceiro cenário que trabalha com os biocombustíveis, a gasolina foi comparada ao etanol, o diesel ao biodiesel, o combustível de aviação ao SAF (sigla em inglês para combustível sustentável de aviação) e o gás de petróleo foi comparado ao biometano.
Apesar de apresentarem custos mais altos em comparação ao do petróleo, o prejuízo das externalidades (efeitos colaterais) foi menor, explicam os cientistas. Isso faz com que a soma desse cenário chegue a um custo 29,3 bilhões menor do que o da rota de combustíveis fósseis.
Petrobras
A Margem Equatorial, especialmente a bacia da Foz do Amazonas, é a nova fronteira de exploração de petróleo e gás no Brasil, com potencial estimado de 30 bilhões de barris de petróleo.
Localizada entre o Amapá e o Pará, a região é sensível, com vasta biodiversidade, próxima de rios importantes e da floresta. Ao mesmo tempo, para a Petrobras, a área é considerada crucial para substituir o pré-sal pós-2030.
Na avaliação da estatal, a produção de óleo a partir da Margem Equatorial é uma decisão estratégica para que o país não tenha que importar petróleo no horizonte de dez anos.
O governo brasileiro defende ainda que os recursos dos combustíveis fósseis financiem a transição energética do país.
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