巴西资讯巴西中巴合作2026年4月20日
巴西银发经济创业者达450万,十年增长近六成
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Brasil já tem 4,5 milhões de empreendedores da Economia Prateada
巴西小微企业服务局数据显示,该国60岁以上创业者数量已达450万,过去十年增长58.6%。为应对人口老龄化趋势,Sebrae推出专项支持项目,2025年服务86.9万人,并计划在2026年覆盖100万老年创业者。
为什么值得关注
反映了人口老龄化下的新经济活力,为相关产业和服务提供了市场机遇。
根据巴西小微企业服务局(Sebrae Nacional)发布的数据,巴西目前拥有450万名被称为“银发经济”的创业者,即年龄在60岁以上的人群。这一数字在过去十年中显著增长了58.6%。为支持这一群体,Sebrae Nacional专门开发了针对老年创业的项目,该项目在2025年已服务86.9万人,并设定了2026年达到100万服务人数的目标。这一趋势与巴西人口预期寿命延长及劳动力结构变化密切相关。
巴西小微企业服务局(Sebrae Nacional)的数据揭示了一个显著的经济现象:目前巴西有450万名60岁以上的创业者,构成了所谓的“银发经济”。在过去十年间,这一群体的规模增长了58.6%,展现出强劲的增长势头。为响应这一趋势,Sebrae Nacional推出了专注于支持老年创业者的“Empreendedorismo Sênior 60+”项目,旨在帮助该年龄段人群投资自己的生意。项目全国经理吉尔瓦尼·艾萨克(Gilvany Isaac)将这种增长描述为一股“强劲浪潮”,其动力主要源于该群体希望保持活跃、实现个人价值的强烈愿望。她指出,60岁以上人群往往倾向于从事与传统知识和地方特色紧密相关的领域,例如手工艺、种子种植或草药文化。在南部地区,就有渔村妇女利用废弃渔网制作手工艺品的成功案例。总体来看,老年创业者感兴趣的领域主要集中在旅游、商业和服务业。Sebrae为这些创业者提供从创业路径设计、课程培训到个人辅导的全方位免费指导和咨询,并且通过举办活动来加强创业者网络,鼓励经验交流。项目的参与度很高,退出率则相对较低。除了主观的创业意愿,60岁以上人群主导的业务增长也与深刻的人口结构变化密不可分。巴西的出生时预期寿命已从1980年的62.6岁大幅提高至2023年的76.4岁。根据热图利奥·瓦加斯基金会巴西经济研究所(Ibre/FGV)研究员贾纳伊娜·费若(Janaína Feijó)的研究,目前巴西适龄劳动人口(PIA)中,有五分之一属于60岁以上的群体。具体到各州,2024年适龄劳动人口中老年人比例最高的州是里约热内卢(24.1%)、南里奥格兰德(23.7%)和圣保罗(21.7%);比例最低的则是罗赖马(12%)、阿克里(12.4%)和亚马孙(13%)。费若研究员强调,与过去将衰老等同于不活动或依赖的刻板印象不同,如今的“银发一代”呈现出更健康、更投入且更具消费能力的新形象。她将经济活跃的老年人分为两类:一类是因收入需要而工作,另一类则是为了保持活跃和维持社会联系而留在工作岗位。同时,她也指出,年龄歧视是阻碍60岁以上人群留在传统劳动力市场的主要障碍之一,需要在社会和企业层面大力打击这种偏见。对于许多已经退休但仍希望保持活跃的人来说,创业成为了一条可行的途径。不过,费若研究员也特别强调,60岁以上的创业者进行业务正规化至关重要,这有助于避免他们处于市场弱势地位。Sebrae的项目正是为了提供此类支持,并设定了明确的服务目标:在2026年达到服务100万老年创业者。
CBI 观察编辑判断
巴西银发经济的崛起是人口结构转型与个体活力需求共同作用的结果。Sebrae的系统性支持项目表明,制度性引导对释放该群体经济潜力、应对劳动力市场变化具有关键作用。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
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- Brasil já tem 4,5 milhões de empreendedores da Economia Prateada
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Brasil já tem 4,5 milhões de empreendedores da Economia Prateada
O Brasil soma 4,5 milhões de empreendedores da chamada Economia Prateada, que reúne os maiores de 60 anos. O número cresceu 58,6% na última década, de acordo com o Sebrae Nacional. A entidade desenvolve programas voltadas para o chamado empreendedorismo sênior, focado em apoiar o público nesta faixa etária que deseja investir em negócios próprios.
Em 2025, o programa atendeu 869 mil pessoas e a meta para 2026 é chegar a 1 milhão. A gestora nacional do programa Empreendedorismo Sênior 60+, Gilvany Isaac, descreve esse crescimento como uma “onda forte”, em razão do desejo desse público em permanecer ativo.
“Existe uma possibilidade de carreira, de continuidade. Tenho visto que as pessoas de 60 anos se identificam com um propósito. Elas querem algo que tenha a ver com a sua experiência, mas que resolva também problemas da comunidade”, aponta Gilvany.
Raízes fortes
Bordadeira no Pará trabalha com a moda marajoara - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Gilvany relata que, ao longo do programa, percebeu uma vocação deste público em trabalhar com saberes tradicionais e vocações locais. Seja no artesanato, na cultura de sementes ou de ervas medicinais. No Sul por exemplo, ela destaca a produção de artesanato a partir de redes de pesca, por mulheres de comunidades pesqueiras.
"A gente vê que a geração 60+ tem esse cuidado com o planeta, porque viu muita transformação. Onde a gente está caminhando, percebemos essa responsabilidade sobre integrar, ou seja, manter esse planeta vivo do jeito que a pessoa conheceu”, conta Gilvany.
Dentre os setores que este público mais se interessa em empreender destacam-se turismo, comércio e serviços. O Sebrae oferece aos empreendedores mentorias e consultorias, tanto para orientar quem quer ser empreendedor, quanto para quem deseja abrir um negócio focado no consumidor 60+. No programa, a participação dos idosos é alta e o índice de desistência, reduzido.
“Eles são muito participativos. O Sebrae faz todo o projeto adequado às necessidades do empreendedor maduro que quer curtir a vida, sem dedicar todo o seu tempo disponível ao negócio”, explica.
O suporte é gratuito, desde o desenho da jornada, até cursos e atendimentos individuais. São promovidos ainda eventos para fortalecer a rede de empreendedores, estimulando a troca de experiências.
Transformação do mercado
Aliado ao desejo de empreender, o crescimento dos negócios comandados pelos 60+ está relacionado também às transformações populacionais e, por consequência, do mercado de trabalho.
O aumento da expectativa de vida ao nascer – que era e 62,6 anos em 1980 e passou para 76,4 anos em 2023 - impactou o mercado de trabalho para a chamada Geração Prateada (60+).
Atualmente, um quinto da população brasileira em idade para trabalhar é composta por este grupo, aponta estudo da pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Janaína Feijó .
As maiores proporções de idosos na População em Idade Ativa (PIA) em 2024 estavam nos estados do Rio de Janeiro (24,1%), Rio Grande do Sul (23,7%) e São Paulo (21,7%). As menores proporções foram encontradas em Roraima (12%), Acre (12,4%) e Amazonas (13%).
“Ao contrário de estereótipos antigos que associavam o envelhecimento à inatividade ou à dependência, a Geração Prateada é marcada por um perfil mais saudável, engajado e consumidor”, destaca Janaína.
Ela destaca dois perfis entre os idosos economicamente ativos: os que trabalham por uma necessidade de renda e os que permanecem nos postos de trabalhar para manterem-se ativos e com vínculos profissionais.
Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A pesquisadora destaca que o etarismo – a discriminação aos mais velhos - é um dos grandes empecilhos à manutenção dos 60+ no mercado de trabalho. Ela reafirma a necessidade de se combater esse preconceito tanto na sociedade, quanto nas empresas.
“O que acontece no Brasil é que a população está envelhecendo e não dispõe de jovens para repor essa mão-de-obra, que está envelhecendo. Se a gente não contar com a mão-de-obra 60+, no fim das contas, a gente está prejudicando o crescimento econômico do país”.
A pesquisadora aponta o empreendedorismo como um caminho para aqueles que já se aposentaram, mas desejam permanecer ativos. Ela ressalta, entretanto, a importância de que o empreendedor 60+ se formalize para não estar em uma situação de vulnerabilidade.
Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Marcelo Camargo/Agência Brasil
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