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巴西资讯巴西金融监管2026年5月29日

巴西4月财政盈余246亿雷亚尔,中资企业需关注长期债务压力

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Contas públicas têm superávit primário de R$ 24,6 bilhões em abril

巴西2026年4月实现246亿雷亚尔初级财政盈余,高于去年同期,但12个月滚动赤字和高债务水平仍存,中资企业应关注汇率波动及信用评级对融资成本的影响。

为什么值得关注

巴西财政短期改善但长期债务高企,影响中资企业融资成本、汇率风险和信用评级,需关注2026年下半年政策动向。

巴西中央银行本周五(29日)公布的数据显示,2026年4月,巴西综合公共部门实现初级财政盈余246亿雷亚尔,高于2025年同期的142亿雷亚尔。中央政府因税收创纪录贡献了261亿雷亚尔盈余,地区政府也实现3.29亿雷亚尔盈余,但国有企业(不含巴西国家石油公司和巴西电力公司)出现18亿雷亚尔赤字,拖累整体表现。扣除848亿雷亚尔利息支出后,名义赤字为601亿雷亚尔。对于在巴西经营的中资企业,短期财政改善可能缓解市场情绪,但长期债务高企和汇率波动仍是影响融资环境和投资回报的关键变量。 根据巴西中央银行本周五(29日)发布的财政统计,2026年4月,巴西综合公共部门(由联邦、州、市和国有企业组成)实现初级财政盈余246亿雷亚尔,高于2025年同期的142亿雷亚尔。中央政府因4月税收创纪录,初级盈余达261亿雷亚尔(央行口径),而国库局周四(30日)公布的数字为252亿雷亚尔,差异源于央行采用不同方法,考虑了公共实体的债务变动。地区政府(州和市)实现3.29亿雷亚尔盈余,而2025年同期为6.59亿雷亚尔赤字,推动了整体盈余。相反,联邦、州和市的国有企业(不包括巴西国家石油公司Petrobras和巴西电力公司Eletrobras)出现18亿雷亚尔赤字,2025年同期为14亿雷亚尔赤字,拖累了综合盈余。4月利息支出为848亿雷亚尔,因此名义财政赤字为601亿雷亚尔,2025年同期为555亿雷亚尔赤字。截至4月的12个月滚动期内,综合公共部门初级赤字为1266亿雷亚尔(占GDP的0.97%),名义赤字累计达1.2万亿雷亚尔(占GDP的9.41%)。公共部门净债务达8.8万亿雷亚尔(占GDP的67.4%),政府总债务为10.4万亿雷亚尔(占GDP的80.4%)。 对于在巴西的中资企业,这一数据直接影响多个业务环节。首先,财政改善可能短期内提振雷亚尔汇率,降低进口成本,但长期债务压力可能促使巴西央行维持高利率,增加企业融资成本。其次,国有企业赤字(尤其是非石油电力领域)可能影响中资参与的基建、能源和制造业项目的政府支付能力或补贴政策。此外,名义赤字和总债务是国际信用评级机构评估巴西主权信用的关键指标,若评级下调,将推高在巴中资企业发行债券或获取本地贷款的利率。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过汇率、利率和信用评级机制间接传导。 CBI解读:底稿显示巴西4月初级盈余同比改善73%,主要得益于中央政府税收创纪录,表明短期财政纪律有所加强。但CBI认为,12个月滚动初级赤字仍占GDP的0.97%,名义赤字高达9.41%,且总债务占GDP的80.4%,远高于新兴市场平均水平。这一结构性问题意味着巴西财政韧性仍脆弱,中资企业应警惕2026年下半年可能出现的财政紧缩政策,如提高企业所得税或削减补贴,这些将直接影响在巴中资企业的利润率和现金流。此外,汇率升值(4月升值4.4%)虽降低了以雷亚尔计价的债务,但若未来雷亚尔贬值,净债务将再次攀升,增加市场波动风险。 待观察:一是巴西国会是否在2026年下半年推进财政支出上限改革或税制调整,这将直接影响企业税负;二是国际评级机构(如穆迪、标普)是否在6-7月更新巴西主权信用评级,若下调,中资企业需重新评估巴西资产的风险溢价;三是巴西央行后续利率决议,若维持Selic高位,将抑制消费和投资,影响中资企业在巴西的销售和扩张计划。
CBI 观察编辑判断

事实:巴西4月初级盈余246亿雷亚尔,高于去年同期;12个月滚动名义赤字占GDP的9.41%。CBI认为,短期改善主要依赖税收,不可持续;长期债务压力可能迫使政府采取紧缩措施,中资企业应提前评估对利润率和融资环境的影响。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业、基建与能源项目、金融机构
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者金融机构
话题
金融政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Contas públicas têm superávit primário de R$ 24,6 bilhões em abril
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Contas públicas têm superávit primário de R$ 24,6 bilhões em abril

Com arrecadação recorde e superávit no governo federal, as contas públicas fecharam o mês de abril com saldo positivo. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou superávit primário de R$ 24,6 bilhões no mês passado. Na comparação com abril de 2025, houve aumento no saldo; naquele mês, o resultado das contas foi de R$ 14,2 bilhões positivo. Notícias relacionadas: Superávit primário do Governo Central fica em R$ 25,2 bilhões em abril. Arrecadação federal bate recorde e supera R$ 278 bilhões em abril. As estatísticas fiscais foram divulgadas nesta sexta-feira (29) pelo Banco Central (BC). O resultado primário representa a diferença entre as receitas e despesas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar do resultado do mês passado, em 12 meses encerrados em abril, o setor público consolidado foi deficitário em R$ 126,6 bilhões, 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país). Em 2025, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 55 bilhões, 0,43% do PIB. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Níveis de governo Com arrecadação recorde em abril último, a conta do Governo Central teve superávit de R$ 26,1 bilhões ante resultado negativo de R$ 16,2 bilhões em abril de 2025. O montante difere do resultado divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Tesouro Nacional, de superávit de R$ 25,2 bilhões, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos. Os governos regionais - estaduais e municipais - tiveram resultado positivo de R$ 329 milhões em abril passado contra déficit R$ 659 milhões no mesmo mês de 2025, impulsionando o superávit das contas públicas. Em sentido contrário, as empresas estatais federais, estaduais e municipais - excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – contribuíram para a reduzir o superávit das contas consolidadas, com o resultado negativo de R$ 1,8 bilhão em abril. No mesmo mês de 2025, houve déficit de R$ 1,4 bilhão nessas entidades. Os gastos com juros ficaram em R$ 84,8 bilhões no mês passado. Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os juros – ficou em déficit de R$ 60,1 bilhões contra o resultado negativo de R$ 55,5 bilhões em igual mês de 2025. Em 12 meses encerrados em abril, o setor público acumula déficit R$ 1,2 trilhão, ou 9,41% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores. Dívida pública A dívida líquida do setor público - balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 8,8 trilhões em abril, o que corresponde a 67,4% do PIB, aumento de 0,6 ponto percentual do PIB no mês. O aumento se deve, sobretudo, ao impacto dos juros nominais apropriados e à apreciação cambial de 4,4% em abril, compensado pelo superávit primário do mês, pela variação do PIB nominal e por demais ajustes da dívida externa líquida. Como o país é credor em moeda estrangeira, um aumento do dólar significa aumento da dívida líquida. No mês passado, a dívida bruta do governo geral (DBGG) - que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 10,4 trilhões ou 80,4%, aumento de 0,4 ponto percentual do PIB observado no mês anterior. Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.

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