巴西资讯巴西金融监管2026年4月27日
巴西联邦公共债务3月环比下降2.34%至8.633万亿雷亚尔
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Dívida Pública Federal cai 2,34% em março e volta aos R$ 8,6 trilhões
2026年3月,巴西联邦公共债务环比下降2.34%至8.633万亿雷亚尔,主因是Selic挂钩债券大量到期赎回,但利息计提和外部债务上升仍对财政构成压力。
为什么值得关注
反映高利率环境下债券到期赎回对债务规模的影响,以及外部债务和利息计提对财政的持续压力。
巴西国库(Tesouro Nacional)数据显示,2026年3月巴西联邦公共债务(DPF)环比下降2.34%,从2月的8.841万亿雷亚尔降至8.633万亿雷亚尔,重回8.6万亿雷亚尔水平。下降主要原因是大量与Selic利率(巴西基准利率,当前为14.75%/年)挂钩的债券到期赎回。国内公共证券债务(DPMFi)下降2.17%至8.302万亿雷亚尔,外部公共债务(DPFe)则因美元升值和向国际组织借款而小幅上升至3316.4亿雷亚尔。
巴西联邦公共债务(DPF)在2026年3月下降2.34%,从2月的8.841万亿雷亚尔降至8.633万亿雷亚尔。下降的主要原因是大量与Selic利率挂钩的债券到期。国内公共证券债务(DPMFi)下降2.17%,从8.511万亿雷亚尔降至8.302万亿雷亚尔。当月国库赎回比发行多出3023.2亿雷亚尔,主要是Selic挂钩债券。降幅因利息计提(apropriação de juros)930.1亿雷亚尔而收窄。利息计提是政府每月确认并计入债务存量的债券利息调整,当前Selic利率为14.75%年率,推高了政府负债。当月DPMFi发行932.9亿雷亚尔,但赎回高达3956亿雷亚尔。
外部公共债务(DPFe)上升0.61%,从3296.5亿雷亚尔增至3316.4亿雷亚尔,原因是美元月涨1.36%(受中东战争影响)以及向国际组织借款68.8亿雷亚尔。债务缓冲(colchão da dívida pública,用于应对市场动荡或到期集中的财政储备)从1.192万亿雷亚尔降至8850亿雷亚尔,主因是净赎回,以及战争初期为稳定市场回购490亿雷亚尔债券。目前缓冲覆盖5.69个月的到期债务,未来12个月预计有1.68万亿雷亚尔联邦债券到期。
债务构成方面:Selic挂钩债券从49.1%降至47.71%;通胀挂钩债券从25.85%升至26.67%;固定利率债券从21.33%升至21.80%;汇率挂钩债券从3.71%升至3.83%。年度融资计划(PAF)预计2026年底各区间为:Selic挂钩46%-50%,通胀挂钩23%-27%,固定利率21%-25%,汇率挂钩3%-7%。债务平均期限从4年升至4.1年。国内债务持有者结构:金融机构31.47%,养老基金23%,投资基金20.86%,非居民(外国投资者)10.7%(2月为10.74%)。
CBI 观察编辑判断
债务缓冲降至8850亿雷亚尔,仅覆盖5.69个月到期债务,显示政府应对市场波动的能力有所减弱。外部债务因美元升值和国际借款上升,需关注汇率风险对财政的传导。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
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- Dívida Pública Federal cai 2,34% em março e volta aos R$ 8,6 trilhões
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Dívida Pública Federal cai 2,34% em março e volta aos R$ 8,6 trilhões
O forte vencimento de títulos vinculados à Taxa Selic (juros básicos da economia) fez a Dívida Pública Federal (DPF) cair em março. Segundo números divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,841 trilhões em fevereiro para R$ 8,633 trilhões no mês passado, queda de 2,34%.
Em agosto do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
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A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) recuou 2,17%, passando de R$ 8,511 trilhões em fevereiro para R$ 8,302 trilhões em março. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 302,32 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em papéis ligados à Selic. A queda só não foi maior por causa da apropriação de R$ 93,01 bilhões em juros.
Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.
No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 93,29 bilhões em títulos da DPMFi. No entanto, com o alto volume de vencimentos em março, os resgates foram muito maiores e somaram R$ 395,60 bilhões.
A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 0,61%, passando de R$ 329,65 bilhões em fevereiro para R$ 331,64 bilhões em março. Além da alta de 1,36% do dólar no mês passado, provocada pelo início da guerra no Oriente Médio, a dívida aumentou por causa de um empréstimo de R$ 6,88 bilhões com organismos internacionais no mês passado.
Colchão
Após uma alta em janeiro, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) caiu em março. Essa reserva passou de R$ 1,192 trilhão em fevereiro para R$ 885 bilhões. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi o resgate líquido (resgates menos emissões) no mês passado. No entanto, a recompra de R$ 49 bilhões em títulos da dívida pública nos primeiros dias da guerra no Oriente Médio, para estabilizar o mercado, também contribuiu.
Atualmente, o colchão cobre 5,69 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,68 trilhão em títulos federais.
Composição
Com o forte vencimento de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de fevereiro para março:
Títulos vinculados à Selic: 49,1% para 47,71%;
Títulos corrigidos pela inflação: 25,85% para 26,67%;
Títulos prefixados: 21,33% para 21,80%;
Títulos vinculados ao câmbio: 3,71% para 3,83%.
O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos:
Títulos vinculados à Selic: 46% a 50%;
Títulos corrigidos pela inflação: 23% a 27%;
Títulos prefixados: 21% a 25%;
Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.
Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, o que comprometeria a administração da dívida do governo.
Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa das altas promovidas pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) até meados do ano passado. A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.
Prazo
O prazo médio da DPF subiu de 4 para 4,1 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.
Detentores
A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:
Instituições financeiras: 31,47% do estoque;
Fundos de pensão: 23%;
Fundos de investimentos: 20,86%;
Não residentes (estrangeiros): 10,7%
Demais grupos: 13,97%.
Apesar da maior tensão no mercado financeiro em março, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) oscilou levemente em relação a fevereiro, quando estava em 10,74%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.
Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).
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