巴西资讯巴西宏观市场2026年5月5日
巴西27城公交免费研究:年注资603亿雷亚尔,中资企业或面临交通券替代压力
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Tarifa zero no transporte poderia ser novo Bolsa Família, diz estudo
巴西利亚大学和里约联邦大学研究显示,27个首府公交免费每年可注入603亿雷亚尔,类似家庭补助金效应;中资企业需关注替代交通券(vale-transporte)的融资方案,81.5%企业可免缴,但部分中资制造业或承担初期出资。
为什么值得关注
公交免费政策若推进,中资企业需应对交通券制度替代,81.5%企业可免缴,但制造业和物流业或承担初期出资压力。
巴西利亚大学(UnB)和里约热内卢联邦大学(UFRJ)于本周二(5日)发布研究称,在巴西27个首府城市实施公共交通免费政策,每年可为经济注入603亿雷亚尔,扣除现有豁免后实际注入456亿雷亚尔。研究由国会公交免费议员阵线资助,并得到罗莎·卢森堡基金会支持。对于在巴中资企业,该政策若推进,可能改变现行交通券(vale-transporte)制度,部分企业需承担初期融资责任,但81.5%的企业可免于缴费。
巴西利亚大学(UnB)和里约热内卢联邦大学(UFRJ)研究人员于本周二(5日)发布题为《公交免费作为收入分配政策》的研究,指出在巴西27个首府城市实施公共交通免费政策,每年可为经济注入603亿雷亚尔。扣除现有24.38%的豁免(老年人、学生、残疾人等),实际新增注入为456亿雷亚尔。研究由国会公交免费议员阵线资助,并得到罗莎·卢森堡基金会支持。UnB政治学研究所教授Thiago Trindade表示,该政策可像家庭补助金(Bolsa Família)一样减少种族不平等,并建议将免费公交视为类似SUS或公立教育的社会权利。
对于在巴中资企业,该政策直接影响现行交通券(vale-transporte)制度。研究提出,初期融资可由拥有10名以上员工的公私企业承担,替代现行交通券支出。底稿数据显示,81.5%的企业可免于缴费,但部分中资制造业、物流和零售企业若员工规模较大,可能需承担初期出资。目前,巴西公交系统主要依赖票务收入和交通券补贴,若政策落地,中资企业需重新评估人力成本结构,尤其是劳动密集型行业。
CBI解读:底稿显示,该研究由国会公交免费议员阵线资助,具有较强政策游说色彩,并非政府正式提案。但研究引用2024年全国出行调查数据,数据基础扎实。CBI认为,该政策若推进,将改变巴西城市交通融资模式,中资企业需关注两点:一是交通券替代方案可能增加企业短期现金流压力;二是政策若通过,可能刺激消费和税收,间接利好中资零售和电商。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过融资机制间接传导。
待观察:1)国会公交免费议员阵线是否在2025年下半年提出正式法案;2)巴西联邦政府是否将公交免费纳入2026年预算讨论;3)中资企业协会是否就交通券替代方案与巴西劳工部(MTE)沟通。
CBI 观察编辑判断
底稿显示该研究由国会公交免费议员阵线资助,政策落地存在不确定性。CBI认为,中资企业应关注交通券替代方案对人力成本的影响,尤其是劳动密集型行业。
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- Agência Brasil — Economia
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- Tarifa zero no transporte poderia ser novo Bolsa Família, diz estudo
- 原始语言
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- Clara Lin
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Tarifa zero no transporte poderia ser novo Bolsa Família, diz estudo
A implementação da gratuidade no transporte público nas 27 capitais brasileiras representaria uma injeção de R$ 60,3 bilhões anuais na economia do país e poderia ter um efeito semelhante ao do Bolsa Família.
Essa é a principal conclusão de um estudo divulgado, nesta terça (5), por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
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Governo estuda viabilidade de Tarifa Zero no transporte público.
Ministério das Cidades aguarda estudo da Fazenda sobre tarifa zero.
Clique aqui e confira a íntegra da pesquisa.
Intitulada A Tarifa Zero no Transporte Público como Política de Distribuição de Renda, a pesquisa foi coordenada pelo professor Thiago Trindade, do Instituto de Ciência Política da UnB, e defende que essa seria uma ação que poderia ajudar a combater desigualdades raciais.
O estudo foi financiado pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero no Congresso Nacional, e conta com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo.
Liquidez imediata
Essa gratuidade estaria relacionada ao transporte metropolitano de ônibus e trilhos. Os pesquisadores utilizaram dados da Pesquisa Nacional de Mobilidade, de 2024, e de indicadores das operadoras de ônibus e sistemas metroferroviários.
O estudo descontou 24,38% das isenções e gratuidades que já existem hoje – como idosos, estudantes e pessoas com deficiências. Isso representa cerca de R$ 14,7 bilhões, que já circulam na economia. Por isso, segundo os pesquisadores, a injeção real seria de R$ 45,6 bilhões.
"Estamos falando de uma injeção de liquidez imediata no bolso das famílias brasileiras. Ao converter o gasto compulsório com passagens em renda disponível, o Estado promove um estímulo econômico que volta para a sociedade na forma de consumo e arrecadação de impostos sobre produtos", explica o professor Thiago Trindade.
Salário indireto
Os pesquisadores defendem que, no atual cenário, a tarifa zero pode ter um papel tão relevante para o Brasil quanto o Programa Bolsa Família teve há duas décadas, já que poderia representar um "salário indireto".
Isso porque a gratuidade beneficiaria mais as camadas vulneráveis, a população negra e os moradores de periferias.
Segundo o estudo, a gratuidade poderia ser tratada como um direito social, nos moldes do SUS ou da Educação Pública.
"A implementação da tarifa zero em escala nacional reforçaria o protagonismo do Brasil na vanguarda das experiências globais de redução de desigualdades e aprofundamento democrático."
Financiamento
As possibilidades para o financiamento de uma política nacional de transporte gratuito poderiam incluir, segundo argumentaram professores da UnB, no ano passado, a substituição do sistema de vale-transporte por um outro tipo de financiamento inicialmente de empresas privadas e públicas que tenham a partir de dez funcionários.
A estimativa do grupo de pesquisa é de que 81,5% dos estabelecimentos estariam isentos da contribuição. “A gente tem como fazer um programa de tarifa zero sem onerar o orçamento da União”, diz Trindade.
Clique aqui e leia mais sobre possibilidade de financiamento.
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