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巴西资讯巴西金融监管2026年4月29日

巴西央行再降息25基点至14.5%,中东通胀风险或影响后续降息节奏

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Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano

巴西央行连续第二次降息,Selic利率降至14.5%,但中东战争推高燃料和食品价格,通胀预测与目标差距扩大,中资企业需关注信贷成本下降与通胀不确定性对在巴经营的双重影响。

为什么值得关注

Selic降息直接降低中资企业雷亚尔融资成本,但中东战争推高通胀,后续降息空间收窄,企业需把握窗口期。

巴西央行货币政策委员会(Copom)于4月一致决定将基准利率Selic下调0.25个百分点至年利率14.5%,为连续第二次降息。此前,Selic自2025年6月至今年3月一直维持在15%的近20年高位。此次降息发生在通胀回落背景下,但中东战争导致燃料和食品价格上涨,给Copom的决策带来困难。对于在巴西经营的中资企业而言,降息将降低信贷成本、刺激消费,但通胀前景的不确定性可能影响后续降息节奏,进而影响融资成本和市场预期。 巴西央行货币政策委员会(Copom)在4月会议上一致决定将基准利率Selic下调0.25个百分点至14.5%,符合金融市场预期。这是继上次会议后的第二次连续降息,此前Selic自2025年6月至今年3月一直维持在15%的年利率水平,为近20年来最高。此次降息发生在通胀回落的背景下,但中东战争导致燃料和食品价格上涨,给Copom的工作带来困难。Copom在声明中表示正在监测中东战争及其可能延长对通胀的影响,并指出通胀预测与目标之间的差距加大,不确定性显著上升。 对于在巴西的中资企业,降息直接降低信贷成本,有利于需要本地融资的制造业、基建和农业项目。但中东战争推高燃料和食品价格,4月官方通胀预览(IPCA-15)加速至0.89%,12个月累计升至4.37%,已接近4.5%的通胀容忍区间上限。这意味着后续降息空间可能收窄,中资企业需关注融资成本下降的可持续性。此外,Copom面临人员短缺:金融系统组织主任Renato Gomes和经济政策主任Paulo Pichetti的任期已于2025年底结束,总统卢拉尚未向国会提交继任人选;本月会议中,行政主任Rodrigo Teixeira因直系亲属去世而缺席。这种人事空缺可能影响未来货币政策沟通的连贯性。 CBI解读认为,底稿显示降息对经济的刺激作用明确——低利率降低信贷成本,刺激生产和消费——但通胀控制难度随之增加。央行对2026年IPCA预测为3.6%,而市场预测(Focus公报)为4.86%,远高于4.5%的目标上限。中东战争前市场通胀预测为3.95%,战争使预测跳升近1个百分点。CBI观察,这种预测分歧意味着市场对央行后续降息路径的预期可能比央行自身更为谨慎。底稿未涉及中资企业直接影响的具体行业,但通过信贷成本和通胀预期两个机制间接传导:信贷成本下降利好需要本地融资的企业,而通胀高企则可能推高运营成本(如燃料、食品相关行业)并削弱消费者实际购买力。 待观察:一是5月12日公布的完整4月IPCA数据,若继续高于4.5%上限,可能影响6月Copom会议决策;二是6月底央行将发布下一期货币政策报告,届时将更新2026年IPCA预测,市场将据此判断降息节奏;三是总统卢拉何时向国会提交两位主任的继任人选,人事空缺的填补时间将影响央行决策的稳定性。
CBI 观察编辑判断

底稿显示降息符合市场预期,但央行未给出明确利率路径,表明其处于观望状态。CBI认为,中东战争是最大变量,若通胀持续超目标,央行可能暂停降息甚至重新加息。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴西经营的中资企业,尤其是基建、制造和农业行业
核验
待核验
对象
在巴中资企业金融机构投资者
话题
金融政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano

Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela segunda vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.  Notícias relacionadas: Juros elevados mantêm pressão sobre endividamento das famílias. Gasolina e alimentos pressionam, e prévia da inflação sobe para 0,89%. O Copom estará desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional. Na reunião deste mês, haverá mais um desfalque. Na terça-feira (28), o Banco Central anunciou que o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, se ausentará por causa do falecimento de um parente de primeiro grau. Em nota, o Copom não deu pistas sobre a evolução dos juros. O texto informou que está monitorando a guerra no Oriente Médio e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação. "Nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados", destacou o comunicado. Inflação A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A prévia da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou para 0,89% em abril. No acumulado de 12 meses, o índice acelerou para 4,37%, contra 3,9% em março. O IPCA cheio de abril só será divulgado em 12 de maio. Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em abril de 2026, a inflação desde maio de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em maio de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de junho de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano. No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou, de 3,5% para 3,6%, a previsão do IPCA em 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de junho. As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,86%, acima do teto da meta, de 4,5%. Antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%. Crédito menos caro A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central manteve em 1,6% a previsão de crescimento da economia em 2026. O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,85% do PIB em 2026. A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

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