巴西资讯巴西宏观市场2026年5月30日
巴西冻结236亿雷亚尔预算,国防城市部领跌,中资基建项目面临支付延迟
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Defesa e Cidades lideram bloqueios no Orçamento de 2026
巴西联邦政府3月29日发布法令,新增冻结221亿雷亚尔,总冻结额达236.79亿雷亚尔,国防部和城市部受冲击最大。中资参与的基建、住房和交通项目可能面临合同支付延迟或重新谈判。
为什么值得关注
236.79亿雷亚尔冻结直接冲击PAC和交通部预算,中资基建、城市更新项目面临执行延迟和资金收紧风险。
巴西联邦政府于2026年3月29日晚发布法令,宣布对2026年联邦预算实施新一轮冻结,新增冻结额221亿雷亚尔,使双月收支评估报告确定的全年冻结总额达到236.79亿雷亚尔。国防部和城市部是受影响最大的两个部门,分别被冻结43.63亿雷亚尔和33.2亿雷亚尔。该措施由财政部和规划与预算部联合推出,旨在确保公共支出不突破财政责任规则上限。对于在巴西从事基建、住房和交通领域的中资企业而言,这意味着已中标或正在执行的项目可能面临支付延迟、合同条款调整甚至部分暂停的风险。
根据巴西财政部和规划与预算部3月29日晚发布的法令,2026年联邦预算新增冻结221亿雷亚尔,使全年冻结总额从15.95亿雷亚尔大幅扩大至236.79亿雷亚尔。冻结主要针对可自由支配支出和加速增长计划(PAC)支出。在236.79亿雷亚尔冻结总额中,行政权支出占187.09亿雷亚尔(其中可自由支配支出99.63亿雷亚尔,PAC支出87.46亿雷亚尔),另有49.7亿雷亚尔涉及议会修正案。各部委中,国防部冻结43.63亿雷亚尔,城市部33.2亿雷亚尔,教育部16.05亿雷亚尔,交通部15亿雷亚尔,财政部13.96亿雷亚尔,卫生部10.02亿雷亚尔。司法与公共安全部、社会保障部、劳动与就业部三个部委未受本轮冻结影响。此外,政府还采用分阶段执行机制,临时限制各机构承担新财务承诺的速度,截至11月限制额为271.48亿雷亚尔。冻结与分阶段执行合计,截至7月总限制额达835.45亿雷亚尔。各部委和联邦机构须在6月8日前报告受冻结影响的计划和行动。
对于在巴西的中资企业,本轮预算冻结的直接影响集中在城市基础设施、住房和交通领域。城市部是巴西住房和城市基础设施项目的主要出资方,其33.2亿雷亚尔的冻结将直接波及“我的家我的生活”住房计划以及城市排水、道路等公共工程。中资企业若参与上述项目的EPC总包或建材供应,可能面临工程款支付周期延长、新项目招标推迟或已签约合同重新谈判。交通部15亿雷亚尔的冻结同样值得关注——该部门负责联邦公路、铁路和港口建设,中资企业参与的“南美一体化”物流走廊项目或受波及。PAC支出冻结87.46亿雷亚尔,意味着政府优先推进的基建项目(包括部分中资参与的能源和交通项目)将面临资金缺口。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过合同支付链条和项目审批节奏的放缓,中资企业的应收账款周转和项目进度将承受压力。
CBI解读:底稿显示,巴西政府为遵守财政责任规则,正在采取近年来力度最大的预算紧缩措施。236.79亿雷亚尔的冻结额相当于2026年联邦可自由支配支出的约15%,这一比例在近十年中仅次于2023年的财政调整期。值得注意的是,国防部和城市部成为本轮“重灾区”,而司法、社保和劳动部门得以豁免,反映出政府优先保障社会安全网和法治运行,压缩投资性支出的政策取向。CBI认为,对于在巴西的中资企业,需重点关注两个传导机制:一是城市部和交通部的项目合同支付节奏,二是PAC框架下已中标项目的资金到位情况。由于冻结令要求各部委在6月8日前提交受影响计划清单,中资企业应在5月底前与业主方(州、市政府或联邦机构)主动沟通,确认项目是否被列入冻结清单,并评估合同中的不可抗力或政府行为条款是否适用。
待观察:第一,6月8日前各部委提交的受冻结计划清单,将明确哪些具体项目被暂停或延迟,中资企业应跟踪城市部和交通部的公告。第二,巴西国会可能对冻结令进行审议,议会修正案冻结的49.7亿雷亚尔是否会被部分解冻,将影响地方项目的资金回流。第三,7月总限制额835.45亿雷亚尔的实际执行情况,以及下半年是否出台第二轮冻结,将决定2026年巴西基建市场的整体景气度。
CBI 观察编辑判断
底稿显示冻结额从15.95亿雷亚尔激增至236.79亿雷亚尔,增幅近15倍,反映巴西财政压力远超预期。CBI认为,国防和城市部成为最大削减对象,表明政府优先权从投资转向财政纪律,中资参与的PAC项目可能首当其冲。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Defesa e Cidades lideram bloqueios no Orçamento de 2026
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Defesa e Cidades lideram bloqueios no Orçamento de 2026
Os Ministérios da Defesa e das Cidades foram as pastas mais afetadas pelo bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026. O governo federal publicou, nesta sexta-feira (29) à noite, o decreto com o detalhamento dos cortes por ministérios e órgãos federais.
Na semana passada, o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento, ampliou de R$ 1,595 bilhão para R$ 23,679 bilhões o bloqueio de despesas federais em 2026. A medida, anunciada pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, busca garantir o cumprimento das metas fiscais e evitar que os gastos públicos superem os limites estabelecidos pelas regras de responsabilidade fiscal.
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Além do bloqueio, o Executivo mantém restrições temporárias para a liberação de recursos, mecanismo conhecido como "faseamento de empenho", que restringe a contratação de despesas e atinge R$ 27,1 bilhões até novembro. Somadas, as medidas chegam a restringir mais de R$ 83 bilhões em recursos até o fim de julho.
Onde estão os cortes
A maior parte do bloqueio recai sobre as chamadas despesas discricionárias (não-obrigatórias) e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que são os gastos que o governo pode administrar ao longo do ano, como investimentos, obras, compras de equipamentos e custeio da máquina pública.
Dos R$ 23,679 bilhões bloqueados, R$ 18,709 bilhões atingem despesas do Poder Executivo, dos quais R$ 9,963 bilhões de gastos discricionários e R$ 8,746 bilhões do PAC. Outros R$ 4,97 bilhões recaem sobre emendas parlamentares.
Entre os ministérios, os maiores cortes ficaram concentrados nas seguintes pastas:
• Ministério da Defesa: R$ 4,363 bilhões;
• Ministério das Cidades: R$ 3,32 bilhões;
• Ministério da Educação: R$ 1,605 bilhão;
• Ministério dos Transportes: R$ 1,5 bilhão;
• Ministério da Fazenda: R$ 1,396 bilhão;
• Ministério da Saúde: R$ 1,002 bilhão.
Na prática, isso significa menos espaço orçamentário para a execução de projetos, contratos e investimentos dessas pastas até nova reavaliação das contas públicas.
Áreas preservadas
Três ministérios ficaram fora do bloqueio neste segundo bimestre: Justiça e Segurança Pública, da Previdência Social e do Trabalho e Emprego.
A preservação dessas áreas indica uma prioridade do governo em manter despesas ligadas à segurança pública, benefícios previdenciários e políticas de emprego. No caso da Previdência, o principal objetivo do bloqueio foi garantir a redução da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O que é faseamento
Além dos bloqueios, o governo está utilizando o chamado faseamento de empenho. O mecanismo não corta recursos, mas limita temporariamente a velocidade com que os órgãos podem assumir novos compromissos financeiros.
A medida funciona como um controle de fluxo de caixa. Se a arrecadação ficar abaixo do esperado, o governo evita empenhar (autorizar o gasto de) recursos antes de confirmar a entrada das receitas.
A restrição de empenho está prevista em R$ 59,866 bilhões até julho. O valor sujeito a esse controle cai para R$ 27,148 bilhões até novembro e para zero em dezembro.
Ao somar o bloqueio de R$ 23,679 bilhões, a restrição chega a R$ 83,545 bilhões até julho e a R$ 50,827 bilhões até novembro.
Emendas atingidas
O bloqueio também alcança R$ 4,97 bilhões em emendas parlamentares de bancada, recursos indicados por deputados e senadores para obras e projetos nos estados.
Nesse caso, será aplicada a Lei Complementar 210/2024, aprovada para regulamentar a execução das emendas parlamentares e ampliar a transparência desses recursos.
Pela lei complementar, as emendas são bloqueadas até a mesma proporção aplicada às demais despesas discricionárias, para cumprir as metas fiscais. No entanto, o Congresso poderá definir as prioridades quando houver necessidade de bloqueio ou contingenciamento, indicando quais programações terão os recursos preservados e quais serão afetadas pelos cortes, dentro dos limites definidos pelo governo.
Próximos passos
Os ministérios e órgãos federais terão até 8 de junho para informar quais programas e ações sofrerão bloqueios dentro dos limites estabelecidos.
O Ministério do Planejamento e Orçamento também informou que continuará monitorando receitas e despesas ao longo do ano e poderá adotar novas medidas caso seja necessário garantir o equilíbrio das contas públicas e o cumprimento da meta fiscal de 2026.
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