巴西资讯巴西宏观市场2026年4月30日
巴西卡车融资计划翻倍至212亿雷亚尔,个体司机还款期延至10年
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Governo melhora condições e dobra crédito para compra de caminhões
巴西政府启动“Move Brasil”第二阶段,融资总额翻倍至212亿雷亚尔,个体卡车司机还款期延至10年、利率降至11.3%,中资卡车及零部件出口商或迎订单窗口。
为什么值得关注
212亿雷亚尔融资计划直接拉动卡车、客车及零部件采购需求,中资出口商面临订单窗口,且个体司机利率降至11.3%降低购车门槛。
巴西联邦政府于4月30日宣布启动“Move Brasil”计划第二阶段,将卡车车队更新融资总额从第一阶段的100亿雷亚尔翻倍至212亿雷亚尔。该计划由BNDES(巴西国家经济社会发展银行)运营,其中67亿雷亚尔由BNDES直接出资,145亿雷亚尔来自国库。新阶段不仅覆盖卡车,还首次纳入公交车、微型客车及挂车、车厢等道路设备。个体卡车司机成为本轮政策重点:还款期限从5年延长至10年,宽限期从6个月增至12个月,利率从14%以上降至11.3%,并预留20亿雷亚尔专项额度。对于在巴西从事商用车贸易、零部件出口或物流基建的中资企业而言,这一政策可能直接拉动车队更新需求。
巴西联邦政府于4月30日在巴西利亚普拉纳尔托宫正式启动“Move Brasil”计划第二阶段,总统卢拉签署两项临时措施(MPs)为该计划提供法律依据。该阶段总融资额达212亿雷亚尔,是2025年底启动的第一阶段(100亿雷亚尔)的两倍多。第一阶段资金在三个多月内通过超1000份融资合同被全部用完,显示出市场对优惠融资的强烈需求。新阶段中,BNDES直接出资67亿雷亚尔,国库出资145亿雷亚尔,每位受益人最高融资额度仍为5000万雷亚尔。除卡车外,公交车、微型客车及挂车、车厢等道路设备也被纳入融资范围。
对于在巴西的中资企业,本轮政策影响集中在三个领域。一是卡车及工程车辆出口:融资条件改善将加速车队更新,中资品牌如比亚迪商用车、福田、重汽等在巴西的经销商可能受益于需求增长。二是零部件供应链:老旧车辆报废换新将带动发动机、变速箱、轮胎等配件需求,中资零部件出口商可关注BNDES合作金融机构的采购清单。三是物流与运输服务:在巴中资物流企业若拥有自有车队,可申请融资以降低购车成本。底稿未提及中资企业直接参与该计划,但通过设备采购和金融合作,间接传导效应明显。
CBI解读认为,该计划的核心逻辑是通过降低个体司机融资门槛来激活占巴西货运量约60%的公路运输业。底稿数据显示,第一阶段个体司机仅获得10亿雷亚尔中的2亿雷亚尔,主要因银行偏好大企业客户。卢拉在仪式上公开要求巴西银行、联邦储蓄银行和BNDES“加快对个体司机的信贷发放”,并直言“穷人应被当作富人对待”。这一政治信号意味着第二阶段预留的20亿雷亚尔个体司机额度可能被更严格执行。此外,融资附带环境可持续性标准——报废旧车可获更低利率——将加速高排放老旧车型退出,符合中国新能源商用车出口的技术优势。
待观察的跟踪点包括:第一,BNDES是否会在5月底前公布合作金融机构名单及具体申请流程,这将决定中资企业能否通过本地经销商或金融合作伙伴接入融资通道。第二,巴西汽车制造商协会(Anfavea)主席卡尔维特表示希望制造商降低车价作为回报,若主要卡车品牌(如大众、奔驰、沃尔沃)降价,可能压缩中资品牌的价格竞争力。第三,利率从14%降至11.3%后,银行实际放贷速度是否改善——第一阶段资金在3个月内耗尽,但个体司机实际获得比例极低,第二阶段执行效率将检验政策落地效果。
CBI 观察编辑判断
事实:首阶段100亿雷亚尔在三个月内被超1000份合同消耗,第二阶段资金翻倍至212亿雷亚尔。CBI认为:市场对低息融资的消化能力已验证,但个体司机实际获贷比例(首阶段仅20%)可能成为本轮执行瓶颈,中资企业需跟踪银行放款数据而非仅关注计划总额。
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- 来源
- Agência Brasil — Economia
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- Governo melhora condições e dobra crédito para compra de caminhões
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- Clara Lin
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Governo melhora condições e dobra crédito para compra de caminhões
O governo federal lançou nesta quinta-feira (30) uma segunda etapa do programa Move Brasil, que financia a renovação da frota de caminhões em condições favoráveis para empresas de transporte rodoviário de carga, cooperativas e caminhoneiros autônomos.
O valor total disponibilizado chega a R$ 21,2 bilhões, mais que o dobro dos R$ 10 bilhões da primeira fase do programa, lançado no fim do ano passado, que foram totalmente consumidos com mais de mil contratos de financiamento em poucos mais de três meses.
A nova fase passa a incluir também o financiamento de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias. Do valor de R$ 21,2 bilhões, serão R$ 6,7 bilhões aportados diretamente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 14,5 bilhões oriundos do Tesouro Nacional.
O BNDES será o operador do programa, que será oferecido em parceria com outras instituições financeiras. O valor máximo financiável por beneficiário continua sendo de R$ 50 milhões.
"Nós resolvemos melhorar as condições, aumentar os prazos de carência, a quantidade de anos para vocês poderem pagar e diminuir a taxa de juros, que ainda é alta", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia de assinatura de duas Medidas Provisórias (MPs) que viabilizam o novo Move Brasil.
Lula pediu celeridade no ritmo de liberação de crédito para os caminhoneiros autônomos pelos bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e o BNDES). Segundo Lula, de R$ 1 bilhão disponibilizado inicialmente, apenas R$ 200 milhões haviam sido liberados, devido à preferência dos bancos por grandes empresas transportadoras.
"Para o gerente de um banco, é muito melhor receber um cliente só para pedir R$ 2 bilhões, do que receber 1 mil clientes para pegar R$ 2 mil, cada um. Eu quero pedir aos bancos públicos: vamos ver se a gente consegue dar um exemplo de que, uma vez na vida, os mais pobres são tratados como os mais ricos”, cobrou Lula.
O presidente destacou especificamente as condições especiais destinadas aos caminhoneiros autônomos, que agora poderão parcelar o financiamento em até 10 anos (120 vezes), com carência de 12 meses. Até então, a carência era de seis meses e o prazo máximo de pagamento era de cinco anos.
Os autônomos contarão com R$ 2 bilhões na nova fase do programa. A taxa de juros, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi reduzida para 11,3%. Antes, eram superiores a 14%.
Ele disse esperar que os fabricantes de ônibus e caminhões consigam reduzir os preços dos veículos e assegurar empregos na indústria, como contrapartidas.
"É fundamental que a gente veja as contrapartidas, a redução no valor dos caminhões, o emprego garantido dos trabalhadores. Na minha analogia do corpo humano, o corpo da economia do país fica saudável em todos os sentidos", disse.
Para o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, o programa promove uma política industrial que não favorece apenas o setor automotivo, mas toda a cadeia econômica do país.
"O caminhão, o ônibus, eles são meios. É uma cadeia muito grande. O caminhão é a carne que chega na mesa do trabalhador e das famílias brasileiras, a fruta fresca que chega no Ceasa. O caminhão é a soja que vai para o porto para a gente exportar. O caminhão é a cana que vai para a usina e a gente faz o etanol", destacou.
Requisitos ambientais
Pelas regras do programa, os financiamentos estarão condicionados ao cumprimento de critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica, incentivando a aquisição de veículos com menor consumo de combustíveis e menores emissões.
"Quem entregar um veículo velho para a reciclagem consegue taxas ainda mais reduzidas", observou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa.
O transporte rodoviário move cerca de 60% das cargas do Brasil, segundo o governo federal, e é considerado crucial para a integração nacional e para o acesso da população a bens e serviços essenciais.
O setor enfrenta, atualmente, elevado grau de obsolescência da frota, o que aumenta custos de manutenção, reduz a eficiência energética, agrava a emissão de poluentes e aumenta riscos operacionais e de segurança. Também vinha experimentando queda expressiva nas vendas nos últimos anos, números que vêm sendo revertidos com o sucesso do novo programa.
Medidas Provisórias
Durante o evento no Palácio do Planalto, Lula assinou duas Medidas Provisórias.
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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de crédito para aquisição de caminhões e ônibus. Foto: Ricardo Stuckert/PR
A primeira, além de viabilizar a ampliação do Move Brasil, autoriza a União a aumentar sua participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) em até R$ 2 bilhões. O objetivo é ampliar a capacidade do fundo de oferecer garantias em operações de crédito, principalmente para micro, pequenas e médias empresas, além de estender os prazos de carência e de pagamento dessas operações.
O FGI tem por finalidade facilitar a obtenção de crédito por micro, pequenas e médias empresas, por meio do compartilhamento do risco das operações com os agentes financeiros. O reforço patrimonial do fundo amplia a capacidade de concessão de garantias, preservando o acesso ao financiamento para empresas viáveis.
A segunda MP, de acordo com o MDIC, cria Crédito Extraordinário, no valor de R$ 17 bilhões, com o intuito de dar cobertura ao aporte de R$ 2 bilhões no FGI, à ampliação do Move Brasil, com recursos de R$ 14,5 bilhões e ao aporte de R$ 500 milhões ao Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), com o propósito de viabilizar a ampliação da oferta de garantias públicas às exportações.
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