巴西资讯巴西宏观市场2026年4月15日
巴西政府提议2027年实现732亿雷亚尔初级财政盈余
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Governo propõe superávit primário de R$ 73 bilhões para 2027
巴西经济团队本周三向国会提交《预算指导方针法案》,提议为2027年设定相当于GDP 0.5%的初级财政盈余目标,但扣除不合规支出后预计最终盈余仅为80亿雷亚尔,若实现将是自2022年以来联邦账户首次转正。
为什么值得关注
此提案标志着巴西公共财政可能迎来转折点,对评估该国主权信用风险和市场稳定性至关重要。
巴西经济团队于本周三(15日)向国会提交了《预算指导方针法案》,为2027年(即下届总统任期的第一年)设定了732亿雷亚尔的初级财政盈余目标,相当于国内生产总值的0.5%。然而,由于政府计划扣除657亿雷亚尔不符合财政规则的支出,预计最终盈余将大幅缩减至80亿雷亚尔。若此目标得以实现,这将是自2022年以来联邦公共账户首次出现正结果,标志着巴西公共财政状况可能出现一个关键的转折点。该提案需经国会批准,并对下届当选总统具有约束力。
根据巴西经济团队提交的《预算指导方针法案》,2027年的初级财政盈余目标设定为732亿雷亚尔,占GDP的0.5%。初级财政盈余是指不计公共债务利息的政府账户收支结果。然而,该目标数字背后存在显著调整:政府计划从计算中扣除657亿雷亚尔被认定为不符合现行财政规则的支出。这一扣除使得预计的实际最终盈余仅为80亿雷亚尔。尽管如此,若这一估计得到确认,仍将意味着联邦账户自2022年以来首次摆脱赤字,转为盈余。
法案同时为联邦支出设定了明确的增长上限。根据提案,2027年联邦政府的总支出上限为2.541万亿雷亚尔。其中,行政部门的支出上限为2.441万亿雷亚尔,而立法、司法等其他权力机构的支出上限合计为1001亿雷亚尔。这些上限是基于新的财政框架规则制定的,该规则将支出的实际增长(即扣除通胀后的增长)限制在收入实际增长的70%以内。根据计算,联邦支出在2027年最多可增长3.3%,但受限于2.5%的实际增长上限,支出将按此较低水平增长直至2030年。
财政框架还包含一项缓冲机制,即允许0.25%的GDP容忍幅度,相当于366亿雷亚尔。这意味着,如果财政收入未达预期,政府甚至可以在下一年出现初级财政赤字,而不会立即违反规则,这为财政管理提供了一定的灵活性。此外,法案中一项缓解公共账户压力的措施是,将39.4%的司法债务(precatórios,即联邦政府已终审判决的债务)纳入了财政目标的计算范围。这一比例超过了相关宪法修正案规定的到2036年每年至少10%的最低要求。尽管如此,目标外的司法债务总额仍高达5780亿雷亚尔,与2026年的预测水平持平。这一策略旨在避免公共账户和债务轨迹的进一步恶化。
回顾本届政府任期,将部分支出排除在财政计算之外的做法已持续存在。在2023年至2025年期间,联邦账户均呈现赤字状态,且预计2026年也将继续出现赤字。此次为2027年设定盈余目标,是试图扭转这一趋势的关键一步。法案还提议将2027年的最低工资标准定为1717雷亚尔。需要明确的是,《预算指导方针法案》主要为下一财年的预算制定总体指导方针,具体的收入和支出细节将在今年8月31日前,随《年度预算法案》的提交而进一步明确。
该提案的最终命运掌握在国会手中,需经其审议批准。更重要的是,该法案的规则将适用于下届当选总统,新任总统在获得议员支持的前提下,有权维持或修改这些财政规则。因此,这份提案不仅是对未来财政目标的设定,更是在财政压力持续、经济增长温和的背景下,为下一届政府勾勒出的公共财政管理框架与挑战。
CBI 观察编辑判断
提案设定的名义盈余目标与扣除不合规支出后的实际预期盈余存在巨大差距,凸显了巴西财政整顿的复杂性与挑战。法案效力取决于国会批准及下届政府执行,未来存在变数。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Governo propõe superávit primário de R$ 73 bilhões para 2027
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Governo propõe superávit primário de R$ 73 bilhões para 2027
A equipe econômica propôs uma meta de superávit primário de R$ 73,2 bilhões para 2027, primeiro ano do próximo mandato presidencial. O valor corresponde a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e foi apresentado no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (15).
Apesar da meta ambiciosa, o resultado efetivo das contas públicas deve ser bem menor. Isso porque o governo prevê descontar R$ 65,7 bilhões em despesas fora das regras fiscais, o que levaria a um superávit final de apenas R$ 8 bilhões. Caso a estimativa se confirme, será o primeiro resultado positivo nas contas federais desde 2022, considerando todos os gastos públicos.
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O superávit primário representa o resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública. Para este ano, o governo prevê um pequeno superávit de R$ 3,5 bilhões pelos critérios oficiais. No entanto, ao considerar os gastos fora do arcabouço fiscal, a previsão é déficit de R$ 59,8 bilhões.
Meta com folga
O arcabouço fiscal ainda prevê uma margem de tolerância de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 36,6 bilhões. Na prática, isso permite que o governo registre até mesmo déficit primário no próximo ano, caso haja frustração de receitas.
A proposta precisará ser aprovada pelo Congresso e valerá para o próximo presidente eleito, que poderá manter ou alterar as regras com aval dos parlamentares.
Exclusões elevadas
Parte do alívio nas contas vem da inclusão de 39,4% dos precatórios, dívidas judiciais da União com sentença definitiva, na meta fiscal. O percentual supera o mínimo de 10% a cada ano até 2036 previsto na emenda constitucional que trata do tema.
Com isso, o volume de despesas fora da meta permanece em R$ 57,8 bilhões, mesmo nível projetado para 2026. A estratégia busca evitar maior deterioração das contas públicas e da trajetória da dívida.
A exclusão de gastos do cálculo fiscal tem sido recorrente desde o início do atual governo, período em que as contas ficaram no vermelho entre 2023 e 2025, com previsão de novo déficit em 2026.
Limites de despesas
Pela regra do arcabouço fiscal que limita o crescimento real (acima da inflação) dos gastos a 70% do crescimento real da receita, as despesas federais poderiam subir até 3,3% em 2027, 5,09% em 2028, 3,88% em 2029 e 3,22% em 2029. No entanto, com o teto de 2,5% de crescimento acima da inflação, as despesas subirão nesse montante até 2030.
Em valores absolutos, o governo federal poderá gastar até R$ 2,541 trilhões em 2027, R$ 2,687 trilhões em 2028, R$ 2,837 trilhões em 2029 e R$ 2,995 trilhões em 2030. Desse total, o Poder Executivo poderá gastar até R$ 2,441 trilhões em 2027, R$ 2,582 trilhões em 2028, R$ 2,725 trilhões em 2029 e R$ 2,877 trilhões em 2030.
Estabelecidos pelo novo arcabouço fiscal, os limites de crescimento dos gastos, na prática, funcionam como um teto de gastos atenuado. Os limites para os demais Poderes – Legislativo, Judiciário, Ministério Público da União e Defensoria Pública da União – ficaram definidos da seguinte forma: R$ 100,1 bilhões em 2027, R$ 105,8 bilhões em 2028, R$ 111,7 bilhões em 2029 e R$ 117,9 bilhões em 2030.
Próximos passos
O PLDO estabelece diretrizes gerais para o Orçamento, mas os detalhes de receitas e despesas serão apresentados até 31 de agosto, com o envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).
A proposta reforça o desafio do próximo governo em equilibrar as contas públicas, em um cenário ainda marcado por pressões fiscais e crescimento moderado da economia.
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