← 返回巴西资讯
巴西资讯巴西宏观市场2026年4月14日

巴西跨东北铁路日铺轨创纪录,中资大宗物流成本有望2027年降

分享

Diretor brasileiro de Itaipu garante tarifa reduzida em 2027

巴西跨东北铁路日施工速度创历史新高,已建成超100公里,第一阶段工程完成81%,预计2027年完工,将大幅降低大豆、玉米等大宗商品物流成本,利好在巴中资农业和矿业企业。

为什么值得关注

跨东北铁路建成将直接降低大豆、玉米、矿石等大宗商品物流成本,影响在巴中资农业和矿业企业的出口利润与竞争力。

巴西东北部最大线性工程——跨东北铁路(Ferrovia Transnordestina)建设提速。4月7日,施工团队在塞阿拉州基塞拉莫宾(Quixeramobim, CE)第5标段单日铺设3.36公里铁轨,完成1.69公里铁路,创下开工以来日施工最高纪录。目前该铁路已建成超100公里,第一阶段工程完成约81%,总规划里程超1200公里,预计2027年全线完工。对于在巴西从事大豆、玉米、矿石等大宗商品贸易的中资企业而言,这条铁路的建成将直接压缩从东北部产区至佩森港(Porto do Pecém)的物流成本。 据巴西整合与区域发展部(Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional)披露,跨东北铁路全长1206公里,连接皮奥伊州埃利塞乌·马丁斯(Eliseu Martins, PI)至塞阿拉州佩森港,途经53个市镇,是巴西在建的最大线性工程。项目已获得98亿雷亚尔投资,总预算为150亿雷亚尔。今年3月,联邦政府批准来自东北发展基金(FDNE)的额外1.524亿雷亚尔拨款以维持施工进度,FDNE累计拨款已超66亿雷亚尔。部长瓦尔迪斯·戈埃斯(Waldez Góes)表示将加速推进,确保这条对东北部物流和就业至关重要的铁路按期完工。 对于在巴中资企业,该铁路的建成将显著改变东北部大宗商品运输格局。目前,大豆、玉米、矿石等货物多依赖公路运输,成本高且受制于路况和油价波动。铁路贯通后,从产区直达佩森港的物流成本预计大幅下降,尤其利好从事农产品出口、矿业投资的中资企业。此外,铁路沿线53个市镇的基建配套和就业增长,也可能为建材、机械、化肥等中资供应商带来新订单。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过物流成本降低和区域经济激活,间接传导效应明确。 CBI解读:底稿显示,跨东北铁路第一阶段工程已完成81%,日施工速度创纪录,表明项目正进入加速期。CBI认为,2027年完工目标具备可行性,但需关注后续资金到位情况——总预算150亿雷亚尔,目前到位98亿,剩余52亿雷亚尔缺口依赖联邦预算和FDNE持续拨款。横向对比巴西其他大型基建项目,如Ferrogrão铁路(规划中)和南北铁路(已部分运营),跨东北铁路的进度和融资模式更具参考价值。中资企业应关注佩森港的配套升级,该港口是铁路终点,也是中巴贸易重要节点。 待观察:1)2025年下半年联邦政府是否追加拨款,以及FDNE下一笔资金释放时间;2)铁路第5标段后续施工速度能否维持日铺轨1.69公里的水平;3)佩森港扩建计划是否与铁路完工时间同步,以避免“路通港堵”的瓶颈。
CBI 观察编辑判断

底稿显示日施工速度创纪录且第一阶段工程完成81%,表明项目进入加速期。CBI认为,2027年完工目标可行,但需关注剩余52亿雷亚尔资金缺口及佩森港配套升级进度。

这条资讯对你有帮助吗?

信息概要

类型
行业趋势
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
中资农业、矿业企业,大宗商品贸易商,建材、机械、化肥供应商
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商出口商
话题
行业趋势投资政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Diretor brasileiro de Itaipu garante tarifa reduzida em 2027
原始语言
葡萄牙语
原文链接
查看原文 →
编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Diretor brasileiro de Itaipu garante tarifa reduzida em 2027

As negociações em torno do Anexo C do Tratado de Itaipu, entre Brasil e Paraguai, caminham para definir uma redução no valor da tarifa de energia gerada pela usina hidrelétrica binacional, uma das maiores do planeta, a partir de 2027. A informação é do diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri, que concedeu entrevista a jornalistas na sede da empresa, em Foz do Iguaçu (PR), nessa segunda-feira (13). Notícias relacionadas: Usina de Itaipu termina montagem de “ilha solar” que vai gerar energia. Itaipu triplica diversidade florestal nos arredores do reservatório. "A ideia é que, no máximo em dezembro desse ano, a gente possa anunciar a tarifa para o ano que vem ou para os próximos anos, depende da negociação e como se monta isso. Mas uma coisa é certa, a partir do ano que vem, seremos a menor tarifa do país", garantiu Verri. O diretor-geral brasileiro lembrou que, em 2024, foi assinada ata entre os dois países prevendo que o valor da tarifa da energia da hidrelétrica consideraria apenas os custos operacionais da usina, ficando entre US$ 10 e US$ 12 por quilowatt/mês (kW/mês). O Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade (Cuse) de Itaipu entre os anos de 2024 e 2026 foi definido previamente em US$ 19,28 kW/mês, aprovado pelo Conselho de Administração da usina. Porém, a tarifa comercializada pelo lado brasileiro é de US$ 17,66 kW/mês, viabilizada por um aporte extra de Itaipu, no valor de US$ 285 milhões, de forma a assegurar a modicidade tarifária. Essa estrutura tarifária está em vigor nos últimos anos por um acordo temporário e vale até o fim dezembro, quando os dois sócios definirão a nova modelagem tarifária. No caso brasileiro, a tarifa de repasse é o valor a ser pago pelas distribuidoras cotistas para aquisição da energia da hidrelétrica, que é comercializada pela Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O Tratado de Itaipu foi firmado entre dois países em 1973 e previa que, após 50 anos, haveria uma revisão do Anexo C, que regula as bases financeiras da usina e as regras para precificação e prestação dos serviços de eletricidade. A geração de energia a partir de Itaipu é igualmente dividida entre Brasil e Paraguai, mas o país vizinho não consome toda a sua cota de 50% e, por isso, tem interesse em aumentar o valor da tarifa. Já do lado brasileiro, o interesse vai no sentido oposto e o objetivo é oferecer energia mais barata aos consumidores. A Itaipu representa cerca de 8% da energia consumida pelo Brasil.     Enio José Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, diz que quanto mais barata for a energia, maior inclusão social - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil "Para nós, política pública é energia barata, porque quanto mais barata for essa energia, mais inclusão social. Energia barata é para dona de casa, para o trabalhador, para o estudante. E para indústria também. Agora, o Paraguai espera esse preço alto para financiar o seu desenvolvimento. Que, sob a ótica do país, não há muito a se discutir também. Coloque-se no lugar de um país que quer se desenvolver", disse Verri. Ao comentar as posições na mesa de negociação, ele afirmou que o Paraguai tem números positivos, está avançando e espera ter a receita de Itaipu para investir na estrutura, na construção. Uma das possibilidades em negociação é que a cota paraguaia da energia gerada pela usina possa ser vendida no mercado livre de energia do Brasil, diretamente para distribuidoras e empresas. Pelo tratado bilateral, as decisões da diretoria de Itaipu, composta por seis diretores brasileiros e seis paraguaios, devem se dar sempre por consenso. "Tem que ter muita negociação e, claro, é preciso muito cuidado no trato", acrescentou. Os termos da revisão do Anexo C estão sendo negociados diretamente pelas altas partes do país, que envolvem chanceleres e ministros de Minas e Energia dos dois lados. Além disso, a revisão do tratado, quando for concluída, ainda precisará ser aprovada pelos parlamentos dos dois países Com 20 unidades geradoras, de 700 megawatts (mW) cada, e 14 mil megawatts (MW) de potência instalada, Itaipu é a terceira maior usina hidrelétrica do planeta em capacidade, mas costuma estar no topo entre as que mais produzem energia anualmente. Responde por 8% da demanda do mercado brasileiro e 78% do mercado paraguaio. Atualização tecnológica Atualmente, a hidrelétrica passa por um processo de atualização tecnológica. Os detalhes foram apresentados durante visita às instalações da usina, a convite da Itaipu Binacional. O plano começou a ser executado em maio de 2022 e prevê 14 anos de implementação, com conclusão em 2035 e cerca de US$ 900 milhões em investimentos totais previstos. Equipamentos eletromecânicos pesados, como turbinas, bem como a própria barragem, com quase 200 anos de vida útil, não são incluídos no projeto, pois, segundo a empresa, estão em excelentes condições e passam por rigorosas manutenções programadas. As mudanças ocorrerão principalmente em equipamentos eletrônicos, alguns ainda analógicos da década de 1980, e nos sistemas computacionais. Também estão previstas a modernização do centro de controle, de cada uma das 20 unidades de geração de energia, a reforma de uma subestação de energia elétrica e a construção de almoxarifados para armazenar equipamentos. A Itaipu Binacional ainda estuda a possibilidade de aumentar a geração de energia, com a eventual instalação de mais duas turbinas, o que demanda complexos estudos de impacto socioambiental e econômico, ou até o aumento da produtividade das atuais unidades geradoras. "Quando elas foram feitas, 20 anos atrás, a ciência estava em um grau. Hoje, a ciência é outra. Então, você pode aumentar a produção ou a produtividade. Estamos preparando uma licitação para contratar um estudo internacional sobre isso", disse Enio Verri.   *A equipe da Agência Brasil viajou a convite da Itaipu Binacional.

觉得有价值?

分享给需要了解巴西市场的朋友

帮助更多中国企业看懂巴西,做成生意

China Brazil Insight · 中巴合作价值链中的信息节点

这条资讯影响你的业务吗?

CBI 提供从信息到行动的完整支持