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巴西资讯巴西税务合规2026年4月14日

巴西税务改革罚款2027年启动,近半发票不合规,中资企业需加速适配

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Diretor brasileiro de Itaipu garante tarifa reduzida em 2027

巴西财政部宣布税务改革罚款自2027年起实施,当前45%发票不合规,服务发票合规率仅3.78%,中资企业需在2026年前完成发票系统调整,避免未来处罚。

为什么值得关注

巴西税务改革罚款时间表明确,2027年起执行,当前近半发票不合规,中资企业需在2026年前完成系统适配,避免未来处罚及运营中断。

巴西财政部于本周四(30日)正式发布消费税改革法规,明确对未适应新税制的企业罚款将从2027年开始执行。据联邦税务局数据,目前巴西近半数发票(45%)仍未符合新税收系统标准,而约1250万家企业已实现合规。对于在巴经营的中资企业而言,这意味着未来两年是关键的适应窗口期,尤其是涉及服务发票(NFS-e)的行业,其合规率仅3.78%,调整压力最大。 巴西财政部与IBS管理委员会本周四联合发布了消费税改革配套法规,标志着改革进入实质性适应阶段。根据联邦税务局统计,当前55%的发票已正确包含新税种信息,但仍有45%的发票不符合将于2026年生效的新系统标准。值得注意的是,服务发票(NFS-e)的合规率仅为3.78%,远低于商品发票,主要障碍在于各市政系统尚未完成调整。财政部长Dario Durigan明确表示,未来三个月未遵守规定的企业将收到通知,但罚款要到2027年才开始,此阶段被定性为“教育期”,旨在引导企业逐步过渡。Simples Nacional框架下的微型和小型企业及个人微型企业家(MEI)目前豁免相关义务。 对于在巴西的中资企业,税务改革直接影响采购、销售及财务合规流程。改革将四种主要消费税整合为联邦层面的CBS和州/市层面的IBS,形成增值税(IVA)模式。2026年起,企业需在发票中标注新税金额(即使尚未实际缴纳),2026年8月标注将变为强制。2027年起逐步开征CBS并废除PIS和Cofins,2029至2032年向IBS过渡,2033年旧税制完全废除。这意味着中资企业需在2026年前完成ERP系统、发票开具软件及税务申报流程的升级,尤其是服务类企业(如工程、咨询、物流)面临市政系统对接的额外挑战。联邦税务局项目负责人Fernando Mombelli强调,目前不会立即处罚,违规者将被通知并有机会整改。另一项目负责人Roni Peterson指出,超过50%的发票已自愿提前标注新税信息,显示部分企业已主动适应。 CBI解读认为,底稿数据表明巴西税务改革已进入不可逆的执行阶段。虽然罚款延迟至2027年,但2026年的强制标注要求将实际推动企业合规。当前服务发票合规率仅3.78%,反映出市政层面系统改造滞后,可能成为中资服务类企业的短期瓶颈。理想IVA税率预计约为26.5%,最终计算将于年底公布,这将直接影响在巴中资企业的综合税负成本。与2019年Pix支付系统推广类似,巴西政府倾向于先教育后处罚,但企业若错过2026年的系统调整窗口,后续整改成本可能更高。 待观察的跟踪点包括:一是2025年底前公布的最终IVA标准税率,若高于26.5%将显著增加制造业和贸易企业的成本;二是市政系统对服务发票的改造进度,尤其是圣保罗、里约等中资集中城市的合规率变化;三是2026年8月强制标注后,联邦税务局是否会提前公布违规处罚细则或过渡期豁免条款。此外,下周起企业和实体可向政府提交法规调整建议,中资行业协会可考虑参与反馈。
CBI 观察编辑判断

底稿显示巴西政府采取‘先教育后处罚’策略,但2026年强制标注将实际倒逼企业合规。CBI认为,服务发票合规率仅3.78%是最大风险点,中资服务类企业需优先与市政系统对接。理想税率26.5%若落地,将推高在巴中资企业综合税负,建议提前测算成本影响。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
税务合规
层级
编辑整理
地点
在巴西经营的中资企业,尤其是服务类企业(工程、咨询、物流)及制造业和贸易企业。
核验
待核验
对象
在巴中资企业税务合规负责人服务行业企业
话题
税务政策合规

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Diretor brasileiro de Itaipu garante tarifa reduzida em 2027
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Diretor brasileiro de Itaipu garante tarifa reduzida em 2027

As negociações em torno do Anexo C do Tratado de Itaipu, entre Brasil e Paraguai, caminham para definir uma redução no valor da tarifa de energia gerada pela usina hidrelétrica binacional, uma das maiores do planeta, a partir de 2027. A informação é do diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri, que concedeu entrevista a jornalistas na sede da empresa, em Foz do Iguaçu (PR), nessa segunda-feira (13). Notícias relacionadas: Usina de Itaipu termina montagem de “ilha solar” que vai gerar energia. Itaipu triplica diversidade florestal nos arredores do reservatório. "A ideia é que, no máximo em dezembro desse ano, a gente possa anunciar a tarifa para o ano que vem ou para os próximos anos, depende da negociação e como se monta isso. Mas uma coisa é certa, a partir do ano que vem, seremos a menor tarifa do país", garantiu Verri. O diretor-geral brasileiro lembrou que, em 2024, foi assinada ata entre os dois países prevendo que o valor da tarifa da energia da hidrelétrica consideraria apenas os custos operacionais da usina, ficando entre US$ 10 e US$ 12 por quilowatt/mês (kW/mês). O Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade (Cuse) de Itaipu entre os anos de 2024 e 2026 foi definido previamente em US$ 19,28 kW/mês, aprovado pelo Conselho de Administração da usina. Porém, a tarifa comercializada pelo lado brasileiro é de US$ 17,66 kW/mês, viabilizada por um aporte extra de Itaipu, no valor de US$ 285 milhões, de forma a assegurar a modicidade tarifária. Essa estrutura tarifária está em vigor nos últimos anos por um acordo temporário e vale até o fim dezembro, quando os dois sócios definirão a nova modelagem tarifária. No caso brasileiro, a tarifa de repasse é o valor a ser pago pelas distribuidoras cotistas para aquisição da energia da hidrelétrica, que é comercializada pela Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O Tratado de Itaipu foi firmado entre dois países em 1973 e previa que, após 50 anos, haveria uma revisão do Anexo C, que regula as bases financeiras da usina e as regras para precificação e prestação dos serviços de eletricidade. A geração de energia a partir de Itaipu é igualmente dividida entre Brasil e Paraguai, mas o país vizinho não consome toda a sua cota de 50% e, por isso, tem interesse em aumentar o valor da tarifa. Já do lado brasileiro, o interesse vai no sentido oposto e o objetivo é oferecer energia mais barata aos consumidores. A Itaipu representa cerca de 8% da energia consumida pelo Brasil.     Enio José Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, diz que quanto mais barata for a energia, maior inclusão social - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil "Para nós, política pública é energia barata, porque quanto mais barata for essa energia, mais inclusão social. Energia barata é para dona de casa, para o trabalhador, para o estudante. E para indústria também. Agora, o Paraguai espera esse preço alto para financiar o seu desenvolvimento. Que, sob a ótica do país, não há muito a se discutir também. Coloque-se no lugar de um país que quer se desenvolver", disse Verri. Ao comentar as posições na mesa de negociação, ele afirmou que o Paraguai tem números positivos, está avançando e espera ter a receita de Itaipu para investir na estrutura, na construção. Uma das possibilidades em negociação é que a cota paraguaia da energia gerada pela usina possa ser vendida no mercado livre de energia do Brasil, diretamente para distribuidoras e empresas. Pelo tratado bilateral, as decisões da diretoria de Itaipu, composta por seis diretores brasileiros e seis paraguaios, devem se dar sempre por consenso. "Tem que ter muita negociação e, claro, é preciso muito cuidado no trato", acrescentou. Os termos da revisão do Anexo C estão sendo negociados diretamente pelas altas partes do país, que envolvem chanceleres e ministros de Minas e Energia dos dois lados. Além disso, a revisão do tratado, quando for concluída, ainda precisará ser aprovada pelos parlamentos dos dois países Com 20 unidades geradoras, de 700 megawatts (mW) cada, e 14 mil megawatts (MW) de potência instalada, Itaipu é a terceira maior usina hidrelétrica do planeta em capacidade, mas costuma estar no topo entre as que mais produzem energia anualmente. Responde por 8% da demanda do mercado brasileiro e 78% do mercado paraguaio. Atualização tecnológica Atualmente, a hidrelétrica passa por um processo de atualização tecnológica. Os detalhes foram apresentados durante visita às instalações da usina, a convite da Itaipu Binacional. O plano começou a ser executado em maio de 2022 e prevê 14 anos de implementação, com conclusão em 2035 e cerca de US$ 900 milhões em investimentos totais previstos. Equipamentos eletromecânicos pesados, como turbinas, bem como a própria barragem, com quase 200 anos de vida útil, não são incluídos no projeto, pois, segundo a empresa, estão em excelentes condições e passam por rigorosas manutenções programadas. As mudanças ocorrerão principalmente em equipamentos eletrônicos, alguns ainda analógicos da década de 1980, e nos sistemas computacionais. Também estão previstas a modernização do centro de controle, de cada uma das 20 unidades de geração de energia, a reforma de uma subestação de energia elétrica e a construção de almoxarifados para armazenar equipamentos. A Itaipu Binacional ainda estuda a possibilidade de aumentar a geração de energia, com a eventual instalação de mais duas turbinas, o que demanda complexos estudos de impacto socioambiental e econômico, ou até o aumento da produtividade das atuais unidades geradoras. "Quando elas foram feitas, 20 anos atrás, a ciência estava em um grau. Hoje, a ciência é outra. Então, você pode aumentar a produção ou a produtividade. Estamos preparando uma licitação para contratar um estudo internacional sobre isso", disse Enio Verri.   *A equipe da Agência Brasil viajou a convite da Itaipu Binacional.

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