巴西资讯巴西税务合规2026年4月10日
巴西2025年税收负担预估升至GDP的32.4%,创历史新高
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Prévia da carga tributária sobe para 32,4% do PIB em 2025
巴西财政部最新数据显示,2025年该国税收负担预估将达国内生产总值的32.4%,较2024年微增0.18个百分点,成为自2010年有统计以来的最高纪录,主要受经济增长、就业正规化及部分税种调整推动。
为什么值得关注
该数据是评估巴西宏观经济环境、财政政策走向及商业成本的关键指标。
巴西财政部于本周五(10日)公布的数据显示,2025年巴西的税收负担(即税收和其他税费占经济的比重)预估已升至国内生产总值的32.4%。这一数值不仅高于2024年的32.22%,也创下了自2010年开始统计该系列数据以来的历史最高纪录。税收负担的上升主要源于经济增长、正规就业增加以及金融交易税率的调整,同时不同税种和政府层级的收入结构也发生了显著变化。
根据巴西财政部公布的详细预估,2025年税收负担达到GDP的32.4%,较2024年增加了0.18个百分点。这一增长的主要驱动力是经济的复苏和劳动力市场的正规化。具体而言,经济增长和正规就业的增加,使得源头扣缴所得税的税收贡献增加了GDP的0.23个百分点,而社会保障相关的税收贡献也增加了0.12个百分点。此外,政府此前提高的金融交易税税率,也为整体税收负担贡献了0.1个百分点的增幅。值得注意的是,这项关于金融交易税的措施曾遭到国会的否决,但最终被巴西联邦最高法院部分维持。尽管整体税负上升,但不同税种的表现呈现分化。与消费密切相关的联邦商品和服务税在GDP中的占比下降了0.02个百分点。在州一级,作为巴西最主要税种的商品和服务流通税,尽管其名义税收额有所增加,但在GDP中的占比却下降了0.09个百分点。巴西财政部解释称,这反映了2025年经济增长的结构更集中于那些不征收该税种或税率较低的行业。相反,在市一级,服务税在GDP中的占比则上升了0.02个百分点,这主要得益于预计2025年服务业将实现2.9%的增长。从政府层级来看,税收收入的分布也在变化。联邦政府的税收负担在2025年预计将上升0.26个百分点,而州级政府的税收负担则下降0.1个百分点,市镇级政府微升0.03个百分点。后者主要受机动车财产税和服务税增长的拉动。从经济活动的分类角度观察,变化趋势更为清晰。将三级政府的相关税收合并计算,商品和服务税总和在GDP中的占比预计将下降0.09个百分点。与之形成对比的是,所得税、利润和资本利得税在GDP中的占比预计将上升0.12个百分点。此外,社会贡献金在GDP中的占比预计将上升0.09个百分点,这主要是由社会保障贡献金的增长所推动,后者从GDP的5.28%升至5.4%,反映了劳动力市场的持续复苏。其他税种如财产税、工资相关税以及对外贸易相关税收,也均有小幅上升。巴西财政部通常在每年三月或四月公布对上一年税收负担的自身估算,此次发布的是对2025年的预估数据。编制这些预估是必要的程序,因为它们将被纳入共和国总统的账目报告中。而由巴西联邦税务局发布的官方最终数据,则要等到今年下半年才会公布。
CBI 观察编辑判断
此次税收负担预估创下历史新高,但其构成揭示了巴西经济结构的微妙变化:直接税(如所得税)和社会贡献的比重上升,而间接税(如流转税)的比重相对下降。这背后既有经济周期和就业市场的影响,也体现了不同层级政府间税收动态的调整。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
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- Prévia da carga tributária sobe para 32,4% do PIB em 2025
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Prévia da carga tributária sobe para 32,4% do PIB em 2025
A prévia da carga tributária (peso dos impostos e demais tributos sobre a economia) subiu para 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, divulgou nesta sexta-feira (10) o Tesouro Nacional. Em 2024, o mesmo indicador tinha atingido 32,22%, diferença de 0,18 ponto percentual.
Esse foi o maior valor da série histórica, que começou em 2010. Segundo o Tesouro, vários fatores pesaram para o aumento da carga tributária. O principal foi o crescimento da economia e do emprego formal, que aumentou a arrecadação de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) em 0,23 ponto percentual do PIB e a arrecadação da Previdência Social em 0,12 ponto percentual.
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A elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também fez a prévia da carga tributária subir 0,1 ponto percentual. No ano passado, o governo elevou o IOF sobre operações cambiais e de crédito e sobre a saída de moeda estrangeira. A medida chegou a ser derrubada pelo Congresso, mas foi parcialmente mantida pelo Supremo Tribunal Federal.
Em contrapartida, a participação dos impostos sobre bens e serviços federais, que incide sobre o consumo, caiu 0,02 ponto percentual em 2025. Embora o valor nominal tenha subido, a participação no PIB recuou.
Em âmbito estadual, a receita do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo que mais arrecada no país e também está relacionado ao consumo, caiu 0,09 ponto percentual do PIB em 2025, mesmo com o aumento nominal da arrecadação. Segundo o Tesouro Nacional, esse movimento reflete a composição do crescimento econômico em 2025, concentrado em setores sobre os quais não há incidência do ICMS ou a incidência é reduzida.
Na esfera municipal, a receita do Imposto sobre Serviços (ISS) subiu 0,02 ponto percentual do PIB, impulsionada pelo crescimento de 2,9% no volume de serviços em 2025.
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Esferas de governo
A carga tributária do governo federal subiu 0,26 ponto percentual em 2025, de 21,34% para 21,6% do PIB. O peso dos impostos estaduais recuou 0,1 ponto, de 8,48% para 8,38% do PIB. Nos governos municipais, a arrecadação de impostos subiu 0,03 ponto percentual, de 2,39% para 2,42% do PIB, puxada por aumentos no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e pelo ISS.
Classificação econômica
Ao somar as três esferas de governo (federal, estadual e municipal), os Impostos sobre bens e serviços caíram 0,09 ponto percentual do PIB em relação a 2024, passando de 13,87% para 13,78%. No entanto, os Impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital subiram de 9,04% para 9,16% do PIB, alta de 0,12 ponto em relação ao ano anterior.
A arrecadação dos impostos sobre a propriedade subiu 0,02 ponto, de 1,71% para 1,73% do PIB. A receita dos impostos sobre a folha de pagamento e a mão de obra subiu 0,01 ponto, de 0,3% para 0,31% do PIB. Por causa do crescimento das importações, os impostos sobre o comércio externo e as transações internacionais avançaram 0,05 ponto, de 0,66% para 0,71% do PIB.
O peso das contribuições sociais sobre o PIB subiu de 6,63% para 6,72% do PIB. A alta de 0,09 ponto percentual foi motivada principalmente pela arrecadação da contribuição para a Previdência Social, que subiu de 5,28% para 5,4% do PIB, puxada pela recuperação do mercado de trabalho.
Em março ou abril, o Tesouro divulga uma estimativa própria da carga tributária do ano anterior. Segundo o Ministério da Fazenda, a elaboração de uma prévia da carga tributária é necessária porque os dados são incluídos na prestação de contas da Presidência da República. O número oficial, divulgado pela Receita Federal, só sai ao longo do segundo semestre.
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