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巴西资讯巴西宏观市场2026年4月23日

巴西邮政2025年亏损85亿雷亚尔,同比增三倍

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Prejuízo dos Correios chega a R$ 8,5 bilhões em 2025

巴西国有邮政Correios在2025年录得85亿雷亚尔亏损,为2024年的三倍多,主要受司法负债和运营成本上升影响,公司已连续14个季度亏损。

为什么值得关注

Correios连续14个季度亏损且亏损额激增,反映其面临电商竞争和成本刚性等结构性危机,可能影响全国邮政服务和政府财政。

巴西国有邮政企业Correios在2025年录得85亿雷亚尔(约合人民币110亿元)的亏损,较2024年26亿雷亚尔的亏损额增长超过三倍。公司总裁Emmanoel Schmidt Rondon在巴西利亚总部记者会上表示,亏损主要源于司法义务准备金和运营成本上升,其中司法负债达64亿雷亚尔,较2024年增长55.12%,主要由劳动诉讼构成。 巴西邮政(Correios)在2025年录得85亿雷亚尔的亏损,是2024年26亿雷亚尔亏损的三倍多。据公司称,结果主要受司法义务准备金和运营成本上升影响。大部分亏损来自司法诉讼,去年给Correios造成64亿雷亚尔损失(较2024年增长55.12%)。司法负债主要由劳动诉讼构成,例如员工要求的危险津贴和外部投递收集活动附加费。2025年毛收入为173亿雷亚尔,同比下降11.35%。公司财报将在《联邦官方公报》上公布。面对亏损累积,公司向债权人寻求资金,并从公共和私人银行获得总计120亿雷亚尔的贷款。自2022年第四季度以来,Correios已连续14个季度出现负业绩。总裁Emmanoel Schmidt Rondon在巴西利亚总部记者会上解释称,这是一个恶性循环:现金流困难导致供应商支付困难,进而影响运营,削弱增加业务量或签订新合同的能力。他还表示,公司无法立即通过削减支出来弥补收入下降,因为成本结构刚性,固定成本占比高。负面业绩发生在Correios业务领域结构性变革时期,电商企业扩展物流业务,不再依赖Correios。竞争现象源于国有企业在通信方式变化后失去邮政市场利基,Rondon称之为“信件去物质化”。Rondon于2025年9月上任,任期至2027年8月,目标是重组国有企业。在纾困措施中,公司推出了两个自愿离职计划(PDV)。2025年版本有3181人参与,少于2024/2025年度的3756人,但申请窗口更短(2025年2月至4月)。Correios还采取措施降低收件、分拣和投递运营成本,重新谈判供应商债务并延长付款期限,开始减少房产占用和网点维护开支。Rondon认为公司从2027年起将呈现正收益,并可能通过重组从融资方获得更多资金。他不考虑私有化可能性,称该议题不在议程上,私有化与否由控制方(联邦政府)决定,当前工作重点是制定恢复管理计划,使公司保持完整、可行、提供良好服务并实现正收益。
CBI 观察编辑判断

Correios的困境凸显了传统国有邮政企业在电商物流冲击和业务结构转型中的脆弱性。公司虽已启动自愿离职和成本削减计划,但司法负债和刚性成本仍是短期扭亏的主要障碍。

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信息概要

类型
企业动态
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
巴西邮政、电商企业、物流行业、中巴贸易相关企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者对巴西感兴趣的普通读者
话题
企业动态行业趋势金融

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Prejuízo dos Correios chega a R$ 8,5 bilhões em 2025
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Prejuízo dos Correios chega a R$ 8,5 bilhões em 2025

Os Correios registraram um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025. O valor é mais de três vezes superior ao verificado em 2024, quando a estatal anunciou prejuízo e R$ 2,6 bilhões.  De acordo com a empresa, o resultado é influenciado, majoritariamente, pelo provisionamento de obrigações judiciais e o aumento de custos operacionais. Notícias relacionadas: Correios: Plano de Demissão Voluntária tem adesão de 30% da meta. CMN autoriza novo empréstimo aos Correios, no valor de R$ 8 bilhões. Lula descarta privatização dos Correios. A maior parte desse valor advém de processos judiciais, que custaram aos Correios R$ 6,4 bilhões no ano passado (55,12% acima de 2024). O passivo na Justiça é formado especialmente por demandas trabalhistas, como os pagamentos reivindicados pelos empregados para receberem adicionais de periculosidade e adicionais pela atividade de distribuição e coleta externa. No ano passado, a receita bruta dos Correios, não considerados os pagamentos que a empresa deveria fazer, foi de R$ 17,3 bilhões (11,35% abaixo de 2024). O balanço da empresa será publicado no Diário Oficial da União. Diante do acúmulo de prejuízos, a empresa buscou credores e recebeu um aporte que totalizou R$ 12 bilhões em empréstimos de bancos públicos e privados. Ciclo vicioso Desde o último trimestre de 2022, os Correios apresentam resultados parciais negativos. No total, a empresa acumula 14 trimestres de ônus.  “É um ciclo vicioso. A dificuldade de caixa gera dificuldade de pagamento ao fornecedor, isso afeta a operação. Ao afetar a operação, a gente macula a capacidade de aumentar o volume [de trabalho] ou de gerar novos contratos”, explicou o presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, em entrevista coletiva na sede da empresa em Brasília. Segundo ele, a estatal também não consegue compensar imediatamente a baixa nas receitas com cortes de gastos.  “A estrutura de custo é muito rígida, e está ancorada em despesas de custos fixos. Quando há uma queda de receita, não se consegue diminuir a despesa no mesmo momento para poder fazer esse equacionamento”, explicou.  Desmaterialização da carta O balanço negativo ocorre em anos de mudança estrutural no campo de atividade dos Correios, quando as empresas de comércio eletrônico expandem sua atividade logística - não mais dependendo dos Correios. O fenômeno concorrencial ocorre após a estatal perder nicho do mercado de postagem com as mudanças das formas de comunicação, o que Rondon chama de “desmaterialização” da carta. Economista por formação, o presidente assumiu o cargo em setembro do ano passado, com mandato até agosto de 2027, com objetivo de reestruturar a estatal. Entre medidas saneadoras, a empresa abriu dois planos de demissão voluntária (PDV). Na edição deste ano, 3.181 aderiram ao desligamento. O volume de adesões foi menor que o obtido no PDV 2024/2025, 3.756 empregados, mas o ingresso no plano só foi possível em prazo menor - entre fevereiro e abril deste ano. Privatização fora de pauta Os Correios adotaram medidas para diminuir custos com as operações de recebimento, distribuição e entrega; renegociaram dívidas com fornecedores e estenderam prazos de pagamento. Também começaram a reduzir gastos com a ocupação de imóveis e com a manutenção de agências. Emmanoel Rondon acredita que a empresa apresente resultados econômicos positivos a partir de 2027 e que, conforme a reestruturação, possa captar mais recursos entre financiadores. Ele não considera a possibilidade de privatização, como defendem correntes de economistas pró-mercado. “Esse assunto não está na pauta aqui. Estamos apresentando os resultados. Privatização ou não é uma decisão do controlador [o governo federal]. O que que a gente quer? Aqui estamos trabalhando em um plano de gestão de recuperação, para que a empresa permaneça íntegra, viável, que preste um bom serviço, dê resultado positivo”, afirmou.

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