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巴西资讯巴西金融监管2026年4月6日

巴西金融市场连续第四周上调2025年通胀预期至4.36%

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Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano

巴西央行本周一发布的《焦点公报》显示,金融市场将2025年通胀预期从4.31%上调至4.36%,主要受中东紧张局势影响,但预期仍处于官方目标区间内,同时维持今年GDP增长1.85%的预期不变。

为什么值得关注

通胀预期连续上调逼近目标上限,可能影响巴西央行未来的利率决策,关乎投资与贸易成本。

巴西中央银行于本周一(4月6日)发布的《焦点公报》显示,金融市场将2025年巴西官方通胀指标——全国广义消费者价格指数的预期从4.31%上调至4.36%。这是该预期连续第四周上调,主要受中东战争引发的紧张局势影响。尽管如此,调整后的预期仍处于巴西国家货币委员会设定的通胀目标区间内。报告同时维持了对2025年国内生产总值增长1.85%的预期。 根据巴西中央银行本周一发布的《焦点公报》,金融市场对2025年巴西官方通胀指标——全国广义消费者价格指数的预期已从4.31%上调至4.36%。这一调整标志着该预期连续第四周上行,报告将主要原因归结为中东战争引发的紧张局势所带来的不确定性。尽管预期持续上调,但4.36%的数值仍处于巴西国家货币委员会设定的通胀目标管理框架之内。该委员会设定的通胀目标为3%,并允许上下各有1.5个百分点的容忍区间,即下限为1.5%,上限为4.5%。 除了对2025年的预期,报告也更新了对更长期通胀前景的看法。金融市场将2027年的通胀预期从3.84%微调至3.85%。对于2028年和2029年,预期通胀率分别为3.6%和3.5%。这些数据反映了市场分析师对巴西中长期价格压力的持续评估。 在经济增长方面,本期《焦点公报》显示,市场对巴西2025年国内生产总值的增长预期维持在1.85%不变。对于2027年,GDP增长预期为1.8%,而对2028年和2029年的增长预期则均为2%。这表明金融机构对巴西经济在未来几年保持温和复苏态势持有相对稳定的看法。 汇率预期方面,市场预测美元兑雷亚尔汇率在2025年底将达到5.40雷亚尔,而到2027年底,汇率预计将进一步升至5.45雷亚尔。这些预期与通胀及增长前景共同构成了金融市场对巴西宏观经济环境的核心判断。 《焦点公报》是巴西央行每周发布的例行报告,汇总了来自主要金融机构和分析师对一系列关键经济指标的预测,是观察市场情绪和预期变化的重要窗口。当前通胀预期的连续上调,尤其是其逐渐接近目标区间上限的趋势,可能对未来巴西央行货币政策委员会的决策产生影响,特别是关于基准利率的调整路径。巴西央行目前使用基准利率作为实现通胀目标的主要货币政策工具。
CBI 观察编辑判断

通胀预期连续第四周上调,显示地缘政治风险(中东局势)正持续对巴西市场情绪构成压力。尽管预期值仍在目标区间内,但已接近4.5%的上限,需密切关注其后续走势及对央行货币政策的影响。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
金融机构、进出口企业、在巴西投资的中国企业、货币政策制定者、大宗商品贸易商
核验
待核验
对象
投资者贸易商金融机构
话题
金融市场政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Notícias relacionadas: Estudo aponta fatores estruturais para inflação de alimentos no Brasil. Mercado eleva previsão da inflação para 4,31% este ano. Prévia da inflação de março fica em 0,44%, pressionada por alimentos. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente. Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto. Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes. Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.  O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril. Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento. No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

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