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2025年中国对巴投资登顶,但工业资本流向亚洲

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Emendas parlamentares e juros da dívida apertam investimentos públicos

CEBC调查显示巴西2025年成为中国最大投资接收国,但资金集中于资源提取,决定未来十年工业布局的资本流向亚洲。在巴中资企业需关注巴西工业化前景的结构性制约。

为什么值得关注

CEBC数据揭示中巴投资结构性分化,直接影响在巴中资制造业企业的布局决策与资源类企业的扩张预期。

巴西利亚方面庆祝了一项最新调查结果:2025年,巴西成为中国海外投资的最大接收国。然而,这份由中巴商业理事会(CEBC)发布的报告同时揭示了一个令巴西政策制定者不安的结构性事实——决定未来十年工业布局的资本并未流向巴西,而是流向了亚洲其他地区。对于在巴西经营的中资企业而言,这一投资流向的分化意味着:资源类投资持续升温,而制造业投资仍面临基础设施、税制和物流等多重瓶颈。

据《圣保罗页报》报道,CEBC的调查数据显示,巴西在2025年跃升为中国海外投资的最大目的地国。这一数字在巴西利亚被官方视为中巴经贸关系深化的积极信号。但报告同时指出,中国对巴投资高度集中于铁矿石、大豆、石油等资源提取领域,而决定未来十年全球工业布局的制造业资本,则持续流向东南亚及南亚地区。

底稿未涉及中资企业在巴西各行业的具体影响,但通过投资流向的结构性分化可以判断间接传导机制:资源类中资企业(矿业、农业、能源)将受益于双边关系升温带来的项目审批便利,但制造业中资企业——尤其是计划将巴西作为区域生产枢纽的汽车、电子、机械企业——仍将面对高税负、复杂劳工法规和供应链配套不足的挑战。相关监管机构如巴西联邦税务局(Receita Federal)、发展工业贸易服务部(MDIC)及环境与可再生资源协会(IBAMA)的审批效率,将直接影响后续投资落地节奏。

底稿显示,中国对巴西投资的增长与亚洲工业投资的集中是同一枚硬币的两面。CBI认为,这一格局短期内难以改变:巴西的资源禀赋决定了其在中国产业链中的上游定位,而亚洲成熟的供应链生态和基础设施网络仍是制造业资本的首选。值得关注的是,巴西政府近期推动的“再工业化”议程(Nova Indústria Brasil)能否通过税收优惠和信贷支持扭转这一趋势,将决定未来五年中巴投资合作的质量。

待观察的跟踪点包括:一、巴西发展工业贸易服务部(MDIC)2026年一季度公布的工业投资激励政策细则;二、CEBC下一年度报告中制造业投资占比是否出现变化;三、巴西国家经济社会发展银行(BNDES)对中资制造业项目的贷款审批节奏。

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信息概要

类型
市场数据
方向
双边
分类
企业动态
层级
编辑整理
地点
在巴资源类中企(矿业、农业、能源)及制造业中企(汽车、电子、机械)
对象
在巴中资企业投资者贸易商
话题
投资行业趋势
查看原文(葡萄牙语)

Emendas parlamentares e juros da dívida apertam investimentos públicos

O Orçamento Federal em 2025 foi marcado pela expansão das emendas parlamentares, especialmente as individuais e de comissões e pelo peso do pagamento dos juros da dívida e das políticas de renúncia fiscal, três elementos que impediram o aumento dos investimentos. As despesas totais da União ficaram na casa dos R$ 5,39 trilhões, aumento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB). Os dados constam do relatório Orçamento e Direitos: Balanço da Execução de Políticas Públicas (2025), divulgado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), nesta terça-feira (14), constata que o setor de políticas sociais, como o combate à violência contra as mulheres, a promoção e garantia dos direitos das crianças, saúde, educação e meio ambiente, foi o que mais sofreu com a redução dos recursos, em prol da manutenção de políticas desiguais que ainda favorecem muito os superricos. Notícias relacionadas: Relator do Orçamento 2025 projeta superávit primário de R$ 15 bilhões. Governo discute solução para R$ 15 bi fora do teto do Orçamento 2025. Dino manda PF investigar emendas parlamentares que somam R$ 694 mi. Embora tenha destacado o avanço em políticas fiscais com impacto distributivo, como o aumento do piso do Imposto de Renda e a taxação de dividendos, o Inesc apontou o limite da capacidade destas medidas em combater a desigualdade. “Enquanto o governo tira com uma mão, na prática, devolve com outra, financiando setores industriais que poluem muito, concentram muita riqueza e não apresentam avanços tecnológicos e sociais”, diz o texto. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O documento aponta avanço dos recursos federias nas áreas sociais, ambientais e de promoção de direitos humanos, em 2025. Mas permaneceram limitados por regras fiscais restritivas. Elas pressionaram os recursos para executar programas e ampliar políticas públicas, como as relacionadas a programas sociais. "A narrativa da austeridade se tornou hegemônica nas últimas décadas, voltada para cortes dos gastos primários, especialmente os que financiam as dívidas públicas e estão acima de esquerda e direita", diz Teresa Ruas, cientista política especializa em políticas fiscais e assessora no Inesc, e uma das responsáveis pelo relatório. O estudo reúne análises de nove áreas acompanhadas pelo Inesc: panorama econômico, educação, cidades, transição energética, meio ambiente e clima, quilombolas, igualdade racial, mulheres e crianças e adolescentes e pode ser conferido no site do instituto. Para o Inesc, a combinação de juros elevados, regras fiscais restritivas e renúncias tributárias expressivas é a prova de que o país precisa corrigir essas distorções no orçamento se quiser ampliar políticas públicas que reduzam as desigualdades. Emendas parlamentares Segundo o Inesc, a expansão das emendas parlamentares representa um dos fenômenos mais relevantes da dinâmica orçamentária federal, “o que causa um problema para o planejamento público ao favorecer medidas de caráter mais pontual e com maior retorno político. Isso tem se espalhado inclusive para tipos de emenda que deveriam ter um caráter mais programático, como as emendas de comissão”. O relatório indica que esses recursos passaram a ocupar uma parcela expressiva do gasto discricionário e deslocam do Executivo para o Legislativo parte importante das decisões sobre prioridades orçamentárias. “As emendas parlamentares somaram R$ 45 bilhões em 2025, o que equivale a 20% das despesas discricionárias e altera significativamente a dinâmica de planejamento e execução do orçamento público”. Juros Os gastos com juros da dívida interna seguem priorizado pelo governo. Eles tendem a se manter em patamar elevado enquanto os juros básicos permanecerem altos, a 15% ao ano, maior valor desde 2006. “Não adianta liberar espaço fiscal nas contas primárias, se a política de juros altos continua encarecendo a dívida pública. A conta jamais fechará. Enquanto isso, o espaço no Orçamento para o financiamento de direitos se torna cada vez mais restrito", analisa Ruas. Em 2025, R$ 371,7 bilhões foram destinados ao pagamento de juros da dívida, enquanto os investimentos públicos federais representaram apenas 20% deste valor, com R$ 70,8 bilhões. Os recursos para investimentos são os que garantem obras de infraestrutura como novos hospitais, universidades, rodovias e redes de saneamento. Outros R$ 42 bilhões são destinados a execução de políticas públicas e compõe o que se chama de gastos discricionários, que sofrem diretamente com os limites do Novo Arcabouço Fiscal. O maior volume de recursos segue os destinados às despesas obrigatórias, como o salário dos servidores e dos aposentados e dos pisos constitucionais da saúde e educação, essenciais para garantir que a máquina pública funcione, que o Sistema Único de Saúde (SUS) atenda e que nossas universidades formem força de trabalho e produzam ciência de ponta. "A disputa em torno da política monetária e dos juros se estabelece em torno da narrativa do controle da inflação. Existe um conteúdo político para além e esse cenário pode nos dizer muito desse conteúdo. Nos juros da dívida existe muito dessa narrativa, ligada ao mercado financeiro e a esse processo de financeirização. Ao mesmo tempo o setor produtivo disputa esses juros", diz Ruas. Renúncias fiscais As renúncias fiscais surgiram como uma estratégia para fomentar setores com alto potencial de geração de emprego ou crescimento estratégico para os interesses do país. Alinhadas como gastos tributários se manifestam como benefícios e isenções tributárias e representaram R$ 544 bilhões, em 2025, o equivalente a 4,8% do PIB e a cerca de 24% de toda a arrecadação da União. Teresa Ruas aponta que, embora o governo tenha sinalizado na direção dessa revisão, ela favorece grupos ligados ao capital e representa uma disputa difícil, especialmente para um ano eleitoral. "Os benefícios fiscais têm de ter critérios para além do econômico, como agenda climática e direitos humanos, por exemplo. Há a necessidade de uma revisão estrutural dessas políticas de austeridade, que transcendem governos. As prioridades tem de ser coletivas", conclui a pesquisadora.

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