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巴西资讯巴西宏观市场2026年6月10日

巴西建筑业2024年雇佣250万人,基础设施领域公共需求占比近半

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Construção empregou 2,5 milhões e pagou média de 2,1 salários mínimos

IBGE数据显示,2024年巴西建筑业雇佣250万人,总产值5225亿雷亚尔,基础设施领域公共需求占比48.2%,市场高度分散,劳动力成本占比最高。

为什么值得关注

巴西建筑业2024年数据揭示基础设施领域公共需求占比48.2%,市场高度分散,劳动力成本占比30.7%,直接影响在巴中资建筑企业、建材供应商及工程承包商的采购、合规与投资决策。

巴西国家地理与统计研究所(IBGE)本周三发布的年度建筑业调查显示,2024年巴西建筑业共雇佣250万人,平均月薪为最低工资的2.1倍。该行业共有19.1万家企业,支付工资总额达956亿雷亚尔。调查涵盖三大活动领域:建筑施工(住宅、商业、工业及翻新)、基础设施工程(桥梁、公路、广场等)以及专业建筑服务(如油漆、电气安装)。其中建筑施工企业雇佣人数最多(89.48万人,占35.7%),但基础设施企业平均员工数最高(39人/家),且平均工资最高(2.6倍最低工资)。2024年建筑业总产值达5225亿雷亚尔,基础设施领域占比最高(2009亿雷亚尔),其次为建筑施工(1989亿雷亚尔)和专业服务(1228亿雷亚尔)。行业集中度指标RC8为3.1%,表明市场分散。成本方面,劳动力成本占比最高(30.7%),其次为中间消耗(22.5%)、建筑材料(22.3%)等。公共部门占建筑业总需求的33%,在基础设施领域占比达48.2%。IBGE分析师指出,这凸显了公共部门对建筑业的重要性。 巴西国家地理与统计研究所(IBGE)发布的年度建筑业调查显示,2024年巴西建筑业共雇佣250万人,平均月薪为最低工资的2.1倍。该行业共有19.1万家企业,支付工资总额达956亿雷亚尔。调查涵盖三大活动领域:建筑施工(住宅、商业、工业及翻新)、基础设施工程(桥梁、公路、广场等)以及专业建筑服务(如油漆、电气安装)。其中建筑施工企业雇佣人数最多(89.48万人,占35.7%),但基础设施企业平均员工数最高(39人/家),且平均工资最高(2.6倍最低工资)。2024年建筑业总产值达5225亿雷亚尔,基础设施领域占比最高(2009亿雷亚尔),其次为建筑施工(1989亿雷亚尔)和专业服务(1228亿雷亚尔)。行业集中度指标RC8为3.1%,表明市场分散。成本方面,劳动力成本占比最高(30.7%),其次为中间消耗(22.5%)、建筑材料(22.3%)等。公共部门占建筑业总需求的33%,在基础设施领域占比达48.2%。IBGE分析师指出,这凸显了公共部门对建筑业的重要性。 对于在巴西从事基础设施、住宅建设或建材供应的中资企业而言,该数据提供了关键市场信号。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过以下机制间接传导:首先,基础设施领域公共需求占比48.2%,意味着政府招标和公共工程合同是核心增长引擎,中资企业需关注联邦、州及市级公共采购规则(如Lei de Licitações)及合规要求。其次,劳动力成本占比30.7%,且平均工资为最低工资2.1倍,暗示用工成本压力持续,中资企业需评估本地劳工法规(CLT)及工会谈判影响。第三,行业集中度仅3.1%,市场高度分散,为中小型中资建筑企业或分包商提供了进入机会,但需注意与本地企业竞争及资质认证(如CREA注册)。此外,建筑材料成本占比22.3%,中资建材出口商可关注价格波动及物流成本。 CBI解读:底稿显示巴西建筑业在2024年保持强劲就业和产值增长,基础设施领域是最大产值来源(2009亿雷亚尔),且公共部门需求占比近半,表明政府投资仍是行业主要驱动力。CBI认为,这一结构对中资企业具有双重含义:一方面,公共工程招标的透明度和支付周期需重点评估;另一方面,市场分散意味着中资企业可通过并购或合资快速获取本地资质和项目资源。CBI观察,巴西近期推进的“加速增长计划”(PAC)可能进一步拉动基础设施投资,但需关注财政约束和利率环境对公共支出的影响。 待观察:1)巴西联邦政府2025年基础设施预算执行进度及PAC项目招标时间表;2)最低工资调整对建筑业劳动力成本的传导效应(2025年最低工资已上调至1518雷亚尔);3)建筑材料价格指数(如INCC-M)变动趋势,特别是水泥、钢材等关键投入品价格。
CBI 观察编辑判断

底稿显示巴西建筑业基础设施领域公共需求占比48.2%,市场集中度仅3.1%。CBI认为,中资企业应重点关注公共工程招标周期及支付风险,同时利用市场分散特点通过并购或合资快速切入。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
基础设施、住宅建设、建材供应领域的中资企业及分包商
核验
待核验
对象
在巴中资建筑企业建材出口商工程承包商
话题
行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Construção empregou 2,5 milhões e pagou média de 2,1 salários mínimos
原始语言
葡萄牙语
原文链接
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Construção empregou 2,5 milhões e pagou média de 2,1 salários mínimos

A indústria da construção civil no Brasil ocupava 2,5 milhões de pessoas em 2024 e pagava remuneração média de 2,1 salários mínimos. Eram 191 mil empresas que injetavam R$ 95,6 bilhões nos bolsos dos trabalhadores. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual da Indústria da Construção, divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Notícias relacionadas: Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo. Desemprego chega a 5,8% no trimestre encerrado em abril, diz IBGE. Brasil fecha 2025 com aumento de 5% no estoque de empregos. O levantamento traz informações de empresas de três grandes grupos de atividade: construção de edifícios (inclui residenciais, comerciais, industriais e reformas); obras de infraestrutura, como pontes, rodovias e praças; e serviços especializados para construção, que englobam pintura e instalação elétrica, por exemplo. A edição de 2024 do levantamento absorveu mudanças de metodologia, de forma que o IBGE não aplica comparações com anos anteriores. A série histórica anterior era iniciada em 2007. Onde estão os empregos O levantamento revela que as empresas classificadas no grupo construção de edifícios são as maiores empregadoras. Nesses empreendimentos estão 894,8 mil pessoas, o que representa 35,7% dos ocupados. Logo em seguida figuram as firmas de serviços especializados, com 34,4% da mão de obra do setor. Já as obras de infraestrutura empregavam 29,9% dos trabalhadores em 2024. Apesar de estarem no grupo com o menor número de ocupados, as empresas de obras de infraestrutura têm a maior média de funcionários por empresa: 39 pessoas. Nos empreendimentos destinados à construção de edifícios, o contingente médio é de 13 trabalhadores. Nos de serviços especializados, oito funcionários. Salários As companhias que trabalham com obras de infraestrutura são as que pagam maiores remunerações, com média de 2,6 salários mínimos. As empresas de atuam na construção de edifícios pagaram 1,9 salário mínimo, à frente das de serviços especializados (1,8). Em 2024, o salário mínimo nacional era R$ 1.412. Arte/Agência Brasil Valor de obra Os pesquisadores do IBGE chegaram ao valor total de incorporações, obra e serviços de construção, que alcançou R$ 522,5 bilhões em 2024. Veja o valor de obra por segmento: Infraestrutura: R$ 200,9 bilhões; Construção de edifícios: R$ 1989 bilhões; Serviços especializados: R$ 122,8 bilhões. Com os dados sobre valor de obra, a pesquisa chegou ao RC8, indicador que aponta o tamanho do mercado abocanhado (grau de concentração) pelas oito principais empresas do setor, que ficou em 3,1%. Esse patamar indica uma indústria pouco concentrada, sem monopólios. Obras entregues A pesquisa revela os principais empreendimentos entregues no país pelo setor de construção civil em relação ao valor de obra. Confira o ranking: Rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais: 22,8%; Obras residenciais: 22,2%; Serviços especializados para construção: 19,2% Obras de infraestrutura para energia elétrica, telecomunicações, água, esgoto e transporte por dutos: 12,8%; Edificações industriais, comerciais e outras edificações não residenciais: 10,7%; Construção de outras obras de infraestrutura: 10,5%; Incorporação de imóveis construídos por outras empresas: 1,9%. Custos Sob a ótima dos custos, a mão de obra é o que mais pesa no orçamento das empresas, com 30,7% do total. Logo em seguida, a maior fatia ficou com o chamado "consumo intermediário", que reúne despesas operacionais como combustíveis, manutenção, aluguéis de máquinas e serviços prestados por terceiros (excetuando materiais e empreiteiras), respondendo por 22,5%. Os demais custos foram materiais de construção (22,3%), demais despesas ─ compostas por impostos, taxas, custos com terrenos, depreciação e gastos financeiros ─ (14,7%) e obras e serviços contratados a terceiros (9,7%). Contratantes de obras De acordo com o IBGE, de cada R$ 3 em valor de obra em 2024, R$ 1 foi demandado pelo setor público, ou seja, 33%, cabendo 67% à iniciativa privada. No caso específico das obras de infraestrutura, o setor público representa 48,2% da demanda por construção. Na atividade construção de edifícios, a participação dos governos como contratante se reduz a 22,9%. Em serviços especializados, 19,5%. Para o analista do IBGE Marcelo Miranda Freire de Melo, esses dados revelam a relevância do setor público para a construção civil no país. “Essa demanda está muito concentrada no segmento de obras de infraestrutura, onde quase metade da demanda é feita pelo setor público. Nos outros dois segmentos, essa relevância do setor público é um pouco menor, a grande parte é o setor privado”, avalia.

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