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巴西资讯巴西金融监管2026年6月22日

巴西通胀预期15周连涨突破上限,Selic利率2026年或达14%

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Mercado eleva projeção de inflação e vê Selic em 14% ao ano em 2026

巴西央行Focus公报显示,2026年通胀预期连续第15周上调至5.33%,突破4.5%目标上限;市场同步将2026年底Selic利率预期上调至14%。在巴中资企业面临融资成本上升、消费市场收缩及汇率波动三重压力。

为什么值得关注

通胀预期连续突破目标上限且利率预期上调,直接推高在巴中资企业融资成本、抑制消费市场,并加剧雷亚尔汇率波动风险。

巴西央行本周一(22日)发布的Focus公报显示,金融市场将2026年全国广义消费者价格指数(IPCA)预测从5.3%上调至5.33%,连续第15周上调通胀预期,已突破国家货币委员会(CMN)设定的4.5%目标上限。同时,市场将2026年底Selic基准利率预期从13.75%上调至14%,当前利率为14.25%。对于在巴西经营的中资企业而言,这意味着信贷成本持续高企、终端消费可能进一步承压,同时雷亚尔兑美元汇率预期维持在5.20水平,资金跨境流动成本与汇兑风险不容忽视。

根据巴西央行本周一(22日)发布的Focus公报,金融市场将2026年巴西全国广义消费者价格指数(IPCA)预测从5.3%上调至5.33%,连续第15周上调通胀预期,已突破央行目标区间上限(4.5%)。同时,市场将2026年底的Selic基准利率预期从13.75%上调至14%。当前Selic利率为14.25%,央行货币政策委员会(Copom)上周第三次降息25个基点。2027年和2028年Selic预期分别为12%和10.25%,2029年为10%。2027年通胀预期从4.1%升至4.15%,2028年和2029年分别为3.7%和3.5%。此外,2026年GDP增长预期从1.96%微调至1.98%,2027年维持在1.7%,2028年和2029年均为2%。年底美元汇率预期为5.20雷亚尔,2027年底为5.27雷亚尔。

对于在巴中资企业,本轮通胀与利率预期上调的影响主要体现在三个层面。首先,融资成本方面,Selic利率长期维持在14%以上,意味着企业贷款、债券发行及供应链融资的实际利率处于全球高位,中资制造业、基建和农业企业的巴西子公司将面临更高的财务费用。其次,消费市场方面,高利率抑制居民信贷与消费意愿,直接影响中资品牌消费品、电子产品和汽车在巴西的终端销售。第三,汇率方面,雷亚尔兑美元预期在5.20至5.27区间波动,对于以美元计价进口原材料或向国内汇回利润的中资企业,汇兑损失风险持续存在。底稿未涉及中资企业直接影响的具体案例,但通过利率-信贷-消费的传导机制,上述行业的中资企业均将受到间接冲击。

CBI解读:底稿显示,市场对巴西控制通胀的信心正在减弱——通胀预期连续15周上调且突破目标上限,而Copom上周仍选择降息25个基点,两者形成背离。CBI认为,这种背离可能迫使Copom在8月4日至5日的会议上暂停降息周期,甚至不排除未来重新加息的可能性。底稿数据表明,2027年通胀预期仍高达4.15%,远高于3%的目标中值,这意味着巴西高利率环境可能至少持续至2027年。CBI观察,这与2025年6月至2026年3月Selic维持在15%的历史高位形成对比,当时降息空间因中东战争导致的燃料和食品价格上涨而受限。当前中东停火协议虽已宣布,但条款不确定性仍在,通胀上行风险并未消除。

待观察:第一,8月4日至5日Copom会议是否如市场预期进行今年最后一次降息,以及会后声明对通胀前景的措辞变化。第二,7月IPCA月度数据(预计8月中旬公布)是否继续受食品价格推动而走高,这将直接影响市场对2026年通胀预期的进一步修正。第三,巴西央行是否会在8月Focus公报中调整对2026年Selic利率的预测,若继续上调至14%以上,将确认高利率环境的长期化。

CBI 观察编辑判断

事实:通胀预期连续15周上调至5.33%,突破4.5%上限;市场将2026年底Selic预期上调至14%。CBI认为,Copom上周降息与市场通胀预期上行形成背离,可能迫使央行在8月会议暂停降息。CBI观察,2027年通胀预期仍达4.15%,高利率环境至少持续至2027年,中资企业需提前调整融资与定价策略。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资制造业、基建、农业、消费品及汽车企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者金融机构
话题
金融政策

来源信息

来源
巴西中央银行(Banco Central do Brasil)
类型
官方发布
原文标题
Mercado eleva projeção de inflação e vê Selic em 14% ao ano em 2026
原始语言
葡萄牙语
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编辑团队

撰稿
Clara Lin
编辑
Rafael Wang
事实核查
Victor Hu
审校
Helena Li
执行编辑
Bo Feng
来源网站
巴西中央银行(Banco Central do Brasil)
原始语言
葡萄牙语
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Mercado eleva projeção de inflação e vê Selic em 14% ao ano em 2026

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,3% para 5,33% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Mesmo após o anúncio de acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, que vem pressionando o preço dos combustíveis e de alimentos, a previsão para o IPCA até o fim deste ano foi elevada pela décima quinta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Notícias relacionadas: INPC, inflação usada para reajustar salários, soma 4,42% em 12 meses. Inflação de maio fica em 0,58%, influenciada por preço dos alimentos. Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação. Para 2027, a projeção da inflação subiu de 4,1% para 4,15%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,7% e 3,5%, respectivamente. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela terceira vez seguida, apesar das tensões em torno do fim da guerra no Oriente Médio. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificultou a queda da taxa em ritmo mais elevado. Nessa reunião, o Copom apontou a permanência de incertezas sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados e as consequências dos efeitos já materializados como determinantes para a decisão de reduzir a Selic. O comitê informou ainda que o tamanho total do ajuste dos juros dependerá dos próximos dados econômicos, com o objetivo de garantir que a inflação volte à meta. Nesta edição do Focus, os analistas de mercado elevaram a estimativa para a taxa básica até o fim de 2026, de 13,75% ao ano para 14% ao ano. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 4 e 5 de agosto, quando, para o mercado, deverá ocorrer a última redução do juro no ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano. Quando o juro sobe ou fica alto por muito tempo, o crédito encarece, ficando mais caro para quem compra no cartão, nas parcelas de produtos e no financiamento de imóveis, levando a uma perda de força no consumo. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,96% para 1,98%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento. No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,27.

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