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巴西资讯巴西金融监管2026年6月18日

巴西央行连续第三次降息至14.25%,中资企业融资成本缓释但通胀风险仍高

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Copom reduz taxa Selic para 14,25% ao ano

巴西央行本周三将Selic利率下调0.25个百分点至14.25%,为连续第三次降息;尽管通胀预期仍远高于目标,中东冲突与国内经济韧性使决策层保持谨慎,在巴中资企业短期信贷成本下降,但需关注2026年通胀预测5.30%对长期融资环境的压力。

为什么值得关注

Selic利率连续三次下调至14.25%,直接降低在巴中资企业雷亚尔融资成本,但通胀预期高企(2026年5.30%)限制未来降息空间,企业需在短期利好与中长期风险间平衡。

巴西中央银行货币政策委员会(Copom)于本周三(17日)将基准利率Selic下调0.25个百分点,从14.50%降至14.25%每年,这是委员会连续第三次降息。此前,Selic自2025年6月至今年3月一直维持在15%每年,为近20年来的最高水平。此次降息发生在通胀有所回落但中东冲突推高燃料和食品价格的背景下,委员会强调停火协议的不确定性是决策关键因素。对于在巴西经营的中资企业而言,利率下调意味着雷亚尔融资成本边际改善,但2026年和2027年通胀预测分别高达5.30%和4.10%,远高于3%的目标,中长期信贷环境仍面临不确定性。

巴西央行本周三宣布将Selic利率下调25个基点至14.25%,延续了今年3月开启的降息周期。底稿显示,Copom指出中东冲突停火协议的不确定性以及已显现的冲突后果是决定降息的关键因素,同时强调当前环境要求新兴国家保持谨慎,因为资产和大宗商品价格波动加剧。在国内方面,第一季度经济活动加速,劳动力市场依然有韧性,但通胀预期上升——2026年和2027年通胀预测分别为5.30%和4.10%,远高于国家货币委员会(CMN)设定的3%目标(容忍区间1.50%至4.50%)。委员会表示,将根据未来经济数据决定进一步调整的幅度,以确保通胀在2028年第一季度回归目标。

对于在巴中资企业,此次降息直接影响信贷成本和消费动力。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过利率传导机制,Selic下调将降低雷亚尔计价的贷款基准利率,利好依赖本地融资的基础设施、制造业和农业领域的中资项目。同时,消费信贷成本下降可能刺激内需,对面向巴西市场的消费品和电商企业形成短期支撑。然而,通胀预期高企意味着巴西央行未来降息空间有限,且中东冲突对燃料和食品价格的冲击可能随时逆转宽松节奏。中资企业需关注巴西央行后续会议声明,尤其是对通胀容忍度的表述变化。

CBI解读:底稿显示巴西央行在通胀远高于目标的情况下仍坚持降息,表明决策层更关注经济活动放缓风险而非短期价格压力。CBI认为,这一权衡对中资企业是把双刃剑——短期融资成本下降有助于缓解现金流压力,但若通胀失控导致央行被迫暂停甚至逆转降息,企业将面临利率波动风险。此外,中东冲突对大宗商品价格的影响可能通过成本端传导至在巴中资企业的采购和物流环节,尤其是依赖进口燃料和食品原料的行业。

待观察:一是Copom下一次会议(预计8月)是否会继续降息,以及降息幅度是否维持25个基点;二是2026年通胀预测5.30%是否会在后续季度上修,若突破6%可能触发央行暂停宽松;三是中东停火协议进展对燃料价格的短期影响,这将直接决定巴西通胀路径。

CBI 观察编辑判断

底稿显示巴西央行在通胀远高于目标(2026年预测5.30% vs 目标3%)的情况下仍降息,表明其优先支持经济活动。CBI认为,这一决策对中资企业短期有利,但若中东冲突推高燃料价格导致通胀反弹,央行可能被迫暂停降息,企业应提前锁定融资利率并评估汇率风险。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业,尤其是基础设施、制造业、农业及消费品电商领域。
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者金融机构
话题
金融政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Copom reduz taxa Selic para 14,25% ao ano
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Copom reduz taxa Selic para 14,25% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (17) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, que passará de 14,50% para 14,25% ao ano. Esta é a terceira vez consecutiva que o comitê reduz os juros. Notícias relacionadas: Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic. O BC utiliza a Selic, os juros básicos da economia, como um instrumento para reduzir o ritmo da atividade econômica e, com isso, tentar controlar a inflação. Quando o juro sobe ou fica alto por muito tempo, o crédito encarece, ficando mais caro para quem compra no cartão, nas parcelas de produtos e no financiamento de imóveis, levando a uma perda de força no consumo. Quando há redução, a perspectiva é de estímulo para a economia e de um menor risco de descontrole nos preços. Na reunião anterior, em abril, o comitê apontou como justificativa para um ritmo menor na queda dos juros as incertezas sobre os desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e as expectativas para inflação em alta por período mais prolongado. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa.  Consequências do conflito O Copom apontou a permanência de incertezas sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências dos efeitos já materializados desses conflitos como determinantes para a decisão de cortar a taxa de juros. Segundo a instituição, o cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities. “No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, disse o Copom em comunicado. Em relação ao ambiente doméstico, o comitê disse que o conjunto dos indicadores mostra aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano, “com setores mais cíclicos voltando a desempenhar papel significativo, e mercado de trabalho ainda com sinais de resiliência.” Nesse cenário, as expectativas de inflação cheia aceleraram, distanciando-se da meta para a inflação, inclusive superando o limite superior da banda, com projeções de inflação para 2026 e 2027, apuradas pela pesquisa Focus, situando-se em 5,30% e 4,10%, respectivamente. A meta para a inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o período iniciado em janeiro de 2025 é 3%, com intervalo de tolerância de menos 1,50 ponto percentual e mais 1,50 ponto percentual, isto é, de 1,50% a 4,50%.  “O comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza", diz o comunicado. Segundo o comitê, os indicadores correntes de atividade econômica mostram recuperação em relação ao último trimestre de 2025, mantendo-se consistentes com uma trajetória de desaceleração no acumulado de 2026, mas que o cenário segue sendo marcado por "expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, e pressões no mercado de trabalho”. O comitê informou ainda que o tamanho total do ajuste dos juros dependerá dos próximos dados econômicos, com o objetivo de garantir que a inflação volte à meta.  “Nessas condições, o Comitê avalia que trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos”, disse o Copom.   Matéria ampliada às 19h58

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