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巴西资讯巴西金融监管2026年6月16日

巴西利率预期再上调至13.75%,中资企业融资成本与汇率风险双升

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Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano

金融市场连续第二周上调2026年底Selic预期至13.75%,通胀持续突破目标上限;Copom本周会议料维持14.5%不变,中资企业需关注信贷收紧与雷亚尔贬值压力。

为什么值得关注

Selic预期上调至13.75%,直接推高在巴中资企业融资成本,影响基建、制造业和农业投资决策。

本周一(16日)巴西央行发布的Focus公报显示,金融市场连续第二周上调基准利率Selic预期,分析师对2026年底的利率预测从13.5%升至13.75%。当前Selic为14.5%,市场预计本周二至周三(16-17日)召开的Copom(巴西央行货币政策委员会)会议将维持该水平不变。通胀方面,2026年IPCA(全国广义消费者价格指数)预期从5.11%升至5.3%,连续第14周上调,已突破央行4.5%的目标上限。对于在巴西经营的中资企业,利率预期上调意味着融资成本上升、信贷条件收紧,同时美元兑雷亚尔汇率预期(2026年底5.20)进一步增加了跨境资金管理的复杂性。 根据巴西央行每周发布的Focus公报,金融市场分析师将2026年底Selic预期从此前的13.5%上调至13.75%,为连续第二周上调。对于2027年和2028年,预计Selic将分别降至12%和10.25%,2029年进一步降至10%。本周Copom会议市场普遍预期维持14.5%不变,此前4月会议委员会一致决定降息0.25个百分点,为连续第二次降息。值得注意的是,从2025年6月到今年3月,Selic一直维持在15%,为近20年最高水平。通胀方面,市场对2026年IPCA的预测从5.11%升至5.3%,连续第14周上调,5月食品价格推高官方通胀至0.58%,12个月累计IPCA为4.72%,已超出央行4.5%的目标上限。GDP增长预期(2026年)从1.91%微调至1.96%,美元汇率预期(2026年底)为5.20雷亚尔,2027年底为5.25雷亚尔。 对于在巴西的中资企业,Selic预期上调直接影响信贷成本和融资环境。当Selic处于高位时,银行信贷利率随之上升,企业贷款成本增加,尤其是依赖本地融资的基建、制造业和农业领域的中资企业将面临更大的资金压力。同时,高利率抑制消费需求,可能影响面向巴西市场的消费品出口和零售业务。通胀持续突破目标上限,意味着食品、燃料等基础商品价格上涨,中资企业在采购原材料和物流成本方面将承压。美元汇率预期走高(5.20雷亚尔)对进口依赖型中资企业(如机械设备、电子产品)构成成本压力,而对出口型企业(如农产品、矿产)则可能带来汇兑收益,但需警惕雷亚尔贬值带来的应收账款风险。底稿未涉及中资企业直接影响的具体案例,但通过利率-信贷-汇率传导机制,中资企业的资金链管理和定价策略将受到显著冲击。 CBI解读:底稿显示金融市场对巴西通胀失控的担忧正在加深,连续14周上调通胀预期且突破目标上限,表明市场对央行控制通胀能力的信心不足。尽管Copom在4月选择降息,但中东战争导致的燃料和食品价格上涨正在抵消降息效果。CBI认为,Selic预期上调反映了市场对“降息暂停甚至逆转”的定价,中资企业应警惕巴西央行在后续会议中重新加息的可能性。对比历史数据,Selic在15%高位维持近一年后,当前14.5%的水平仍属紧缩区间,实际利率(扣除通胀)依然为正,这将继续压制经济活力。底稿中GDP增长预期仅微幅上调至1.96%,显示市场对经济增长前景保持谨慎。 待观察:一是本周Copom会议(16-17日)的最终决议及声明措辞,是否释放未来加息信号;二是后续Focus公报中Selic预期是否继续上调,以及通胀预期何时见顶;三是美元兑雷亚尔汇率是否突破5.20关口,这将直接影响中资企业的进口成本和利润汇回。
CBI 观察编辑判断

底稿显示通胀预期连续14周上调且突破目标上限,CBI认为Copom本周维持利率概率大,但后续加息风险上升。数据表明,利率与汇率预期同步走高,中资企业需提前锁定融资成本并评估雷亚尔敞口。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业,尤其是基建、制造业、农业及消费品零售行业
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者金融机构
话题
金融政策行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano

Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano. A informação está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Notícias relacionadas: Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,11% este ano. INPC, inflação usada para reajustar salários, soma 4,42% em 12 meses. Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,09% este ano. Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve chegar a 10% ao ano. O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros num cenário de queda da inflação, no entanto, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de combustíveis e de alimentos pressionando a inflação. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A reunião do Copom ocorre nesta terça (16) e quarta-feira (17). Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Inflação A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,11% para 5,3% este ano. Com as pressões econômicas da guerra no Oriente Médio, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima quarta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação. Para 2027, a projeção da inflação passou de 4,03% para 4,1%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,68% e 3,5%, respectivamente. PIB e câmbio Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,91% para 1,96%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento. No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,25.

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