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巴西资讯巴西科技平台2026年6月22日

巴西深度伪造欺诈两年增126%,中资直播活动需部署零信任协议

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Protocolo Zero Trust amplia segurança contra deepfakes

巴西深度伪造欺诈两年增长126%,占拉美近39%攻击;零信任安全协议成为直播活动防护关键,中资企业需关注合规与声誉风险。

为什么值得关注

巴西深度伪造欺诈两年增126%,零信任协议成直播活动防护关键,中资企业需应对合规与声誉风险。

巴西公共和私人机构的直播活动正面临深度伪造(deepfake)欺诈的严峻威胁。据Sumsub调查,过去两年巴西深度伪造欺诈增长126%,占拉丁美洲攻击的近39%。美国McAfee研究显示,自2024年以来用于诈骗的深度伪造数量增长1740%,22%受访者曾被欺骗。在此背景下,零信任(Zero Trust)安全协议成为实时监控和异常行为检测的参考方案。对于在巴西举办或参与直播活动的中资企业,这一趋势直接冲击其运营安全、品牌声誉及法律合规。

巴西深度伪造欺诈正以惊人速度蔓延。Sumsub调查数据显示,过去两年巴西深度伪造欺诈增长126%,占拉丁美洲攻击的近39%。美国McAfee研究进一步揭示,自2024年以来用于诈骗的深度伪造数量增长1740%,约22%受访者曾一度被操纵内容欺骗。网络安全专家、律师、RG Evento集团法务总监José de Souza Junior指出,零信任模型要求不自动信任任何用户或设备,需结合多因素认证、网络分段、日志记录等技术治理措施。巴西高等选举法院(TSE)已通过决议,禁止在选举前后72小时和24小时内发布或推广AI生成或修改的内容。全球零信任安全市场预计2026年达490亿美元,2034年达1486.8亿美元。

对于在巴西的中资企业,深度伪造欺诈的威胁已从理论变为现实。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过以下机制间接传导:首先,中资企业若在巴西举办或参与直播活动(如产品发布会、投资者会议、高管访谈),可能成为深度伪造攻击目标,虚假音频或视频被用于操纵股价、破坏合作或损害品牌声誉。其次,巴西高等选举法院(TSE)对AI生成内容的禁令,可能延伸至企业政治献金或公共事务活动,中资企业需确保直播内容合规。最后,零信任安全协议的实施成本(包括多因素认证、网络分段、日志记录等)将增加中资企业的IT预算,尤其是金融、科技和制造业企业。

CBI解读:底稿显示,巴西深度伪造欺诈增长126%的数据来自Sumsub调查,且该国在欺诈检测率方面领先于哥伦比亚、阿根廷和智利。CBI认为,这一增长与巴西直播活动的高频次、高曝光度直接相关,中资企业应将其视为系统性风险而非孤立事件。CBI观察,零信任安全协议的市场预测(2026年490亿美元,2034年1486.8亿美元)反映了全球对AI驱动欺诈的紧迫应对,但巴西本地化部署仍需考虑语言、法规和合作伙伴能力。CBI建议,中资企业可参考José de Souza Junior提出的“事前-事中-事后”框架:事前进行风险分析和漏洞测试,事中实时监控传输稳定性,事后提供技术报告和改进建议。

待观察:第一,巴西高等选举法院(TSE)是否会进一步扩大AI内容禁令范围,覆盖企业直播活动;第二,巴西央行(BCB)或证券监管机构(CVM)是否将零信任协议纳入金融科技合规要求;第三,2026年全球零信任安全市场490亿美元预测的实现进度,以及巴西本土安全服务商的供给能力。

CBI 观察编辑判断

事实:底稿显示巴西深度伪造欺诈增长126%,零信任市场2026年达490亿美元。CBI认为,中资企业应优先评估直播活动中的深度伪造风险,并部署多因素认证和日志记录等基础措施。CBI观察,巴西在欺诈检测率方面领先拉美邻国,但中资企业仍需警惕本地化攻击手段。

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信息概要

类型
风险事件
方向
巴西
分类
科技平台
层级
编辑整理
地点
在巴西举办或参与直播活动的中资企业,尤其是金融、科技和制造业。
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者法务团队
话题
科技合规行业趋势

来源信息

来源
Valor Econômico
原文标题
Protocolo Zero Trust amplia segurança contra deepfakes
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Protocolo Zero Trust amplia segurança contra deepfakes

As transmissões ao vivo deixaram de ser apenas operações audiovisuais e passaram a ocupar um papel crítico na segurança digital de instituições públicas e privadas. Em eventos híbridos e corporativos, em que estão presentes autoridades, executivos, investidores e informações sensíveis, o risco de fraude ganhou novas dimensões. A manipulação de voz por inteligência artificial, conhecida como deepfake, já é considerada uma ameaça real em 2026, capaz de comprometer reputações e gerar crises em tempo real. Segundo levantamento da Sumsub divulgado pelo TecMundo, as fraudes com deepfake cresceram 126% no Brasil nos últimos dois anos, tornando o país responsável por quase 39% dos ataques na América Latina. Embora o número seja alarmante, o Brasil lidera na taxa de detecção de fraudes em comparação com Colômbia, Argentina e Chile. Nos Estados Unidos, uma pesquisa conduzida pela empresa de segurança McAfee registrou aumento de 1.740% no volume de deepfakes usados em golpes desde 2024. O estudo mostra ainda que cerca de 22% dos entrevistados admitiram ter sido enganados em algum momento por conteúdos manipulados. Nesse contexto, protocolos de segurança Zero Trust estão se consolidando como referência ao permitir que eventos sejam monitorados em tempo real com validação de acessos e detecção de comportamentos anômalos. José de Souza Junior, advogado e professor especialista em cibersegurança e diretor jurídico do Grupo RG Evento, explica que o modelo parte de uma premissa simples: ninguém e nenhum dispositivo deve ser considerado confiável automaticamente. "Nenhuma ferramenta isolada resolve o problema. Para mitigar riscos de deepfake em transmissões ao vivo, as soluções precisam combinar tecnologia e governança, como autenticação multifator para equipes técnicas, credenciais individuais e não compartilhadas, acesso por perfil de função, segmentação de rede, validação de dispositivos, controle dos links de transmissão, proteção das chaves de streaming, registro de logs, monitoramento contínuo e plano de resposta a incidentes", alerta. De acordo com o especialista José de Souza Junior, o risco de invasão por meio da simulação de voz gerada por IA deixou de ser apenas uma hipótese. "Um conteúdo falso, uma fala manipulada ou uma inserção indevida pode circular antes que a organização consiga checar, responder e controlar o dano. Por isso, a segurança em eventos híbridos não pode mais ser tratada como item acessório. Ela precisa fazer parte da arquitetura do evento desde o planejamento", afirma. No campo eleitoral, Junior ressalta que o TSE já começou a tomar medidas contra fraudes. Recentemente, o órgão aprovou uma resolução que proíbe a publicação, republicação ou impulsionamento de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas posteriores ao seu encerramento. A medida reflete a preocupação institucional com o impacto da manipulação digital na confiança pública. Entre os principais riscos apontados pelo especialista estão o reputacional, quando um áudio falso atribuído a uma autoridade compromete a credibilidade de uma instituição; o operacional, quando um deepfake induz equipes a seguirem orientações falsas; e o jurídico, já que, sem registros técnicos, a organização pode ter dificuldade em comprovar que foi vítima de fraude. "O risco não está apenas na tecnologia em si, mas no uso estratégico dela. O deepfake não precisa enganar para sempre; basta agir por tempo suficiente para gerar dúvida, pânico, rejeição ou decisão precipitada", exemplifica. Um levantamento da Fortune Business Insights estima que o mercado global de segurança Zero Trust ultrapasse faturamento de US$ 49 bilhões em 2026, com projeções de atingir US$ 148,68 bilhões até 2034. O crescimento reflete a necessidade crescente de proteger ambientes digitais diante da sofisticação das fraudes habilitadas por inteligência artificial. Diante desse panorama, José de Souza Junior destaca que uma empresa especializada é capaz de atuar em todas as fases de um evento. "Antes, ela realiza análise de risco, mapeamento da infraestrutura e testes de vulnerabilidade. Durante, acompanha em tempo real a estabilidade da transmissão, identifica acessos suspeitos e monitora redes sociais para detectar conteúdos manipulados. Depois, entrega relatórios técnicos, evidências e recomendações de melhoria." "No entanto, não basta apenas ter um detector de deepfake. É preciso protocolo, governança, cadeia de custódia e resposta rápida. Em eventos de alta exposição, a segurança deve funcionar como uma sala de situação digital: identificar rapidamente, classificar o risco, preservar a prova e comunicar com precisão antes que a fraude domine a narrativa", conclui o especialista. Para saber mais, basta acessar:https://gruporgeventos.com.br/

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