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title: "Mongólia Interior vira 'capital dos tokens' com energia verde — o que isso muda para data centers brasileiros"
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type: news
direction: China
category: Tecnologia
published: 2026-10-19
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event_type: Tendência setorial
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content_level: Curadoria editorial
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# Mongólia Interior vira 'capital dos tokens' com energia verde — o que isso muda para data centers brasileiros

> Ulanqab, na Mongólia Interior, aposta em poder computacional verde e barato para se tornar polo de IA, com custos operacionais 30% a 50% menores que cidades de primeira linha.

## Por que importa

Data centers brasileiros enfrentam concorrência de custo com polos chineses que operam com energia 30% a 50% mais barata; ANEEL e o marco legal da IA definirão a resposta.

A cidade de Ulanqab, na Mongólia Interior, alcançou 190 mil P de poder computacional em operação até meados de outubro, crescimento anual de 112%, com mais de 95% dedicados a IA. O diferencial é a eletricidade verde: 67% da matriz local, preços estáveis entre 0,32 e 0,36 yuan por kWh e PUE abaixo de 1,2. O modelo de integração fonte-rede-carga-armazenamento com conexão direta de energia renovável a data centers já tem 14 projetos aprovados. Para o Brasil, o avanço chinês em infraestrutura de IA com custo baixo pressiona a competitividade de data centers nacionais e abre espaço para cooperação em energia limpa e semicondutores.

Ulanqab, na Mongólia Interior, consolidou-se como um dos maiores e mais rápidos clusters de poder computacional de inteligência artificial da Ásia-Pacífico. Até meados de outubro, a escala em operação atingiu 190 mil P, alta anual de 112%, com parcela de poder computacional inteligente superior a 95%. Foram assinados 109 projetos de centros de poder computacional, com escala contratada de mais de 7 milhões de racks. A temperatura média anual de 4,3°C favorece o resfriamento natural, e a abundância de vento e sol garante eletricidade verde a preços competitivos.

O impacto para o Brasil é indireto, mas relevante. O país compete por investimentos em data centers e infraestrutura de IA, e o custo de energia é um dos principais fatores de decisão. Com custos operacionais 30% a 50% menores que os de cidades de primeira linha chinesas, Ulanqab atrai empresas que poderiam considerar o Brasil como hub regional. Além disso, o modelo de conexão direta de eletricidade verde a data centers pode inspirar políticas públicas brasileiras, especialmente após a aprovação do marco legal das eólicas offshore e o avanço da regulação de data centers pela ANEEL. Empresas brasileiras de energia renovável e fornecedores de equipamentos para data centers devem acompanhar a replicação desse modelo na China, que já aprovou 14 projetos de conexão direta, com 5,46 milhões de quilowatts de capacidade instalada.

Os dados mostram que a eletricidade verde se tornou um elemento contratável, mensurável e rastreável em Ulanqab, com o primeiro projeto nacional de integração fonte-rede-carga-armazenamento conectado à rede em julho de 2025: 300 mil quilowatts de novas energias com 45 mil quilowatts de armazenamento, autoconsumo anual de 848 milhões de quilowatts-hora e redução de 580 mil toneladas de carbono. Na leitura do CBI, isso indica que a China está transformando vantagens energéticas em vantagem competitiva na economia digital, e o Brasil, com matriz elétrica majoritariamente renovável, tem condições de seguir caminho semelhante, mas precisa resolver gargalos regulatórios e de infraestrutura de transmissão. A latência de 2,1 milissegundos entre Ulanqab e Pequim, via fibra óptica dedicada, mostra que a distância física pode ser compensada com investimento em conectividade.

O que acompanhar: primeiro, a publicação do plano de três anos de Ulanqab para se tornar a 'Capital dos Tokens' (2026-2028), que definirá metas de produção, avaliação de qualidade e plataforma de negociação de tokens de IA. Segundo, a expansão dos projetos de conexão direta de eletricidade verde na China, que pode sinalizar demanda por equipamentos e serviços brasileiros. Terceiro, a regulação da ANEEL sobre data centers e o debate no Congresso sobre o marco legal da IA, que definirão a atratividade do Brasil para investimentos no setor.

## Leitura do CBI

Os dados mostram que Ulanqab atingiu 190 mil P de poder computacional com 67% de eletricidade verde e custo operacional até 50% menor. Na leitura do CBI, isso indica que a China está convertendo vantagem energética em competitividade digital, o que pressiona o Brasil a acelerar a regulação de data centers e a integração de renováveis.

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Fonte: Fonte CN
Publicado em: 2026-10-19
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