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title: "Hikvision alerta para fragmentação regulatória global — compliance vira gargalo para multinacionais brasileiras na China"
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type: news
direction: 中国
category: 宏观市场
published: 2026-09-17
source_url: https://www.caixin.com/2026-09-17/102485932.html
source: "财新网 — 经济"
url: https://chinabrazilinsight.com/news/hikvision-alerta-para-fragmentacao-regulatoria-global-compliance-vira-gargalo
event_type: Tendência setorial
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# Hikvision alerta para fragmentação regulatória global — compliance vira gargalo para multinacionais brasileiras na China

> A diretora de compliance da Hikvision, Huang Fanghong, afirmou que regras de supervisão de diversos países estão se fragmentando, dificultando a integração de exigências externas aos processos internos das empresas. Para brasileiros que operam ou compram da China, o recado é claro: o custo de com...

## 为什么值得关注

Setor de segurança eletrônica e importadores brasileiros de tecnologia chinesa enfrentam custos maiores de certificação e risco de atraso regulatório.

A Hikvision, maior fabricante mundial de equipamentos de vigilância por vídeo, com sede em Hangzhou, alertou que as regulamentações de supervisão de diversos países estão migrando da globalização para a desglobalização. Huang Fanghong, vice-presidente sênior e diretora de compliance da companhia, disse em entrevista ao Caixin que as exigências dos países anfitriões já mostram tendência de dispersão e fragmentação, criando desafios árduos para multinacionais. O ponto central, segundo ela, não é apenas cumprir regras externas, mas integrá-las aos processos internos da empresa — algo que a Hikvision tenta fazer desde 2018, quando criou seu Departamento de Compliance Global. Para o empresário brasileiro que importa tecnologia chinesa ou mantém operações na China, o alerta soa como um aviso antecipado de custos e riscos regulatórios.

A Hikvision, fundada em 2001 e listada na bolsa de Shenzhen sob o código 002415.SZ, construiu seu império a partir da tecnologia de vídeo e hoje atua em monitoramento, inteligência artificial e internet das coisas, fornecendo produtos de segurança e digitalização para diversos setores. Huang Fanghong ingressou na empresa em 2009 e passou por departamentos jurídico, de auditoria interna e de controle interno antes de assumir como vice-presidente sênior em 2018 — mesmo ano em que a companhia criou o Departamento de Compliance Global. Na entrevista ao Caixin e outros veículos, ela foi direta: o ambiente regulatório internacional deixou de ser harmonizado e passou a ser fragmentado, o que obriga multinacionais a operar com múltiplos conjuntos de regras simultaneamente.

Por que isso chega ao Brasil? O país é um dos maiores mercados da Hikvision na América Latina, com presença relevante em projetos de segurança pública, infraestrutura urbana e condomínios. Além disso, empresas brasileiras que importam equipamentos de vigilância, software de IA ou soluções de IoT da China precisam lidar com exigências regulatórias brasileiras (ANATEL, Lei Geral de Proteção de Dados, regras de compras públicas) e, ao mesmo tempo, com restrições impostas por países de origem ou destino dos componentes. A fragmentação descrita por Huang afeta diretamente a cadeia de fornecimento: um mesmo produto pode precisar atender a padrões distintos nos EUA, na União Europeia e no Brasil, elevando custos de certificação e prazos de entrega. O impacto direto é indireto, via aumento de custo de compliance e risco de atraso em importações.

Os dados mostram que a Hikvision enfrenta restrições em mercados como Estados Unidos e Reino Unido, onde foi incluída em listas de entidades por questões de segurança nacional. Na leitura do CBI, o alerta de Huang não é apenas um desabafo corporativo: é um sinal de que o modelo de globalização regulatória que vigorou até meados da década passada está se desfazendo. Para o Brasil, isso significa que acordos de reconhecimento mútuo de certificação e cooperação regulatória com a China ganham ainda mais importância — e que empresas brasileiras que dependem de tecnologia chinesa precisarão investir em estruturas de compliance mais robustas ou terceirizar essa função para escritórios especializados.

O que acompanhar: primeiro, se a Hikvision ou outras gigantes chinesas de tecnologia anunciarão mudanças em seus departamentos de compliance ou revisão de portfólio em mercados regulatoriamente hostis. Segundo, se o governo brasileiro, via ANATEL ou Ministério da Justiça, sinalizará novas exigências para equipamentos de vigilância importados da China. Terceiro, a evolução das negociações de acordos regulatórios no âmbito do BRICS ou de organismos multilaterais, que podem criar corredores de conformidade alternativos para empresas brasileiras e chinesas.

## CBI 观察

Os dados mostram que a Hikvision já opera sob restrições em EUA e Reino Unido. Na leitura do CBI, a fragmentação regulatória descrita pela empresa é um fenômeno estrutural, não conjuntural, e deve pressionar margens de importadores brasileiros de tecnologia chinesa nos próximos 12 a 24 meses.

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来源: 财新网 — 经济
发布: 2026-09-17
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