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title: "Feirongda projeta lucro 56% maior: corrida por resfriamento de IA pressiona cadeia brasileira de TI"
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published: Mon Jul 13 2026 13:01:10 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)
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# Feirongda projeta lucro 56% maior: corrida por resfriamento de IA pressiona cadeia brasileira de TI

> A Feirongda, fabricante chinesa de soluções térmicas, projetou crescimento de 44,5% a 56,5% no lucro do primeiro semestre de 2026, impulsionada pela demanda por refrigeração em servidores de IA. Para o Brasil, maior importador de componentes de TI da América Latina, o sinal é de aperto na oferta e possível alta de preços de dissipadores, ventoinhas e sistemas líquidos. Empresários de data centers e montadores de servidores devem reavaliar contratos e estoques.

A Feirongda (sz: 300602), empresa listada em Shenzhen especializada em soluções térmicas, divulgou projeção de lucro líquido entre 240 milhões e 260 milhões de yuans (cerca de USD 33 a 36 milhões) para o primeiro semestre de 2026, crescimento de 44,5% a 56,5% ante o mesmo período de 2025. O salto é atribuído ao avanço da demanda por dissipação de calor em servidores de inteligência artificial, ao crescimento estável nos segmentos de eletrônicos de consumo e veículos de novas energias, e aos primeiros resultados no negócio de refrigeração líquida para armazenamento de energia. A empresa informou que os pedidos relacionados a servidores de IA já geram aumento tanto na comparação anual quanto trimestral da receita operacional desse segmento, com produtos como materiais TIM, dissipadores 3D VC, placas frias monofásicas e bifásicas, CDUs, conectores rápidos e gabinetes completos de refrigeração líquida já em entrega em lote, enquanto novos projetos de alto valor agregado avançam em prototipagem.

O impacto chega ao Brasil por dois canais principais. Primeiro, como importador de componentes eletrônicos e sistemas de refrigeração para data centers — o país abriga um dos maiores mercados de TI da América Latina, com expansão de capacidade de processamento impulsionada por IA e nuvem. Empresas brasileiras que montam servidores (como Positivo Tecnologia) ou operam centros de dados (incluindo hyperscalers como Google Cloud, AWS e Microsoft Azure, que possuem data centers em São Paulo e regiões adjacentes) dependem de fornecedores chineses de dissipadores, ventoinhas e sistemas de refrigeração líquida. Segundo, como potencial destino de investimento: a Feirongda afirma que seus produtos já estão sendo entregues em lote, com novos projetos de alto valor agregado em fase de prototipagem — o que pode tanto ampliar a oferta de soluções mais baratas e eficientes para o mercado local quanto gerar pressão sobre prazos e preços, dado o poder de barganha crescente do fornecedor.

Os dados indicam que a empresa está capitalizando a corrida global por infraestrutura de IA, que exige sistemas de resfriamento mais eficientes que os tradicionais — os servidores de alto desempenho geram calor significativo, e as soluções líquidas tornam-se um diferencial competitivo. Na avaliação do CBI, isso sinaliza que a cadeia de suprimentos de data centers está se verticalizando rapidamente na China, com fornecedores como a Feirongda ganhando escala e poder de barganha. Para o Brasil, que importa a maior parte desses componentes, o risco é duplo: aumento de preços em médio prazo (possivelmente entre 10% e 20% para itens de alta demanda) e dependência tecnológica crescente. Por outro lado, a abertura de novas linhas de produtos pode baratear soluções de refrigeração líquida, historicamente caras, e acelerar a adoção local. A tendência é de curto a médio prazo, com efeitos mais evidentes a partir do segundo semestre de 2026, quando os novos contratos e entregas em massa da Feirongda se consolidarem.

Quem deve prestar atenção prioritariamente: (1) importadores de componentes eletrônicos que compram de Shenzhen e outras regiões industriais chinesas — precisam renegociar prazos e preços com fornecedores locais; (2) montadores de servidores e fabricantes de equipamentos de TI no Brasil, como Positivo, Dell Brasil e Itautec, que dependem de dissipadores e sistemas térmicos para seus produtos; (3) operadores de data centers, incluindo provedores de nuvem (Google, Amazon, Microsoft) e empresas como Equinix, Ascenty e ODATA, que estão expandindo capacidade no país; (4) profissionais de supply chain e compras de empresas de tecnologia, que devem avaliar riscos de desabastecimento ou aumento de custos; (5) investidores brasileiros expostos a fundos de infraestrutura digital ou ações de empresas de TI, uma vez que a pressão sobre margens pode afetar rentabilidade.

Os próximos passos para monitoramento incluem: (1) a evolução dos pedidos da Feirongda com clientes importantes — se houver anúncio formal de contratos com hyperscalers (Google, Microsoft, Amazon) ou fabricantes chineses de servidores como Inspur e Huawei, o efeito sobre preços globais será imediato; (2) a data de publicação do relatório completo do primeiro semestre de 2026, prevista para agosto, que trará detalhes sobre margens por segmento e exposição a clientes; (3) movimentos de concorrentes brasileiros ou multinacionais com operação no Brasil que possam anunciar parcerias com outros fornecedores asiáticos (taiwaneses, coreanos) ou abertura de fábricas locais para reduzir dependência; (4) a cotação de componentes térmicos nos próximos trimestres — um indicador precoce de repasse de custos; (5) a política de incentivos fiscais para data centers no Brasil (como a Lei de Informática e regimes especiais de importação) que pode influenciar a decisão de estoques ou contratos de longo prazo.

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发布: Mon Jul 13 2026 13:01:10 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)
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