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title: "Estoque de IED na China chega a US$ 4 trilhões — multinacionais mantêm aposta no mercado chinês apesar de tensões"
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type: news
direction: China
category: Corporativo
published: 2026-10-16
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source: "CGTN — Business"
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content_level: Curadoria editorial
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# Estoque de IED na China chega a US$ 4 trilhões — multinacionais mantêm aposta no mercado chinês apesar de tensões

> O estoque de investimento estrangeiro direto na China alcançou 26,8 trilhões de yuans (cerca de US$ 4 trilhões) em 2025, segundo lugar global, com 461 mil empresas estrangeiras reportando operações — sinal de que o capital internacional segue ancorado no país apesar do discurso de desrisco.

## Por que importa

Estoque de IED de US$ 4 trilhões na China sustenta demanda por minério, soja e carne brasileiros; exportadores de MG, MT e PA devem monitorar fluxo novo no 1T26.

O Ministério do Comércio da China (MOFCOM) informou nesta quinta-feira que o estoque acumulado de investimento estrangeiro direto (IED) no país atingiu 26,8 trilhões de yuans, equivalentes a cerca de US$ 4 trilhões, em 2025 — o segundo maior do mundo. O número cresceu pelo sexto ano consecutivo. No mesmo período, 461 mil empresas com capital estrangeiro entregaram seus relatórios anuais obrigatórios, alta de 5,7% sobre 2024. Para o empresário brasileiro, o dado importa menos pelo volume absoluto e mais pelo que revela: a base instalada de multinacionais na China continua se expandindo, o que mantém demanda por insumos, commodities e serviços brasileiros embutidos nessas cadeias.

O estoque de investimento estrangeiro direto (IED) na China encerrou 2025 em 26,8 trilhões de yuans, o equivalente a aproximadamente US$ 4 trilhões, segundo relatório anual do Ministério do Comércio (MOFCOM) divulgado nesta quinta-feira. O montante coloca o país em segundo lugar no ranking global de estoque de IED, atrás apenas dos Estados Unidos, e marca o sexto ano consecutivo de expansão. O dado foi apresentado em coletiva de imprensa regular do ministério, que também informou que 461 mil empresas com investimento estrangeiro enviaram seus relatórios anuais obrigatórios em 2025 — um crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior.

Para o Brasil, o impacto é indireto, mas relevante. O estoque de IED mede o capital estrangeiro já instalado na China — fábricas, centros de P&D, joint ventures, distribuidoras — e não o fluxo novo do ano. Uma base instalada maior significa cadeias produtivas chinesas mais densas, o que sustenta a demanda por insumos brasileiros: minério de ferro para siderurgia, soja e carne para processamento e reexportação, celulose para embalagens, petróleo e derivados para petroquímica. Empresas brasileiras com operações na China — Vale, Embraer, JBS, Marfrig, Suzano, WEG, entre outras — operam dentro desse ecossistema e dependem da saúde do investimento estrangeiro para previsibilidade regulatória e logística. Além disso, multinacionais europeias e americanas instaladas na China frequentemente são clientes de fornecedores brasileiros via cadeias globais de valor, o que conecta o dado do MOFCOM ao exportador brasileiro mesmo sem relação direta.

Os dados mostram que o estoque cresceu apesar do discurso ocidental de "de-risking" e das restrições tecnológicas dos EUA. Na leitura do CBI, isso indica que a China consolidou uma massa crítica de capital estrangeiro difícil de reverter no curto prazo: empresas que já investiram pesado no país tendem a permanecer para não perder escala e acesso ao mercado interno. O crescimento de 5,7% no número de empresas reportantes sugere que novas entrantes continuam chegando, ainda que o ritmo de fluxo novo (captado em outros indicadores do MOFCOM) tenha desacelerado nos últimos anos. Para o exportador brasileiro, o sinal é de estabilidade na demanda estrutural chinesa, mas não de aceleração — o que reforça a necessidade de diversificar destinos e monitorar setores específicos.

O que acompanhar: primeiro, a divulgação do fluxo de IED novo (não estoque) referente ao primeiro trimestre de 2026, que o MOFCOM costuma publicar em abril — é o termômetro da atração de capital novo. Segundo, os desdobramentos da revisão da lei de investimento estrangeiro chinesa, que pode alterar regras de repatriamento de lucros e acesso a setores estratégicos. Terceiro, a evolução das exportações brasileiras para a China nos próximos dois meses, especialmente minério de ferro e soja, para verificar se a base instalada de IED está efetivamente puxando volume.

## Leitura do CBI

Os dados mostram que o estoque de IED chinês cresceu pelo sexto ano consecutivo, atingindo US$ 4 trilhões. Na leitura do CBI, isso indica que o capital estrangeiro já instalado na China tem baixa elasticidade a pressões geopolíticas — o que preserva a demanda estrutural por commodities brasileiras, mas não sinaliza aceleração. A comparação com anos anteriores sugere que o crescimento do estoque é mais lento do que o pico de 2020-2021.

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Fonte: CGTN — Business
Publicado em: 2026-10-16
© China Brazil Insight — https://chinabrazilinsight.com/news/estoque-de-ied-na-china-chega-a-us-4-trilhoes-multinacionais-mantem-aposta-no