{"editorial":{"content_id":"ce8739da-4567-4522-81d8-dda11a6b25f3","slug":"eleicao-2026-lula-tarifas-carros-eletricos-cota-ckd-skd-byd","content_type":"insight","title":"Eleição no Brasil: Lula reeleito, cota zero para kits de elétricos vence em 31 de dezembro; CKD vai a 35% em 2027 pelo cronograma vigente","summary":"Depois da reeleição de Lula, o regime de imposto de importação que as montadoras chinesas no Brasil enfrentam já havia sido anunciado antes da votação: elétricos e híbridos montados pagam 35% desde 1º de julho, sem cota; SKD paga 35% fora da cota; CKD paga 14% fora da cota e, pelo cronograma vigente, passa a 35% em 1º de janeiro de 2027; as cotas zero para CKD e SKD somam US$ 463 milhões e vencem em 31 de dezembro. O texto reconstitui como as regras foram definidas, a divisão do setor sobre a cota renovada em 23 de junho, os planos divulgados pela BYD, a composição dos investimentos chineses e o que Lula disse em duas ocasiões; os materiais citados de 26 de outubro a 1º de novembro não mencionam alteração após a eleição.","body":"Depois da reeleição de Lula, em 25 de outubro, o regime de imposto de importação que as montadoras chinesas instaladas no Brasil enfrentam já havia sido anunciado antes da votação: veículos elétricos e híbridos importados montados pagam 35% desde 1º de julho deste ano e não têm cota; kits semidesmontados (SKD) pagam 35% fora da cota; kits desmontados (CKD) pagam 14% fora da cota e, pelo cronograma vigente, passam a 35% em 1º de janeiro de 2027; as cotas adicionais com alíquota zero para CKD e SKD somam US$ 463 milhões, valem por seis meses a partir de 1º de julho e vencem em 31 de dezembro. Os materiais citados aqui, publicados entre 26 de outubro e 1º de novembro, não mencionam alteração dessas regras depois da eleição.\n\n**Cronograma de alíquotas e cota zero são duas decisões distintas, ambas anteriores à votação**\n\nSegundo a Folhapress, em reportagem de 20 de junho, o governo decidiu em novembro de 2023 restabelecer gradualmente o Imposto de Importação dos veículos eletrificados até o teto de 35%, limite da Tarifa Externa Comum do Mercosul; em julho de 2025, após pressão das montadoras, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) antecipou para janeiro de 2027 a alíquota cheia para kits CKD e SKD e criou uma cota temporária com imposto zerado entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, de US$ 463 milhões. Pela estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), esse mecanismo representou renúncia de cerca de US$ 102 milhões e foi aproveitado por poucas empresas. Essa reportagem e a nota oficial de 23 de junho registram datas diferentes para o SKD atingir a alíquota cheia; a nota lista 35% para o SKD desde julho deste ano.\n\nEm 23 de junho deste ano, na 238ª reunião ordinária, o Gecex decidiu manter totalmente o cronograma de elevação tarifária para elétricos e híbridos importados: montados e SKD a 35% a partir de julho; CKD a 35% a partir de 1º de janeiro de 2027, recolhendo 14% até lá. Na mesma reunião, o colegiado aprovou cotas adicionais com alíquota zero para CKD e SKD, a partir de 1º de julho de 2026, por seis meses, \"em um somatório de US$ 463 milhões\", \"patamar idêntico ao que vigorou até janeiro deste ano\"; acima das cotas, permanece o recolhimento de 35% para SKD e de 14% para CKD, e a importação de carros montados não tem qualquer tipo de cota (nota do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Ou seja, no mesmo dia o cronograma foi mantido e a cota zero para kits foi recriada.\n\nFora das tarifas de automóveis, a defesa comercial também andou antes da votação: em 12 de fevereiro, o Gecex aprovou medida antidumping sobre laminados planos a frio e laminados planos revestidos originários da China (Reuters, reproduzida pela InfoMoney); na reunião de 23 de junho, o colegiado prorrogou direitos antidumping sobre filtros cerâmicos refratários e vidros de segurança originários da China e aplicou medida sobre lisina para alimentação animal da mesma origem (nota do ministério).\n\n**A renovação da cota dividiu o setor**\n\nO Poder360 escreveu em 23 de junho que a decisão deve beneficiar principalmente a BYD, que defendia a renovação do benefício para os kits e produz em Camaçari (BA) a partir de veículos SKD, em transição para CKD. A Folhapress registrou a cronologia das articulações: em 20 de maio, o vice-presidente Geraldo Alckmin recebeu no Palácio do Planalto o governador da Bahia, representantes da BYD e do ministério; em 15 de junho, houve nova reunião com o ministro do Desenvolvimento, em São Paulo, com o tema \"atuação da BYD no Brasil\". Segundo a Folhapress, a BYD sustenta que a manutenção dos benefícios ajudaria a manter os preços dos carros elétricos mais baixos e a acelerar a eletrificação do mercado brasileiro.\n\nO lado contrário também está registrado. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, disse à Folha de S.Paulo: \"Pedimos apenas respeito ao que foi pactuado. Confiamos que o governo cumprirá o cronograma de recomposição das alíquotas anunciado no ano passado e não voltará com as cotas\"; \"O que pedimos é previsibilidade\". Em 19 de junho, o Sindipeças enviou carta a Lula pedindo a manutenção integral do cronograma e contra a recriação de cotas ou novos benefícios para kits; a Anfavea calculou que a manutenção das benesses poderia causar perda potencial de R$ 96,8 bilhões em vendas para a indústria de autopeças. Depois da renovação, a Anfavea disse ter recebido a decisão \"com grande preocupação\", afirmou que ela foi \"tomada sem consulta ao setor produtivo\" e citou R$ 140 bilhões em investimentos anunciados pelas fabricantes até 2033; Abipeças e Sindipeças disseram, em nota conjunta, repudiar \"veementemente\" a criação das cotas adicionais (Poder360).\n\n**Os planos de expansão e nacionalização divulgados pela BYD**\n\nEm entrevista à Reuters publicada em 23 de outubro, dois dias antes da votação, o vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, disse que a empresa pede licenças para dobrar a capacidade anual da fábrica para 600 mil veículos, sem dar prazo para isso, e que estamparia, solda e pintura estão perto da conclusão; a empresa trabalha para passar de 50% de componentes de origem local ao entrar em 2027, o que, segundo ele, atende às exigências regulatórias e ajuda a iniciar exportações para a região. Nas palavras dele: \"Estamos trabalhando para começar 2027 acima desse patamar… para que sejamos oficialmente reconhecidos como produtor local\". A Reuters também registra que grupos da indústria local reclamaram de que a BYD se apoiou em importações e em tarifas temporariamente baixas. Os materiais citados não esclarecem a relação jurídica específica entre esse patamar de componentes locais e as alíquotas e cotas descritas acima.\n\nBaldy disse ainda que a empresa planeja chegar a 25 mil veículos por mês até o fim de 2026; \"Nossa demanda tem ficado em média em torno de 30 mil carros por mês, o que significa que estamos deixando de faturar cerca de 5 mil a 6 mil vendas adicionais\"; o investimento na nova fábrica já passou dos R$ 5,5 bilhões planejados; em setembro foram 22.209 veículos registrados no Brasil, fatia de 8,5% (dados da empresa); a fábrica foi inaugurada em 9 de outubro de 2025 no antigo complexo da Ford e empregava cerca de 9 mil pessoas na data da reportagem, em outubro de 2026.\n\n**No conjunto dos investimentos, o setor automotivo é o terceiro**\n\nO relatório anual do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), divulgado em 7 de maio, descreve 2025: os investimentos chineses no Brasil somaram US$ 6,1 bilhões, alta de 45% em relação a 2024 e o maior valor desde 2017; foram 52 projetos, 33% a mais; o Brasil foi o principal destino dos investimentos chineses no mundo, com 10,9% do valor investido. Por setor, eletricidade teve US$ 1,79 bilhão (29,5%); mineração, US$ 1,76 bilhão (29%), mais que o triplo de 2024; no setor automotivo, o CEBC estima ao menos US$ 965 milhões, 15,8% pelo cálculo do relatório e 66% acima do ano anterior, em terceiro lugar. O relatório registra que BYD e GWM inauguraram operações produtivas em 2025 e que, pela nota da empresa, a BYD produziu cerca de 20 mil veículos eletrificados entre a inauguração, em outubro, e o fim do ano, com cerca de 2 mil colaboradores. São dados de 2025, que descrevem escala, composição e variação anual, e não permitem concluir sobre 2026.\n\n**O que Lula disse em duas ocasiões**\n\nNa noite de 1º de outubro, em entrevista ao Flow Podcast, Lula falou de minério e manufatura: \"A gente não vai deixar mais exportar nossos minérios, a gente quer transformar aqui no Brasil\"; \"A China pode ser parceira nossa, trazendo tecnologia para nós, como os Estados Unidos também\"; \"Você acha que a gente vai ficar dependendo do chinês para fazer baterias elétricas? Vamos fazer chips aqui, celular aqui\" (Vermelho, 2 de outubro; o South China Morning Post cobriu a mesma entrevista em 3 de outubro).\n\nEm 17 de junho, em entrevista coletiva após a cúpula do G7, em Évian, na França, segundo a Agência iNFRA, ele disse que ninguém tem culpa se a China se preparou melhor do que os outros países em minerais críticos e terras raras, que isso virou uma preocupação do mundo, mas é vantagem da China, como os Estados Unidos têm vantagem em outras coisas; e acrescentou: \"Não queremos repetir o ciclo do ouro, em que tudo ia embora e a gente não ficava com nada, o mesmo com o ciclo do minério do ferro, em que a gente exporta tudo e foi pouca industrialização no Brasil\". Essas falas tratam de processamento mineral, cooperação tecnológica e produção local; nenhuma das citadas trata de alíquotas de importação de automóveis, e os materiais citados não trazem declaração de Lula sobre esse tema depois da eleição.\n\n**Como o setor e os analistas leem**\n\nO South China Morning Post citou em 26 de outubro o analista sênior da Economist Intelligence Unit Chim Lee: \"A realidade no terreno para as empresas chinesas é um pouco mais matizada. O governo Lula implementou tarifas sobre produtos chineses e lançou regras que, na prática, empurram as montadoras a localizar a produção\"; \"Políticas semelhantes, de incentivo ao processamento doméstico no setor mineral, já estão sendo desenvolvidas, e podemos esperar outras no futuro\". Ele chamou o resultado eleitoral de \"ponto positivo\" para a relação e previu continuidade de projetos apoiados por cooperação intergovernamental, como portos, ferrovias, energia e recursos.\n\nUm artigo de opinião assinado por Han Xiaopeng, publicado pelo Jiemian News em 27 de outubro e reproduzido pelo 21jingji.com, cita Zhang Kun, diretor do Instituto Confúcio da Universidade Federal da Bahia: \"Depois da eleição, para infraestrutura e comércio de commodities, com certeza veio um alívio temporário, mas no lado financeiro não necessariamente, porque o governo Lula provavelmente reduzirá os juros e o lucro dos bancos cairá\"; \"Além disso, o governo Lula talvez imponha mais pressão e desafios às empresas estrangeiras, inclusive as chinesas, em política tributária e trabalhista\".\n\n**O lugar da eleição nessa história, e o que observar**\n\nAs decisões citadas aqui, a de novembro de 2023, a antecipação de julho de 2025 e a de 23 de junho de 2026, aconteceram antes da votação; os materiais citados da semana seguinte à eleição tampouco mencionam mudança nessas regras. Em 23 de junho, o cronograma foi mantido e a cota zero foi recriada no mesmo dia; as regras precederam a eleição, o que não significa que o benefício termine necessariamente nem que a política não mude. Três pontos a acompanhar: se haverá nova cota depois de 31 de dezembro; na renovação discutida em junho, a BYD defendia o benefício e as entidades de autopeças o rejeitaram; se o CKD passará a 35% em 1º de janeiro de 2027, como prevê o cronograma vigente; e, na BYD, o andamento das licenças de expansão, o índice de componentes locais e as vendas; a empresa não deu prazo para dobrar a capacidade.\n\n**Nota de verificação**\n\nO cronograma tarifário e as condições da cota vêm da nota oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços sobre a reunião de 23 de junho e das reportagens do Poder360 e da Folhapress; o texto da resolução do Gecex não foi obtido, e o número da resolução não consta aqui. As reportagens anteriores (Folhapress, 20 de junho; retrospectiva do Poder360, 23 de junho) dizem que CKD e SKD chegam à alíquota cheia em janeiro de 2027, enquanto a nota oficial diz que o SKD paga 35% desde julho de 2026; este texto adota a nota para as alíquotas em vigor, e, sem a resolução, não é possível explicar a diferença. Os números de capacidade, nacionalização e vendas da BYD são declarações de executivo da empresa à Reuters ou dados da empresa, não verificados de forma independente. Os dados do CEBC vêm do PDF do relatório (cópia arquivada pelo Migalhas), de autoria de Tulio Cariello. As falas de Lula de 1º de outubro vêm da reportagem em português do Vermelho, cotejada com a reportagem em inglês do South China Morning Post; na fala de 17 de junho, a frase cuja citação publicada contém um provável erro de digitação é citada de forma indireta, a partir da Agência iNFRA. O texto do Jiemian News é artigo de opinião assinado, e as citações são opiniões do entrevistado; as citações em inglês e chinês foram traduzidas pela redação. Os materiais citados de 26 de outubro a 1º de novembro não mencionam alteração das regras; essa negativa vale apenas para os materiais citados.\n\n**Fontes**\n\n- Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, «Medidas do Gecex reduzem custos, incentivam investimentos e fortalecem exportações», sobre a 238ª reunião do Gecex, de 23/06/2026, https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/noticias/2026/junho/medidas-do-gecex-reduzem-custos-incentivam-investimentos-e-fortalecem-exportacoes\n- Poder360, «Governo renova cota zero para kits de carros elétricos», 2026-06-23, https://www.poder360.com.br/poder-infra/governo-renova-cota-zero-para-kits-de-carros-eletricos/\n- O Tempo (Folhapress, André Borges), «BYD tenta convencer governo a manter isenção de impostos de carros elétricos, e montadoras reagem», 2026-06-20, https://www.otempo.com.br/economia/2026/6/20/byd-tenta-convencer-governo-a-manter-isencao-de-impostos-de-carros-eletricos-e-montadoras-reagem\n- Reuters (Luciana Magalhaes), «China's BYD plans to double capacity at Brazilian plant», 2026-10-23, reproduzida pelo Investing.com, https://www.investing.com/news/stock-market-news/chinas-byd-plans-to-double-capacity-at-brazilian-plant-4968683\n- Conselho Empresarial Brasil-China (Tulio Cariello), «Investimentos Chineses no Brasil 2025: mineração, mobilidade elétrica e renováveis», 2026-05-07, https://arq.migalhas.com.br/arquivos/2026/7/6C36AC8D6E0F6B_RelatorioCEBC.pdf\n- Vermelho, «Lula defende processamento de terras raras no Brasil», 2026-10-02, https://vermelho.org.br/2026/10/02/lula-defende-processamento-de-terras-raras-no-brasil/\n- South China Morning Post (Igor Patrick), «Brazil's Lula hails 'bold' Chinese investors as rival pitches rare earths to Trump», 2026-10-03, https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3369636/brazils-lula-hails-bold-chinese-investors-rival-pitches-rare-earths-trump\n- Agência iNFRA, «Lula: 'Ninguém tem culpa se China se preparou para explorar terras raras'», 2026-06-17, https://agenciainfra.com/blog/lula-ninguem-tem-culpa-se-china-se-preparou-para-explorar-terras-raras/\n- South China Morning Post (Alice Li), «Brazil draws record Chinese investment. Could Lula's industrial strategy complicate ties?», 2026-10-26, https://www.scmp.com/economy/global-economy/article/3372187/brazil-draws-record-chinese-investment-could-lulas-industrial-strategy-complicate-ties\n- Jiemian News (Han Xiaopeng, artigo de opinião), «Lula reeleito, mas o velho modelo das empresas chinesas no Brasil pode não se sustentar» (título traduzido), 2026-10-27, reproduzido pelo 21jingji.com, https://www.21jingji.com/article/20261027/herald/f1eeebda9935242a63fe6665cf67c737.html\n- Reuters, «Gecex-Camex aprova medida antidumping sobre aço laminado originário da China», 2026-02-12, reproduzida pela InfoMoney, https://www.infomoney.com.br/economia/gecex-camex-aprova-medida-antidumping-sobre-aco-laminado-originario-da-china/","why_it_matters":null,"cbi_observation":null,"direction_tag":null,"primary_category":null,"secondary_topics":[],"content_level":"编辑整理","event_type":null,"audience_tags":[],"event_location":null,"verification_status":"unverified","published_at":"2026-11-02T11:37:26.234Z","display_date":null,"source_published_at":null,"source_url":"https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/noticias/2026/junho/medidas-do-gecex-reduzem-custos-incentivam-investimentos-e-fortalecem-exportacoes","source_name":"MDIC · Poder360 · Folhapress/O Tempo · Reuters · CEBC · Vermelho · SCMP · Agência iNFRA · Jiemian News · InfoMoney","source_language":null,"author_name":"编辑部","risk_level":"low","risk_flags":[],"opportunity_flags":[],"trend_signals":[]},"intelligence":null,"meta":{"canonical_url":"https://chinabrazilinsight.com/insights/eleicao-2026-lula-tarifas-carros-eletricos-cota-ckd-skd-byd","api_url":"https://chinabrazilinsight.com/api/public/content/eleicao-2026-lula-tarifas-carros-eletricos-cota-ckd-skd-byd","markdown_url":"https://chinabrazilinsight.com/api/public/content/eleicao-2026-lula-tarifas-carros-eletricos-cota-ckd-skd-byd?view=markdown","json_url":"https://chinabrazilinsight.com/api/public/content/eleicao-2026-lula-tarifas-carros-eletricos-cota-ckd-skd-byd?view=json","last_updated":"2026-11-02T11:37:26.234Z","platform":"China Brazil Insight","platform_url":"https://chinabrazilinsight.com"}}