{"editorial":{"content_id":"baf58a27-c622-411b-baf1-928c0967359f","slug":"eleicao-2026-debates-segundo-turno-china","content_type":"insight","title":"Eleição no Brasil: Record cancela debate; o que observar sobre a China no segundo turno","summary":"O debate da Record de 11 de outubro foi cancelado e restam três encontros previstos para 15, 18 e 23 de outubro; representantes de três setores relataram dificuldade para falar de China com Flávio, e Lula tratou de riquezas e soberania.","body":"O debate do segundo turno da eleição presidencial que a Record faria em 11 de outubro foi cancelado. Segundo o calendário reunido pelo Jornal do Comércio em 10 de outubro, o próximo debate do segundo turno está previsto para 15 de outubro. Para quem acompanha os negócios entre Brasil e China, vale observar nos próximos debates se os dois comparecem e se a relação com a China entra em discussão. Abaixo, organizamos o calendário e reunimos as reportagens relacionadas.\n\n## O que mudou no calendário de debates\n\nEm nota divulgada na sexta-feira, 9 de outubro, a Record informou que o debate de domingo, 11, foi cancelado por \"incompatibilidade de agendas\" dos dois candidatos. Segundo a Exame, a emissora não disse qual dos lados não pôde comparecer; a campanha de Lula afirmou que ele participaria. O Poder360 informou no mesmo dia que os dois disseram pretender participar de debates no segundo turno e que a campanha de Lula confirmou presença em todos, a menos que as emissoras os cancelem.\n\nNo calendário reunido pelo Jornal do Comércio em 10 de outubro, o debate da Record aparece como o primeiro do segundo turno, e restam três: quinta-feira, 15 de outubro, organizado por um grupo de 11 veículos, entre eles SBT, CNN Brasil, Exame e Metrópoles (segundo a reportagem, o material divulgado não informa o horário); domingo, 18 de outubro, às 20h, na Band, com regras e formato ainda em discussão; e sexta-feira, 23 de outubro, na TV Globo, depois do Jornal Nacional, com mediação de César Tralli. Segundo o Poder360, o segundo turno é em 25 de outubro; o jornal também registrou uma sabatina de Lula na Globo em 15 de outubro.\n\n## Representantes de três setores tentaram falar de China com Flávio\n\nA coluna Painel S.A., da Folha de S.Paulo, publicou em 5 de outubro que representantes de três setores da economia com interesses ou preocupações referentes à China relataram dificuldade para agendar conversas com Flávio durante o primeiro turno; mesmo após pedirem mais de uma vez espaço na agenda, foram encaminhados a assessores. Os interlocutores interpretaram o gesto como uma tentativa de Flávio de não se comprometer com nenhuma ação ou promessa sobre a relação comercial com a China em um eventual governo, e um dos auxiliares comentou \"não ser a hora\" de tratar do tema, segundo a coluna. A nota não identifica os três setores.\n\nA mesma nota registra a posição pública de Flávio: relação pragmática com Pequim e nenhuma necessidade de escolher um lado entre China e Estados Unidos. Em comício em Natal, em 21 de setembro, ele disse, segundo a CNN Brasil: \"Minha relação vai ser sempre pragmática economicamente\" e \"a gente não tem que escolher um lado\". Falou ainda de países \"que queiram investir no Brasil, transferir tecnologia para o Brasil\" e de \"minhas negociações como presidente da República, tanto com os Estados Unidos quanto com a China\". No mesmo comício, afirmou que o atual governo \"declara guerra aos Estados Unidos\" e \"lambe bota da China\".\n\n## A fala de Lula em Ceilândia em 9 de outubro\n\nEm 9 de outubro, Lula participou de uma passeata em Ceilândia (DF). O Correio Braziliense registrou no mesmo dia: \"Do lado de lá, estão aqueles que querem, junto aos americanos, vir implorar para se apropriar das riquezas daqui.\" E: \"Nós queremos dizer ao Bolsonaro: o Brasil e as riquezas do Brasil são do povo brasileiro. E aqui ninguém toca!\" Nos trechos citados por essa reportagem, Lula não menciona a China.\n\n## Por que isso importa para os negócios com a China\n\nEm coluna publicada na Bloomberg Línea em 1º de outubro, Juan Pablo Spinetto, da Bloomberg Opinion, lembrou que a China se tornou o maior parceiro comercial do Brasil em 2009 e escreveu que, segundo dados do governo, o país asiático respondeu por pouco mais de 29% do comércio total brasileiro nos primeiros oito meses de 2026, contra 11,5% dos EUA; uma década antes, eram 19% contra pouco menos de 15%. Até agosto, segundo o colunista, o Brasil importou US$ 52,3 bilhões em mercadorias chinesas e US$ 27,3 bilhões dos EUA.\n\nOu seja, a forma como o próximo presidente vai conduzir a relação com a China afeta o maior parceiro comercial do país. Nas reportagens citadas, Flávio defende publicamente uma relação pragmática e diz que o Brasil não precisa escolher um lado, enquanto a Painel S.A. relata que representantes de três setores tiveram dificuldade para conversar com ele no primeiro turno e foram encaminhados a assessores; Lula, na fala de 9 de outubro, tratou de riquezas e soberania e citou os \"americanos\". Nos próximos debates, será possível acompanhar se os dois comparecem e se a relação com a China entra em discussão.\n\n## Próximos passos\n\nSe os debates previstos para 15, 18 e 23 de outubro ocorrerem, publicaremos no dia seguinte a cada um os eventuais trechos sobre China, comércio, terras raras e câmbio. Se o calendário mudar, atualizamos este texto.\n\n## Nota de verificação\n\nCancelamento do debate: nota da Record (9 de outubro de 2026), conforme Exame (9/10, 17h33, André Martins) e Poder360 (9/10, 17h53); data do segundo turno conforme o Poder360. Calendário dos debates restantes: Jornal do Comércio (10/10, 12h49). Representantes de setores e Flávio: coluna Painel S.A., Folha de S.Paulo (5/10). Fala de Flávio em Natal: CNN Brasil (21/9, 21h02, comício no mesmo dia). Fala de Lula em Ceilândia: Correio Braziliense (9/10, 12h18, passeata no mesmo dia). Dados de comércio: Bloomberg Línea (1º/10, coluna de opinião da Bloomberg, com dados do governo).","why_it_matters":null,"cbi_observation":null,"direction_tag":null,"primary_category":null,"secondary_topics":[],"content_level":"编辑整理","event_type":null,"audience_tags":[],"event_location":null,"verification_status":"unverified","published_at":"2026-10-11T11:16:02.057Z","display_date":null,"source_published_at":null,"source_url":null,"source_name":null,"source_language":null,"author_name":"编辑部","risk_level":"low","risk_flags":[],"opportunity_flags":[],"trend_signals":[]},"intelligence":null,"meta":{"canonical_url":"https://chinabrazilinsight.com/insights/eleicao-2026-debates-segundo-turno-china","api_url":"https://chinabrazilinsight.com/api/public/content/eleicao-2026-debates-segundo-turno-china","markdown_url":"https://chinabrazilinsight.com/api/public/content/eleicao-2026-debates-segundo-turno-china?view=markdown","json_url":"https://chinabrazilinsight.com/api/public/content/eleicao-2026-debates-segundo-turno-china?view=json","last_updated":"2026-10-11T11:22:31.103Z","platform":"China Brazil Insight","platform_url":"https://chinabrazilinsight.com"}}