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title: "Comércio China-Brasil bate recorde em setembro — exportadores de soja e minério recalibram embarques para o 4º trimestre"
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type: news
direction: 中国
category: 宏观市场
published: 2026-10-15
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source: "CGTN — Business"
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event_type: Dados de mercado
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# Comércio China-Brasil bate recorde em setembro — exportadores de soja e minério recalibram embarques para o 4º trimestre

> As importações e exportações chinesas superaram 5 trilhões de yuans em um único mês pela primeira vez, com alta de 27,5% em setembro e crescimento de dois dígitos pelo sexto mês consecutivo.

## 为什么值得关注

China é o maior destino da soja, minério e carne do Brasil; mês recorde chinês pressiona embarques em Santos e Paranaguá no 4º trimestre.

A China registrou em setembro um recorde histórico de comércio exterior: 5,16 trilhões de yuans (cerca de US$ 771 bilhões) em importações e exportações de mercadorias, alta de 27,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas (GACC, a alfândega chinesa). É a primeira vez que o país ultrapassa a marca de 5 trilhões de yuans em um único mês, e o sexto mês consecutivo de crescimento de dois dígitos. Para o exportador brasileiro, o número não é abstrato: a China é o maior destino da soja, do minério de ferro e da carne bovina do Brasil, e um apetite chinês mais forte tende a se traduzir em embarques acelerados nos portos de Santos, Paranaguá e Itaqui até dezembro.

O dado divulgado nesta quarta-feira pela alfândega chinesa mostra que as exportações chinesas somaram 3,03 trilhões de yuans em setembro, alta de 29,6% ano a ano, enquanto as importações alcançaram 2,13 trilhões de yuans, avanço de 24,6%. No acumulado dos três primeiros trimestres, o comércio total de mercadorias da China atingiu 39,94 trilhões de yuans, crescimento de 18,8% sobre o mesmo período do ano anterior. As exportações subiram 16,4%, para 23,2 trilhões de yuans, e as importações avançaram 22,3%, para 16,74 trilhões de yuans. O detalhe que interessa ao Brasil está na composição: o crescimento das importações chinesas superou o das exportações ao longo do ano, sinal de que a demanda interna chinesa por matérias-primas, alimentos e energia segue firme — exatamente as categorias que dominam a pauta brasileira.

Por que isso chega ao Brasil: a China absorve cerca de um terço das exportações brasileiras, com destaque para soja em grão, minério de ferro, petróleo, carne bovina e celulose. Um mês recorde de comércio chinês tende a se refletir em três frentes para o operador brasileiro. Primeiro, nos embarques: tradings como Cargill, Bunge, ADM e Amaggi, além da Vale no minério, costumam ajustar programação de navios conforme o ritmo de compra chinês. Segundo, nos preços: se a demanda chinesa se mantém aquecida, a curva de prêmios de exportação no Porto de Santos e a paridade de importação em Paranaguá tendem a subir. Terceiro, na regulação: a Receita Federal e o MAPA (Ministério da Agricultura) precisam acompanhar o ritmo de certificação sanitária e desembaraço, especialmente para carne bovina, cujas habilitações de frigoríficos dependem de aval da GACC. Não há, até aqui, mudança regulatória chinesa anunciada — o impacto é via fluxo comercial.

Os dados mostram que a China sustentou crescimento de dois dígitos no comércio exterior por seis meses seguidos, algo que não ocorria desde o ciclo de recuperação pós-pandemia. Na leitura do CBI, isso indica que a economia chinesa ainda opera com estímulo relevante do lado industrial e de infraestrutura, o que favorece diretamente minério de ferro e cobre brasileiros. Ao mesmo tempo, o crescimento mais forte das importações chinesas do que das exportações sugere que Pequim está disposta a comprar mais do exterior para sustentar consumo e produção — cenário positivo para soja e carne no 4º trimestre. A ressalva é o efeito base: parte da alta de 27,5% em setembro reflete comparação com um setembro de 2025 mais fraco, e não necessariamente aceleração nova. Para o exportador brasileiro, o sinal é de demanda firme, mas não de euforia de preços.

O que acompanhar: primeiro, a divulgação dos dados alfandegários chineses de outubro, prevista para meados de novembro, que confirmará se o patamar de 5 trilhões de yuans se sustenta. Segundo, o ritmo de habilitações de frigoríficos brasileiros pela GACC, que define quantas plantas podem exportar carne para a China nos próximos meses. Terceiro, a curva de prêmios de exportação de soja no Porto de Santos e a paridade em Paranaguá, que sinalizam se o apetite chinês está se traduzindo em preço para o produtor de Mato Grosso e do Paraná.

## CBI 观察

Os dados mostram o sexto mês consecutivo de crescimento de dois dígitos no comércio exterior chinês, com importações crescendo mais que exportações no acumulado. Na leitura do CBI, isso indica demanda chinesa firme por commodities no curto prazo, mas parte do número de setembro é efeito base — o exportador brasileiro deve tratar como sinal de fluxo, não de reprecificação estrutural.

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来源: CGTN — Business
发布: 2026-10-15
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