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title: "China lança plano de 7 ministérios para seguro marítimo — armadores e exportadores brasileiros precisam revisar cobertura de carga"
slug: china-lanca-plano-de-7-ministerios-para-seguro-maritimo-armadores-e-exportadores
type: news
direction: China
category: Macro & Mercados
published: 2026-11-06
source_url: https://www.mofcom.gov.cn/xwfb/rcxwfb/art/2026/art_bd628a97469b48f888b0cf6c561b475c.html
source: "MOFCOM"
url: https://chinabrazilinsight.com/news/china-lanca-plano-de-7-ministerios-para-seguro-maritimo-armadores-e-exportadores
event_type: Mudança regulatória
verification: source_verified
content_level: Curadoria editorial
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# China lança plano de 7 ministérios para seguro marítimo — armadores e exportadores brasileiros precisam revisar cobertura de carga

> Sete ministérios chineses, incluindo Regulação Financeira e Comércio, publicaram diretrizes para elevar a qualidade do seguro marítimo chinês, com foco em cláusulas padrão, uso do renminbi e rede global de sinistros — mudança que afeta diretamente a contratação de seguros por exportadores

## Por que importa

Exportadores brasileiros de soja, minério e carne que vendem para a China podem ter que renegociar cláusulas de seguro marítimo em contratos CIF nos próximos meses.

A Administração Nacional de Regulação Financeira da China, o Ministério dos Transportes, a NDRC (planejamento econômico chinês), o Ministério das Finanças, o MOFCOM (comércio exterior chinês), o Banco Popular da China e a SASAC (supervisão de estatais) emitiram conjuntamente as 'Diretrizes Orientadoras sobre a Aceleração do Desenvolvimento de Alta Qualidade do Seguro Marítimo'. O documento, estruturado em cinco eixos, prevê cláusulas padrão de seguro marítimo, ampliação do uso do renminbi em apólices, maior capacidade de precificação autônoma chinesa e uma rede global de serviços de sinistros. Para o Brasil, o movimento chega no momento em que o comércio bilateral — puxado por soja, minério, carne e petróleo — depende de apólices de carga marítima negociadas em Londres e Nova York, e pode abrir espaço para seguradoras chinesas disputarem esse mercado.

A Administração Nacional de Regulação Financeira da China, o Ministério dos Transportes, a NDRC (planejamento econômico chinês), o Ministério das Finanças, o MOFCOM (comércio exterior chinês), o Banco Popular da China e a SASAC (supervisão de estatais) emitiram conjuntamente as 'Diretrizes Orientadoras sobre a Aceleração do Desenvolvimento de Alta Qualidade do Seguro Marítimo'. O documento, estruturado em cinco eixos, prevê cláusulas padrão de seguro marítimo, ampliação do uso do renminbi em apólices, maior capacidade de precificação autônoma chinesa e uma rede global de serviços de sinistros. Para o Brasil, o movimento chega no momento em que o comércio bilateral — puxado por soja, minério, carne e petróleo — depende de apólices de carga marítima negociadas em Londres e Nova York, e pode abrir espaço para seguradoras chinesas disputarem esse mercado.

O impacto direto para o Brasil é indireto, mas relevante: exportadores brasileiros que vendem para a China — especialmente soja, minério de ferro, carne bovina e petróleo — contratam seguro de carga marítima em um mercado dominado por resseguradoras europeias e cláusulas padrão do Instituto de Seguradores de Londres. As diretrizes chinesas sinalizam que Pequim quer que seguradoras chinesas ofereçam apólices com cláusulas próprias, liquidação de sinistros em renminbi e rede de atendimento global. Na prática, isso pode significar que compradores chineses passem a exigir apólices emitidas por seguradoras chinesas em contratos de importação, o que afetaria a forma como tradings brasileiras e departamentos de comércio exterior de frigoríficos e mineradoras negociam a cláusula de seguro (CIF vs. FOB). O regulador brasileiro que precisa acompanhar é a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), que regula a contratação de seguro por residentes no Brasil, e a Receita Federal, em relação a aspectos aduaneiros e cambiais.

Os dados mostram que o comércio Brasil-China superou US$ 150 bilhões em 2023, com a China absorvendo mais de 30% das exportações brasileiras. Na leitura do CBI, isso indica que qualquer mudança no padrão de contratação de seguro marítimo chinês tem efeito de arrasto sobre a cadeia exportadora brasileira, ainda que de forma gradual. O documento não estabelece prazo imediato nem sanção, mas sinaliza uma direção: Pequim quer reduzir a dependência de cláusulas e resseguradoras ocidentais no transporte marítimo, um movimento coerente com a estratégia de internacionalização do renminbi e de construção de infraestrutura própria de serviços financeiros. Para o exportador brasileiro, o risco de curto prazo é baixo, mas o de médio prazo é de renegociação de cláusulas de seguro em contratos de fornecimento com compradores chineses.

O que acompanhar: primeiro, a publicação das cláusulas padrão de seguro marítimo pela Associação Chinesa de Seguros, que deve detalhar o conteúdo das apólices e o tratamento de sinistros; segundo, a evolução do uso do renminbi em liquidação de sinistros, que pode afetar o fluxo cambial de exportadores brasileiros; terceiro, a reação da SUSEP e do mercado segurador brasileiro, que pode buscar acordos de reconhecimento mútuo com o regulador chinês. A próxima reunião do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) e a agenda da Camex (Câmara de Comércio Exterior) são foros onde o tema pode aparecer.

## Leitura do CBI

Os dados mostram que a China responde por mais de 30% das exportações brasileiras e que o seguro marítimo é hoje dominado por cláusulas e resseguradoras ocidentais. Na leitura do CBI, isso indica que Pequim quer usar o seguro marítimo como instrumento de internacionalização do renminbi e de redução de dependência financeira externa, o que pode pressionar exportadores brasileiros a aceitar apólices chinesas em contratos futuros.

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Fonte: MOFCOM
Publicado em: 2026-11-06
© China Brazil Insight — https://chinabrazilinsight.com/news/china-lanca-plano-de-7-ministerios-para-seguro-maritimo-armadores-e-exportadores