---
title: "China aposta em serviços intensivos em conhecimento — exportadoras brasileiras de TI e engenharia perdem espaço"
slug: china-aposta-em-servicos-intensivos-em-conhecimento-exportadoras-brasileiras-de
type: news
direction: 中国
category: 宏观市场
published: 2026-09-22
source_url: https://news.cgtn.com/news/2026-09-13/What-does-CIFTIS-2026-leave-behind-after-just-5-days--1Qp23vSxThe/p.html?UTM_Source=cgtn&UTM_Medium=rss&UTM_Campaign=Business
source: "CGTN — Business"
url: https://chinabrazilinsight.com/news/china-aposta-em-servicos-intensivos-em-conhecimento-exportadoras-brasileiras-de
event_type: Tendência setorial
verification: unverified
content_level: 编辑整理
---

# China aposta em serviços intensivos em conhecimento — exportadoras brasileiras de TI e engenharia perdem espaço

> A CIFTIS 2026 fechou com 36 projetos de 44 bilhões de yuans e revelou que serviços intensivos em conhecimento já são 53,5% das exportações chinesas de serviços, sinalizando que Pequim vai competir diretamente com o Brasil em mercados de engenharia, TI e consultoria na América Latina.

## 为什么值得关注

Serviços intensivos em conhecimento já são 53,5% das exportações chinesas do setor; exportadoras brasileiras de engenharia e TI enfrentam concorrência direta na América Latina.

A Feira Internacional de Comércio de Serviços da China (CIFTIS) encerrou em 13 de setembro, em Pequim, com 36 projetos assinados no valor de 44 bilhões de yuans (cerca de USD 6,1 bilhões), mais de 200 lançamentos de produtos e a criação de uma zona dedicada a 'Serviços de Exportação'. O dado mais relevante para o Brasil não está nos contratos, mas na composição: serviços intensivos em conhecimento já respondem por 53,5% das exportações chinesas de serviços. Isso significa que a China está migrando de fornecedora de manufaturados para competidora direta em engenharia, software, consultoria e serviços financeiros — exatamente os nichos em que empresas brasileiras tentam se posicionar na América Latina e na África.

A CIFTIS 2026 reuniu 90 países e mais de 1.800 empresas em Pequim entre 9 e 13 de setembro. O saldo anunciado foi de 36 projetos assinados, totalizando 44 bilhões de yuans (aproximadamente USD 6,1 bilhões), além de mais de 200 novos produtos e serviços lançados. O evento, que já é a principal vitrine chinesa para o setor de serviços, ganhou peso neste ano com o anúncio de uma zona dedicada a 'Serviços de Exportação', desenhada para ajudar empresas chinesas a internacionalizar operações — não apenas vender bens, mas vender capacidade técnica, software, logística e consultoria.

O número que deveria acender alerta em escritórios brasileiros é a fatia de 53,5% dos serviços intensivos em conhecimento nas exportações chinesas do setor. Isso inclui engenharia, P&D, serviços digitais, financeiros e profissionais. Para o Brasil, o impacto é indireto, mas concreto: empresas chinesas de engenharia e TI já disputam contratos de infraestrutura e transformação digital na América Latina, competindo com exportadoras brasileiras de serviços — especialmente nos setores de engenharia pesada, software corporativo e consultoria. Reguladores como a CAMEX (Câmara de Comércio Exterior) e o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) precisam acompanhar essa transição, porque a pauta exportadora brasileira de serviços ainda é concentrada em transporte, turismo e serviços financeiros tradicionais.

Os dados mostram que a China não está apenas subsidiando manufatura — está estruturando um ecossistema de exportação de serviços com apoio estatal, zonas dedicadas e meta explícita de internacionalização. Na leitura do CBI, isso indica que o Brasil perde janela de oportunidade se não acelerar a agenda de exportação de serviços de maior valor agregado. A comparação com a edição anterior da CIFTIS não foi divulgada no material original, mas o tom oficial sugere continuidade de uma trajetória já em curso desde 2023, quando Pequim começou a enfatizar 'serviços de alta qualidade' como pilar da abertura econômica.

Para quem opera na cadeia Brasil-China, três pontos merecem monitoramento nas próximas semanas. Primeiro, a publicação dos decretos que regulamentam a nova zona de 'Serviços de Exportação' — deve sair pelo MOFCOM (comércio exterior chinês) ainda em outubro. Segundo, a evolução das negociações do acordo Mercosul-China, que pode incluir capítulo de serviços e afetar diretamente exportadoras brasileiras de engenharia e TI. Terceiro, o desempenho das exportações brasileiras de serviços no terceiro trimestre, divulgado pelo Banco Central no fim de outubro — é o termômetro para saber se o Brasil está ganhando ou perdendo terreno nesse segmento.

## CBI 观察

Os dados mostram que a China estruturou uma política deliberada de exportação de serviços de alto valor, com zona dedicada e meta de internacionalização. Na leitura do CBI, isso indica que o Brasil precisa tratar exportação de serviços como prioridade de política comercial, não como subproduto da agenda de manufatura.

---
来源: CGTN — Business
发布: 2026-09-22
© China Brazil Insight — https://chinabrazilinsight.com/news/china-aposta-em-servicos-intensivos-em-conhecimento-exportadoras-brasileiras-de