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title: "BRICS constrói arquitetura financeira para transição verde — Brasil busca acesso a fundos climáticos"
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type: news
direction: 双边
category: 金融监管
published: 2026-09-25
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source: "CGTN — Business"
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# BRICS constrói arquitetura financeira para transição verde — Brasil busca acesso a fundos climáticos

> O BRICS está estruturando mecanismos financeiros — empréstimos em moeda local, financiamento para adaptação e mercados de carbono — para viabilizar a transição verde do Sul Global. Para o Brasil, isso abre caminho para destravar capital climático internacional, mas exige coordenação do Banco Cent...

## 为什么值得关注

BNDES e Banco Central precisam alinhar instrumentos domésticos ao NDB para captar funding climático mais barato; sem isso, Brasil perde espaço para Índia e China.

O BRICS está avançando além das promessas climáticas para construir a infraestrutura financeira necessária para financiar a transição verde do Sul Global. O bloco articula empréstimos em moeda local, linhas de financiamento para adaptação climática, mercados de carbono e coordenação entre bancos centrais, com o objetivo de transformar compromissos ambientais em capital que efetivamente circule. Para o Brasil, que preside o BRICS em 2025 e tenta posicionar-se como hub de finanças verdes, a iniciativa pode destravar recursos para projetos de adaptação e descarbonização — desde que o Banco Central e o BNDES consigam alinhar instrumentos domésticos às novas estruturas do bloco.

O BRICS está colocando capital por trás da ação climática. O grupo — que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de novos membros — está desenvolvendo uma arquitetura financeira que vai de empréstimos em moeda local a mecanismos de financiamento para adaptação climática, passando pela criação de mercados de carbono e pela coordenação entre bancos centrais. O objetivo declarado é transformar compromissos climáticos em fluxos de capital concretos para o Sul Global, região que historicamente enfrenta dificuldades para acessar financiamento internacional de baixo custo.

Por que isso chega ao Brasil? O país é um dos principais demandantes de capital climático no mundo, com um portfólio de projetos que vai de reflorestamento na Amazônia a transição energética no Nordeste. Empresas brasileiras dos setores de energia, agronegócio e infraestrutura — como Petrobras, Eletrobras, Suzano e grandes tradings agrícolas — dependem de linhas internacionais para financiar descarbonização. O Banco Central e o BNDES são os atores domésticos que precisam reagir: o primeiro, para viabilizar liquidação em moedas locais e integrar o Brasil a sistemas de pagamento do bloco; o segundo, para estruturar garantias e cofinanciamento com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do BRICS. O impacto direto é indireto, via acesso a funding e custo de capital.

Os dados mostram que o BRICS já opera o NDB, com capital autorizado de cerca de USD 100 bilhões, e discute a expansão de linhas em moedas locais — o que reduziria a dependência do dólar e o risco cambial para tomadores brasileiros. Na leitura do CBI, isso indica que o bloco tenta criar um circuito paralelo de financiamento climático, menos exposto a condicionalidades políticas do Ocidente e mais alinhado às prioridades do Sul Global. A comparação com eventos anteriores é relevante: em 2023, a cúpula de Joanesburgo já sinalizava essa direção, mas faltavam instrumentos operacionais. Agora, a ênfase em mercados de carbono e coordenação entre bancos centrais sugere que o BRICS está migrando da retórica para a engenharia financeira.

Para o leitor brasileiro que decide na segunda-feira, o ponto central é: quem capta primeiro, capta mais barato. Se o Brasil conseguir posicionar projetos de adaptação e bioeconomia dentro desses novos mecanismos, o custo de capital pode cair. Se ficar apenas na articulação diplomática, o fluxo vai para Índia, China ou África do Sul. O que acompanhar: (1) a próxima reunião do NDB, prevista para o segundo semestre, onde devem ser anunciadas linhas-piloto em moedas locais; (2) a publicação de decreto ou resolução do Banco Central sobre liquidação em moedas do BRICS, que pode sair ainda este ano; (3) a evolução do mercado de carbono brasileiro (SBCE), que precisa estar operacional para conectar-se a plataformas internacionais do bloco. Sem esses três elementos, o discurso de financiamento verde do BRICS não se traduz em caixa para o Brasil.

## CBI 观察

Os dados mostram que o BRICS já tem o NDB com USD 100 bilhões em capital autorizado e discute linhas em moedas locais. Na leitura do CBI, isso indica uma tentativa de criar circuito financeiro paralelo para o Sul Global, reduzindo dependência do dólar e de condicionalidades ocidentais — mas a operacionalização ainda depende de decisões domésticas de cada país.

## 情报摘要

**核心动作**: BRICS 推进本币贷款、气候适应融资与碳市场等金融架构建设，巴西试图借此获取低成本国际气候资金

**事实**:
- BRICS 正在推动本币贷款、气候适应融资机制、碳市场以及成员国央行之间的协调
- 巴西于 2025 年担任 BRICS 轮值主席国
- NDB 的授权资本约为 1000 亿美元
- 2023 年约翰内斯堡峰会已释放过类似方向信号，但当时缺乏可操作工具
- 巴西央行与 BNDES 是巴西对接 BRICS 金融架构的两个主要国内机构
- 下一次 NDB 会议预计在 2025 年下半年举行，届时或将宣布本币试点额度

**评估**:
- BRICS 正试图构建一个较少受西方政治条件约束、更贴合全球南方优先事项的平行气候融资循环 (medium)
- 若巴西央行与 BNDES 不能将国内工具与 BRICS 新结构对齐，巴西可能在气候资金争夺中落后于印度和中国 (medium)
- BRICS 的绿色金融议题正从外交表态转向具体金融工程，落地关键在本币结算、碳市场与联合融资三条线 (medium)
- 本币贷款额度若落地，可降低巴西借款方的美元依赖与汇率风险 (low)

**风险标记**: regulatory_uncertainty, fx_risk, political_risk

**机会标记**: investment_signal, partnership_opportunity, market_entry_opportunity

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来源: CGTN — Business
发布: 2026-09-25
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